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FAEP reage à decisão da ANTT e alerta para impactos na produção agrícola em áreas às margens de rodovias

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O Sistema FAEP manifestou preocupação com a recente decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que volta a exigir o cercamento das faixas de domínio localizadas às margens de rodovias federais concedidas, estabelecendo prazo de 30 dias para adequação. A medida afeta diretamente produtores rurais que utilizam essas áreas para atividades agrícolas de forma regularizada e autorizada pela própria agência.

Em ofícios encaminhados à ANTT, ao Ministério dos Transportes e à bancada federal do Paraná, a entidade solicitou apoio para reverter a determinação, argumentando que a nova orientação compromete a segurança jurídica dos produtores e ameaça um processo de regularização que vinha sendo construído ao longo dos últimos anos.

Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a decisão representa um retrocesso para o setor agropecuário paranaense.

“É lamentável que os produtores rurais do Paraná voltem a enfrentar incertezas sobre uma questão que já estava encaminhada e pacificada. A medida gera insegurança e impactos econômicos significativos para milhares de famílias do campo”, afirmou.

Uso regularizado das áreas

As faixas de domínio são áreas localizadas ao longo das rodovias e que, em muitos casos, vinham sendo utilizadas para produção agrícola mediante instrumentos oficiais da própria ANTT, como o Contrato de Permissão Especial de Uso (CPEU) e o Projeto de Interesse de Terceiro (PIT).

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De acordo com a FAEP, produtores rurais investiram recursos e seguiram processos técnicos de regularização desenvolvidos em conjunto com concessionárias rodoviárias, sindicatos rurais e órgãos reguladores, sempre observando critérios de segurança viária e conformidade legal.

A entidade destaca que a nova determinação interrompe um trabalho que vinha apresentando resultados concretos em diferentes regiões do Estado.

Pequenos produtores são os mais afetados

O impacto da medida tende a ser mais severo entre os pequenos produtores rurais. Dados da FAEP indicam que cerca de 85% das propriedades rurais do Paraná possuem menos de 50 hectares.

Para esse grupo, a utilização das áreas adjacentes às rodovias representa uma importante fonte complementar de renda e contribui para a sustentabilidade econômica das atividades agrícolas e pecuárias.

Segundo Meneguette, retirar abruptamente essas áreas da produção pode comprometer a viabilidade financeira de diversas propriedades familiares.

Regularização avançava nas concessões paranaenses

A FAEP ressalta que os contratos de concessão firmados a partir de 2024 permitiram avanços importantes na regularização do uso agrícola das faixas de domínio.

Na concessionária Motiva Paraná, mais de 60% das áreas aptas à regularização já foram formalizadas, totalizando aproximadamente um milhão de metros quadrados.

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Na Via Araucária, cerca de 500 mil metros quadrados foram regularizados. Já na Via Campo, o processo alcançou aproximadamente 15% de um universo estimado em 520 quilômetros de áreas utilizadas para o cultivo agrícola.

Para a entidade, esses números demonstram que havia um ambiente de cooperação entre produtores e concessionárias, possibilitando o aproveitamento produtivo das áreas sem comprometer a segurança operacional das rodovias.

Pedido de diálogo e construção de solução conjunta

Nos documentos encaminhados aos órgãos federais, o Sistema FAEP defende a abertura imediata de um diálogo institucional envolvendo representantes do setor agropecuário, concessionárias e autoridades reguladoras.

O objetivo é encontrar uma solução que concilie a segurança viária com a regularização fundiária e a continuidade da produção agropecuária nas áreas atualmente utilizadas.

A entidade argumenta que a agropecuária brasileira necessita de estabilidade regulatória para continuar investindo, produzindo alimentos e contribuindo para a geração de emprego, renda e divisas para o país.

“Não é possível manter a competitividade e a capacidade produtiva do setor diante de mudanças que ampliam a insegurança jurídica para quem produz”, concluiu Meneguette.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária faz Valor Bruto da Produção Agropecuária somar R$ 1,4 trilhão

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) nacional alcançou R$ 1,4 trilhão em maio de 2026, conforme levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O resultado, embora mantenha o setor em patamares elevados da série histórica, revela um recuo de 4,6% na comparação com o ano anterior, movimento puxado principalmente pela desvalorização de preços em importantes culturas e revisões nas expectativas de safra.

A composição do VBP reafirma o peso das lavouras na economia rural brasileira. O segmento agrícola foi responsável por R$ 908,8 bilhões do montante total, equivalente a 64%, enquanto a pecuária respondeu por R$ 510,2 bilhões (36%). No conjunto das atividades agrícolas, a redução anual foi de 5,9%, reflexo direto da queda nas cotações de produtos como cacau (-56,8%), laranja (-38%) e arroz (-30%).

Apesar da tendência de retração, nichos específicos apresentaram desempenho sólido. A batata-inglesa liderou o crescimento entre as lavouras, com alta de 22,3%, seguida pelo feijão (12,6%) e pela mandioca (8,1%).

Na pecuária, o cenário foi mais resiliente, com queda contida em 2,2% na comparação com 2025. O destaque positivo ficou por conta da bovinocultura, que avançou 8,9%, atingindo R$ 248,7 bilhões — valor que a coloca, isoladamente, como o principal item do VBP nacional, representando 17,5% do total. Por outro lado, a cadeia de proteínas animais menores enfrentou dificuldades, com suínos (-20,3%), frango (-10,4%), ovos (-7,9%) e leite (-4,8%) apresentando resultados negativos.

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A análise dos cinco produtos de maior peso econômico — soja (R$ 338,5 bilhões), milho (R$ 162,2 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 110,8 bilhões), café (R$ 109,6 bilhões) e algodão (R$ 33,2 bilhões) — mostra a concentração produtiva do País, sendo eles responsáveis por 53,2% de todo o valor gerado no campo.

Regionalmente, o Mato Grosso consolida sua posição de liderança no ranking nacional, com R$ 213,5 bilhões (15% do total). Minas Gerais ocupa a segunda posição, com R$ 171,6 bilhões (12,1%), seguido por São Paulo, com R$ 159,6 bilhões (11,2%).

O indicador, calculado mensalmente pelo Mapa, contabiliza o faturamento bruto gerado dentro dos estabelecimentos rurais. Ao monitorar tanto as estimativas de volume quanto os preços recebidos pelos produtores, o VBP funciona como um termômetro essencial para avaliar a saúde financeira do setor e a dinâmica de renda no meio rural brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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