Paraná
Extremos nas temperaturas e tornados: 2025 registrou dados meteorológicos históricos no Paraná
O ano de 2025 registrou dados meteorológicos históricos no Paraná. Além da classificação de quatro tornados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o período teve as temperaturas mais altas e mais baixas das séries históricas de algumas estações meteorológicas, e um volume anual de chuvas, em geral, muito próximo da média.
O volume anual de chuva ficou acima da média em 23 estações meteorológicas: Altônia, Apucarana, Capanema, Campo Mourão, Cândido de Abreu, Cascavel, Cianorte, Cornélio Procópio, Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guaíra, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Londrina, Distrito de Horizonte, em Palmas, Palotina, Paranavaí, Pinhão, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo, e União da Vitória.
O destaque fica para Pinhão, Santa Helena e São Miguel do Iguaçu, que registraram cerca de 400 mm acima do volume médio histórico anual (Confira a lista completa abaixo).
Outras 20 estações meteorológicas registraram um volume de chuva anual abaixo da média histórica: Antonina, Cambará, Cerro Azul, Curitiba, Irati, Francisco Beltrão, Guaratuba, Jaguariaíva, Lapa, Loanda, Maringá, Palmas, Paranaguá, Pinhais, Ponta Grossa, Guaraqueçaba, Santo Antônio da Platina, Telêmaco Borba, Ubiratã e Umuarama.
A diferença foi maior em Pinhão, que registrou 2.177,6 mm de chuva em 2025, contra 1.774,7 mm de média histórica; Ponta Grossa, com 992,6 mm de chuva no ano passado, e historicamente registra por ano 1415,1 mm; e Guaraqueçaba, que somou 2.078,4 mm em 2025 frente a uma média anual de 2.548,7 mm.
Em algumas regiões, foi registrada seca no boletim mensal que o Simepar elabora em parceria com a Agência Nacional de Águas.
“Tivemos alguns períodos de chuvas irregulares, principalmente no Litoral, que é uma das regiões em que mais chove no Estado. Isso favoreceu com que, ao longo do segundo trimestre de 2025, se estabelecesse uma seca fraca na região litorânea, que se prolongou para os Campos Gerais e faixa Norte do Estado”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
A seca evoluiu de fraca para moderada, e no segundo semestre, em alguns pontos na divisa com o Estado de São Paulo, chegou à seca grave. O prolongamento da seca fraca a moderada seguiu ao longo do segundo semestre de 2025 na faixa norte, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba, devido à chuva irregular nestas regiões.
MESES – O mês de fevereiro foi o mais quente da série histórica em 23 cidades. Mesmo assim, o verão de 2024/2025 não foi mais quente do que o de 2023/2024. Já o outono de 2025 teve chuvas abaixo da média em praticamente todo o Estado. A situação foi mais crítica no Oeste e Sudoeste, com destaque para os arredores de Cascavel, onde as chuvas ficaram cerca de 180 mm abaixo da média histórica para o período entre abril e junho.
Já a temperatura do outono de 2025 ficou dentro da média na maior parte do Estado, e a estação foi mais fria que a de 2024. Mas foi justamente no outono que o Paraná registrou a temperatura mais alta de 2025, no município de Capanema: 42.5°C no dia 27 de abril, a temperatura mais alta desde que a estação foi instalada, em julho de 2017.
No inverno, as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média em todas as regiões – cenário bem diferente dos três últimos anos, em que o inverno foi mais quente. Já as chuvas foram acima da média em junho, e abaixo da média na maioria das estações meteorológicas do Simepar em julho e agosto.
Durante o inverno de 2025 as estações meteorológicas do Simepar e a estação em General Carneiro do Inmet registraram 59 temperaturas abaixo de zero grau em 26 cidades. Os dias 24 e 25 de junho foram os mais frios do ano em todas as estações meteorológicas.
