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Agro

Federarroz e Farsul debatem desafios e perspectivas da safra de arroz 2025/2026

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A Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) promovem, nesta quinta-feira (2), às 19h, a palestra online “Contexto da Safra de Arroz 2025/2026”. O evento será transmitido pelo canal da Federarroz no YouTube e contará com a presença do presidente da entidade, Denis Nunes, e do economista-chefe do Sistema Farsul e CEO da Agromoney, Antônio da Luz.

Cenário desafiador para os produtores de arroz

O setor orizícola enfrenta um ambiente de forte pressão, marcado por importações crescentes, alta carga tributária, aumento dos custos de produção e dificuldades de liquidez. Segundo Denis Nunes, o objetivo do debate é analisar os obstáculos e apontar caminhos para que os produtores possam se preparar diante das incertezas.

“Queremos trazer uma visão clara sobre o que enfrentaremos na safra 2025/2026, além de destacar as medidas necessárias ainda neste plantio de 2025”, ressaltou Nunes.

Análises econômicas e estoques de arroz

O economista Antônio da Luz deve apresentar uma avaliação detalhada sobre a situação dos estoques de arroz no Brasil e os impactos que diferentes estratégias de produção podem trazer para o equilíbrio do mercado nos próximos anos.

“O comportamento dos estoques dependerá das decisões tomadas agora. Se não houver medidas adequadas, os riscos podem comprometer a competitividade do setor”, destacou o economista.

Tópicos em debate

Entre os principais assuntos que serão discutidos durante o encontro estão:

  • Cenário econômico do arroz no Brasil e no Rio Grande do Sul;
  • Custos de produção e insumos, com foco no impacto da alta dos preços;
  • Área plantada e estratégias de redução;
  • Mercado interno e competitividade frente às importações;
  • Políticas públicas e demandas apresentadas ao governo;
  • Riscos climáticos e logísticos que podem afetar a safra;
  • Orientações aos produtores para o planejamento da safra 2025/2026.
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A iniciativa busca oferecer informações estratégicas aos rizicultores em um momento decisivo para o planejamento da próxima colheita.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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