Agro
Bolsas globais operam com cautela; Ibovespa renova máxima histórica com otimismo econômico
As bolsas globais abriram a semana com movimentos cautelosos nesta segunda-feira (17), em meio à expectativa por novos dados econômicos e resultados corporativos de grandes empresas, como a Nvidia, nos Estados Unidos.
Em Nova York, os índices futuros registravam leve volatilidade no início da manhã (horário local): o Dow Jones recuava 0,06%, o S&P 500 subia 0,09% e o Nasdaq avançava 0,24%, refletindo o tom de espera dos investidores após o fim da paralisação do governo americano.
Europa recua diante de incertezas globais
Na Europa, o clima também é de cautela. Os principais índices operavam em baixa ao meio-dia (horário local), ainda refletindo a volatilidade da semana passada. O STOXX 600 caía 0,17%, enquanto o DAX (Alemanha) recuava 0,51%, o FTSE 100 (Reino Unido) perdia 0,19% e o CAC 40 (França) registrava queda de 0,42%.
Investidores seguem atentos ao impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho e à desaceleração do crescimento global, fatores que têm limitado o apetite por risco na região.
Ibovespa bate novo recorde e reflete otimismo com economia brasileira
No Brasil, o clima é de confiança. O Ibovespa atingiu um novo recorde histórico, superando a marca de 150 mil pontos, impulsionado pelo otimismo com o cenário macroeconômico e pela expectativa de novas reduções na taxa Selic.
A melhora dos indicadores de inflação e a valorização das commodities agrícolas têm favorecido o apetite de investidores estrangeiros pela bolsa brasileira. Além disso, o câmbio segue estável, com o dólar negociado próximo de R$ 5,57, enquanto o mercado monitora a agenda fiscal e os resultados do setor externo.
Ásia encerra pregão com resultados mistos
Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única, sob influência de tensões diplomáticas entre China e Japão. Declarações recentes da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre a possibilidade de um conflito envolvendo Taiwan aumentaram a aversão ao risco na região.
O Nikkei (Tóquio) caiu 0,1%, o Hang Seng (Hong Kong) recuou 0,71%, o SSEC (Xangai) perdeu 0,46% e o CSI300 caiu 0,65%. Em contrapartida, o Kospi (Coreia do Sul) avançou 1,94%, o Taiex (Taiwan) subiu 0,18% e o Straits Times (Cingapura) teve leve queda de 0,15%.
Reflexos para o agronegócio brasileiro
A movimentação das bolsas internacionais tem impacto direto sobre o agronegócio, especialmente na formação dos preços das commodities agrícolas e na competitividade das exportações brasileiras.
Com o aumento da aversão ao risco e a oscilação cambial, o mercado segue atento ao comportamento dos fundos internacionais e às possíveis mudanças no fluxo de capital para economias emergentes. O fortalecimento do Ibovespa e a entrada de investimentos estrangeiros podem trazer reflexos positivos para o setor, com melhora na rentabilidade e ampliação da liquidez no mercado doméstico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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