A temperatura mais baixa do ano em todo o Paraná foi em General Carneiro (Inmet): -7,8°C em 25 de junho. Entre as estações meteorológicas do Simepar, a temperatura mínima mais baixa foi no Distrito de Horizonte, em Palmas: -5.2°C em 24 de junho. No mesmo dia, Laranjeiras do Sul registrou -2.0°C, a temperatura mais baixa desde que a estação meteorológica foi instalada na cidade, em novembro de 2017.
Em julho, Curitiba ficou 83 horas com temperatura abaixo da casa dos 10°C. Já em agosto, a amplitude térmica foi o destaque no Paraná. As temperaturas máximas chegaram a ultrapassar os 36°C em Antonina, Cerro Azul, Loanda, Capanema e Paranaguá em algumas tardes, e teve veranico na região Noroeste. Mesmo assim, devido ao registro de mínimas baixas no amanhecer, todas as estações meteorológicas do Simepar registraram em agosto de 2025 temperaturas médias dentro a abaixo da média histórica para o período.
“Nós tivemos a incursão de várias massas de ar polar, ou seja, aquelas massas que têm uma característica de ter temperaturas extremamente baixas, provocar geadas amplas em todo o Estado, inclusive nas regiões ao Norte, Litoral e na Capital. Então, o inverno de 2025 foi marcado por um período rigoroso de temperaturas baixas e secas, que é comum para essa época”, ressalta Reinaldo.
Foram emitidos 28 alertas de geada no Paraná: cinco em maio, seis em junho, 11 em julho e mais seis em agosto. General Carneiro registrou seis dias consecutivos de geada em agosto.
O Simepar, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), emitiu boletins diários durante todos os 137 dias de operação do Alerta Geadas, um serviço que, desde 1995, informa a previsão de geadas para a população e para os agricultores, em especial, com 24h, 48h e 72h de antecedência.
PRIMAVERA – A primavera, estação das tempestades, mostrou suas principais características com intensidade. De acordo com a Defesa Civil, em 2025 foram contabilizadas 224 ocorrências, um aumento expressivo em comparação às 102 registradas no ano anterior. O crescimento mais significativo foi observado nos episódios de vendaval, que saltaram de 72 para 150 registros, e de granizo, que passaram de 11 para 53 ocorrências.
Em setembro as temperaturas ficaram acima da média histórica para o período em quase todo o Estado. Várias frentes frias passaram pelo Paraná, e um tornado categoria F1 foi classificado pelo Simepar entre as ocorrências do dia 22 de setembro em Santa Maria do Oeste – exatamente o dia do início da primavera.
Em outubro, as temperaturas médias do mês ficaram até 2°C abaixo da média histórica. Estações em Cornélio Procópio, Laranjeiras do Sul, distrito de Horizonte, em Palmas, e Santo Antônio da Platina registraram a temperatura mais baixa para o mês desde que foram instaladas. Outras 11 estações meteorológicas tiveram as temperaturas máximas mais baixas da série histórica para o mês, indicando que as temperaturas não subiram muito ao longo do dia.
Em novembro, na maior parte do Estado, as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média histórica para o período. Já o volume acumulado de chuvas ficou dentro a acima da média para o mês em quase todo o Paraná.
O mês foi marcado pela passagem de três tornados no dia 7, causando destruição em 11 municípios, além de outras tempestades típicas de primavera, com muita ocorrência de granizo. As ocorrências severas foram impulsionadas pela fase negativa da Oscilação Antártica, que favoreceu a formação de mais sistemas frontais sobre o Sul do Brasil. O mais atingido Rio Bonito do Iguaçu, cidade devastada pelo fenômeno climático.
No dia 7, em específico, o ramo frio de um ciclone extratropical formado sobre o Sul do Brasil favoreceu o desenvolvimento de nuvens de tempestade de forte intensidade sobre o Paraná. Algumas dessas nuvens, imersas em um ambiente de elevada instabilidade termodinâmica, intensificaram-se ainda mais, evoluindo para a categoria de supercélulas, com características de rotação em torno de seu eixo vertical. O cisalhamento vertical intenso do vento e o transporte de ar quente e úmido foram cruciais para a evolução das tempestades.
O laudo técnico emitido pela equipe de meteorologia e de geointeligência do Simepar após duas semanas de trabalho ininterrupto incluindo entrevistas nos municípios, sobrevoos nas áreas atingidas e análise de imagens e dados de satélite e radares, concluiu que o evento de 7 de novembro de 2025 pode ser considerado um dos maiores desta categoria no Paraná nos últimos 30 anos, considerando os aspectos relacionados à quantidade de tornados no mesmo evento, pessoas atingidas e destruição em diversos níveis observada nas suas trajetórias.
DEZEMBRO – O último mês de 2025 teve cenários completamente diferentes dentro do Paraná. Em algumas cidades, choveu muito e as temperaturas ficaram ligeiramente abaixo da média. Em outras, as temperaturas subiram muito, e choveu pouco.
Das 44 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, 25 registraram chuva acima da média em dezembro: Altônia, Apucarana, Capanema, Cambará, Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guaíra, Loanda, Londrina, Maringá, Distrito de Horizonte, em Palmas, Palotina, Paranavaí, Pinhão, Santo Antônio da Platina, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Telêmaco Borba, Toledo, Ubiratã, Umuarama e União da Vitória.
O destaque fica para Guaíra, que atingiu o maior acumulado de chuvas do mês: 517,2 mm, contra uma média histórica de apenas 175,1 mm. A cidade não registrava um acumulado de chuvas tão alto desde dezembro de 2020, quando chegou a 532,2 mm no mês. A segunda cidade que registrou maior acumulado de chuva em dezembro de 2025 foi Cambará: 407,2 mm, enquanto a média histórica é de 144,9 mm. É o maior volume de chuvas em um mês na cidade desde a instalação da estação meteorológica, em julho de 1997.
Ao contrário destas cidades, outras 19 registraram volume de chuva abaixo da média em dezembro: Antonina, Cândido de Abreu, Cerro Azul, Cianorte, Curitiba, Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, Irati, Francisco Beltrão, Guarapuava, Guaratuba, Jaguariaíva, Lapa, Laranjeiras do Sul, Palmas, Paranaguá, Pato Branco, Pinhais, Ponta Grossa, e Guaraqueçaba.
A chuva impactou diretamente a temperatura. A média de dezembro ficou pouco mais de 1°C acima da média nos Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral, onde choveu menos, e no resto do Estado a temperatura média ficou dentro dos valores históricos.
A temperatura mínima em dezembro ficou 1,3°C acima da média em Cândido de Abreu, 1,5°C acima da média em São Mateus do Sul, 1,4°C abaixo da média em Guaíra, onde choveu muito, e dentro da média no resto do Estado.
Já as temperaturas máximas se destacaram e ficaram 2,3°C acima da média em dezembro no Litoral, entre 1,5°C e 3,1°C acima da média na Região Metropolitana de Curitiba, 2,2°C acima da média em Cândido de Abreu, e cerca de 1°C abaixo da média entre Palotina e Toledo, onde os volumes de chuva foram mais altos do que na região Leste do Estado.
Telêmaco Borba registrou 38°C em 26 de dezembro de 2025, às 16:00, a temperatura mais alta desde que a estação meteorológica foi instalada na cidade, em maio de 1997.
“Em dezembro nós tivemos o retorno do calor, e no período de 22 a 28 nós tivemos um calor acima do normal, com mais de 5 graus Celsius no Litoral, na Grande Curitiba e nos Campos Gerais. Na faixa norte as temperaturas ficaram entre 3°C e 4°C acima da média, e esse calor também atingiu as demais regiões do Estado”, explica o meteorologista do Simepar.
“Foi um período em que choveu muito pouco no Paraná, e isso culminou com que o bloqueio atmosférico que foi observado no Oceano Pacífico Sul se intensificasse, ou favorecesse com que uma massa de ar se estabelecesse sobre o Paraná no finalzinho de 2025”, lembra Reinaldo.
Confira data e horário da temperatura mais alta registrada nas estações meteorológicas do Simepar em 2025:
Altônia: 38.4°C em 09/03/2025 às 15h;
Antonina: 38.6°C em 24/12/2025 às 14h;
APPA Antonina: 38°C em 17/02/2025 às 15h;
Apucarana: 34.1°C em 06/10/2025 às 12h;
Assis Chateaubriand 36.9°C em 30/11/2025 às 14h;
Capanema: 42.5°C em 27/04/2025 às 13h;
Cambará: 38.8°C em 06/10/2025 às 15h;
Campo Mourão: 35.7°C em 05/10/2025 às 15h;
Cândido de Abreu: 38.6°C em 07/12/2025 às 16h;
Cascavel: 36.1°C em 16/01/2025 às 16h;
Cerro Azul: 39.4°C em 24/12/2025 às 14h;
Cianorte: 35.6°C em 05/10/2025 às 16h;
Cornélio Procópio: 36.3°C em 06/10/2025 às 15h;
Curitiba: 33.3°C em 26/12/2025 às 16h;
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 34.5°C em 06/11/2025 às 17h;
Fazenda Rio Grande: 33.6°C em 28/12/2025 às 14h;
Irati: 34.3°C em 28/12/2025 às 15h;
Cruzeiro do Iguaçu: 36.6°C em 02/03/2025 às 14h;
Foz do Iguaçu: 38°C em 17/01/2025 às 16h;
Francisco Beltrão: 35.8°C em 03/03/2025 às 16h;
General Carneiro (estação instalada em outubro): 28.9°C em 28/12/2025 às 14h;
Guaíra: 38.8°C em 02/03/2025 às 17h;
Guarapuava: 32.5°C em 02/03/2025 às 15h;
Guaratuba: 36.3°C em 20/01/2025 às 15h;
Jaguariaiva: 33.6°C em 28/12/2025 às 14h;
Lapa: 34.6°C em 28/12/2025 às 16h;
Laranjeiras do Sul: 35.5°C em 03/03/2025 às 16h;
Loanda: 39.5°C em 05/10/2025 às 16h;
Londrina: 36.6°C em 06/10/2025 às 13h;
Maringá: 36.4°C em 05/10/2025 às 15h;
Marumbi Base (estação instalada em agosto): 33.9°C em 28/12/2025 às 13h;
Marumbi Pico (estação instalada em novembro): 29.2°C em 24/12/2025 às 14h;
Palmas: 31.8°C em 07/12/2025 às 16h;
Distrito de Horizonte, em Palmas: 28.8°C em 07/12/2025 às 16h;
Santa Maria do Oeste: 32.8°C em 02/03/2025 às 15h;
Palotina: 37°C em 05/10/2025 às 15h;
Paranaguá: 37.2°C em 20/01/2025 às 14h;
Paranavaí: 37.8°C em 05/10/2025 às 15h;
Pato Branco: 34.9 em 03/03/2025 às 15h;
Pinhais: 35.1°C em 28/12/2025 às 13h;
Pinhão: 34.1°C em 02/03/2025 às 16h;
Ponta Grossa: 33.4 °C em 09/03/2025 às 16h;
Guaraqueçaba: 40.4°C em 26/12/2025 às 13h;
Candói: 36.6°C em 03/03/2025 às 15h;
Santa Helena: 38.5°C em 16/02/2025 às 14h;
Santo Antônio da Platina: 36.5°C em 26/12/2025 às 16h;
São Miguel do Iguaçu: 37.5°C em 05/10/2025 às 15h;
Telêmaco Borba: 38°C em 26/12/2025 às 16h;
Toledo: 36.6°C em 05/10/2025 às 15h;
Ubiratã: 35.9°C em 05/10/2025 às 14h;
Umuarama: 36.9°C em 09/03/2025 às 15h;
União da Vitória: 34.6°C em 28/12/2025 às 15h.
Confira data e horário da temperatura mais baixa registrada nas estações meteorológicas do Simepar em 2025:
Altônia: 1.8°C em 24/06/2025 às 6h;
Antonina: 4.7°C em 25/06/2025 às 7h;
APPA Antonina: 4.3°C em 25/06/2025 às 6h;
Apucarana: 1.5°C em 24/06/2025 às 7h;
Assis Chateaubriand: -0.6°C em 24/06/2025 às 8h;
Capanema: 0.1°C em 24/06/2025 às 7h;
Cambará: -0.1°C em 25/06/2025 às 7h;
Campo Mourão: -0.7°C em 24/06/2025 às 7h;
Cândido de Abreu: 1.8°C em 25/06/2025 à 0h;
Cascavel: -2.4°C em 24/06/2025 às 6h;
Cerro Azul: 0.4°C em 25/06/2025 às 7h;
Cianorte: 1.8°C em 24/06/2025 às 7h;
Cornélio Procópio: 2.4°C em 25/06/2025 às 7h;
Curitiba: -0.3°C em 25/06/2025 às 6h;
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: -2.8°C em 24/06/2025 às 23h;
Fazenda Rio Grande: -2.9°C em 25/06/2025 às 5h);
Irati: -2.5°C em 25/06/2025 às 5h;
Cruzeiro do Iguaçu: 1.2°C em 24/06/2025 às 7h;
Foz do Iguaçu: -0.6°C em 24/06/2025 às 6h;
Francisco Beltrão: -3°C em 25/06/2025 às 6h;
General Carneiro (estação instalada em outubro): 0.8°C em 20/12/2025 às 3h;
Guaira: 0.9°C em 24/06/2025 às 7h;
Guarapuava: -2.9°C em 25/06/2025 às 4h;
Guaratuba: 9.1°C em 31/07/2025 às 5h;
Jaguariaiva: -2.7°C em 25/06/2025 às 7h;
Lapa: -2.2°C em 25/06/2025 às 5h;
Laranjeiras do Sul: -2°C em 24/06/2025 às 7h;
Loanda: 3°C em 24/06/2025 às 7h;
Londrina: 0.9°C em 25/06/2025 às 7h;
Maringá: 2.6°C em 24/06/2025 às 7h;
Marumbi Base (estação instalada em agosto): 12°C em 20/10/2025 às 7h;
Marumbi Pico (estação instalada em novembro): 8.8°C em 17/12/2025 às 6h;
Palmas: -3.5°C em 24/06/2025 às 7h;
Distrito de Horizonte, em Palmas: -5.2°C em 24/06/2025 às 8h;
Santa Maria do Oeste: -1.6°C em 24/06/2025 às 8h;
Palotina: -1.1°C em 24/06/2025 às 7h;
Paranaguá: 7.6°C em 25/06/2025 às 5h;
Paranavaí: 2.7°C em 24/06/2025 às 7h;
Pato Branco: -2.7°C em 24/06/2025 às 7h;
Pinhais: -1.5°C em 25/06/2025 às 4h;
Pinhão: -2.3°C em 24/06/2025 às 7h;
Ponta Grossa: -2.3°C em 25/06/2025 às 7h;
Guaraqueçaba: 1.9°C em 25/06/2025 às 7h;
Candói: 1.6°C em 24/06/2025 às 8h;
Santa Helena: 1.1°C em 25/06/2025 às 3h;
Santo Antônio da Platina: 3.1°C em 25/06/2025 às 8h;
São Miguel do Iguaçu: 0.2°C em 24/06/2025 às 7h;
Telêmaco Borba: -2.0°C em 06/11/2025 às 5h;
Toledo: -1.8°C em 24/06/2025 às 6h;
Ubiratã: 0.3°C em 25/06/2025 às 5h;
Umuarama: 1.2°C em 25/06/2025 às 3h;
União da Vitória: -1.1°C em 25/06/2025 às 7h.
Acumulado de chuva em 2025 / média anual:
Altônia: 1696,6 mm / 1370,5 mm
APPA Antonina: 1705,8 mm / 1828,8 mm
Apucarana: 1611,8 mm / 1523,5 mm
Capanema: 1879,2 mm / 1724,9 mm
Cambará: 1133,8 mm / 1262,6 mm
Campo Mourão: 1805 mm / 1561,1 mm
Cândido de Abreu: 1644,2 mm / 1599,5 mm
Cascavel: 1772,6 mm / 1769,1 mm
Cerro Azul: 923,6 mm / 1278,6 mm
Cianorte: 1522,6 mm / 1456,4 mm
Cornélio Procópio: 1560,8 mm / 1224,1 mm
Curitiba: 1371 mm / 1437,9 mm
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 2102,8 mm / 1836 mm
Fazenda Rio Grande: 1339,4 mm / 1274,3 mm
Irati: 1261,4 mm / 1481,3 mm
Cruzeiro do Iguaçu (quatro anos de operação): 2178,4 mm
Foz do Iguaçu: 1849,6 mm / 1642,1 mm
Francisco Beltrão: 1667,8 mm / 1992,9 mm
General Carneiro (início de operação em outubro): 221 mm
Guaíra: 1758,2 mm / 1435 mm
Guarapuava: 1886,2 mm / 1807 mm
Guaratuba: 2394,2 mm / 2506 mm
Jaguariaíva: 1234,2 mm / 1462,6 mm
Lapa: 1249,6 mm / 1435,3 mm
Laranjeiras do Sul: 1988,8 mm / 1837,5 mm
Loanda: 1116,6 mm / 1139,5 mm
Londrina: 1604,2 mm / 1515,1 mm
Maringá: 1371,4 mm / 1406,1 mm
Marumbi Base (estação instalada em agosto): 1160,6 mm
Marumbi Pico (estação instalada em novembro): 239,4 mm
Palmas: 1844,2 mm / 1893,8 mm
Distrito de Horizonte, em Palmas: 1737,8 mm / 1718,1 mm
Santa Maria do Oeste (três anos de operação): 1631,4 mm
Palotina: 1636 mm / 1499,4 mm
Paranaguá: 1576,4 mm / 1880 mm
Paranavaí: 1466,2 mm / 1396,7 mm
Pinhais: 1111,4 mm / 1412,9 mm
Pinhão: 2177,6 mm / 1774,7 mm
Ponta Grossa: 992,6 mm / 1415,1 mm
Guaraqueçaba: 2078,4 mm / 2548,7 mm
Candói (dois anos de operação): 1686 mm
Santa Helena: 2059,6 mm / 1616 mm
Santo Antônio da Platina: 981,8 mm / 1142,4 mm
São Miguel do Iguaçu: 2092,6 mm / 1624,6 mm
Telêmaco Borba: 1212,2 mm / 1474,8 mm
Toledo: 1822,2 mm / 1771,5 mm
Ubiratã: 1510,2 mm / 1513,6 mm
Umuarama: 1492,2 mm / 1510,2 mm
União da Vitória: 1651 mm / 1617,4 mm
Fonte: Governo PR
Paraná
Jorge Fernando Barreto da Costa e Marcelo Bortolini tomam posse como Procuradores de Justiça em cerimônia na sede do MPPR
Em cerimônia realizada nesta sexta-feira, 24 de julho, na sede do Ministério Público do Paraná em Curitiba, também transmitida on-line, dois novos Procuradores de Justiça tomaram posse: Jorge Fernando Barreto da Costa e Marcelo Bortolini passaram a integrar o Colégio de Procuradores de Justiça do MPPR. A solenidade contou a presença de membros e servidores da instituição, bem como de familiares e amigos dos novos Procuradores, que foram prestigiá-los no acesso ao topo da carreira no Ministério Público Estadual.
Após ser declarada aberta a sessão solene pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, um gesto tradicional marcou a mudança: a investidura da veste talar, traje que carrega simbolicamente a dignidade da função agora conferida a ambos. Jorge Fernando Barreto da Costa recebeu a beca das mãos da esposa Daiene e dos filhos Ana Luísa e João Pedro. A esposa Elviluz e os filhos Enzo e Bruno a vestiram em Marcelo Bortolini. Os dois empossados renovaram então oralmente o compromisso legal de ingresso na carreira e assinaram os termos de posse.
Novos Procuradores – Em seu discurso de posse, Jorge Fernando Barreto da Costa destacou a transição da linha de frente no combate ao crime organizado para a atuação no segundo grau da instituição. Após 23 anos no Gaeco em Londrina, o empossado ressaltou que a experiência acumulada no enfrentamento à macrocriminalidade e à corrupção servirá agora para oxigenar os debates jurídicos e a consolidação de teses institucionais no Colégio de Procuradores. Em uma fala marcada pelo tom humano e de gratidão, ele reafirmou seu compromisso com a sociedade paranaense (iniciado em 1991 como estagiário), fez uma homenagem especial ao trabalho invisível das forças de segurança que o acompanharam nas operações do Gaeco, agradeceu nominalmente colegas que o acompanharam, inspiraram e orientaram em sua jornada e destacou a importância do Colégio de Procuradores em orientar estrategicamente a atuação dos Promotores que estão na ponta.
Já Marcelo Bortolini, ao celebrar sua ascensão ao cargo de Procurador de Justiça como o ápice de uma carreira iniciada em 1991, reforçou o orgulho de integrar o Ministério Público do Estado do Paraná, definindo o momento não apenas como uma transição institucional, mas como a renovação de um voto com o ideal de justiça. Em um pronunciamento também marcado pela emoção, prestou homenagens à sua família (aos pais – com especial reverência à memória de seu pai, juiz de direito e sua grande inspiração –, aos irmãos, à esposa e aos filhos), destacando-os como a base essencial de sua trajetória. O novo Procurador relembrou ainda sua caminhada por comarcas do interior e destacou seus mais de 25 anos em Foz do Iguaçu, onde construiu raízes e vivenciou as mais diversas atribuições do Ministério Público. Por fim, ao projetar sua atuação na segunda instância diante de um cenário de intensas mudanças sociais e legislativas, reafirmou seu compromisso leal com a Constituição Federal e com a atuação autônoma e firme do MPPR em prol dos desamparados e da garantia da segurança jurídica.
Trajetórias exemplares – O Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, pronunciou-se ao final da sessão. Citando o Livro dos Mártires, de John Foxe, Zanicotti lembrou que a resiliência e a coragem são traços importantíssimos das pessoas que fazem a diferença, como é o caso dos empossados. Zanicotti destacou as trajetórias de ambos, afirmando que provavelmente nenhum outro Promotor de Justiça no Brasil participou de mais operações contra o crime organizado que Jorge Barreto da Costa, assim como pouquíssimos terão trabalhado em tantos processos de família quanto Marcelo Bortolini, ambos traçando trajetórias brilhantes. “O passado de peregrinação dos dois faz a diferença no mundo, no jeito como olhamos o que é ser Promotor de Justiça”, declarou, exaltando que ambos são espelhos para os colegas tanto na vida profissional quanto familiar.
Também falou na cerimônia o coordenador estadual do Gaeco, Cláudio Rubino Zuan Esteves, especialmente em relação a Jorge Barreto Fernando da Costa, dada sua especial atuação no órgão. Em tom de profundo reconhecimento institucional, a homenagem proferida por ele destacou a trajetória histórica do novo Procurador de Justiça no Núcleo do Gaeco em Londrina, onde atuou por 23 anos, tornando-se o membro mais longevo do país na função. O discurso enfatizou que a conduta do homenageado numa função que, para além do conhecimento técnico, exige pressupostos humanos e comportamentais indispensáveis, deve servir de espelho e modelo para os atuais e futuros integrantes do Ministério Público que atuem no Gaeco. Entre esses predicados, foram exaltadas sua capacidade inata de liderança colaborativa, pautada no trabalho em equipe, a coragem em investigações de grande impacto e a serenidade estoica para conduzir momentos de crise e alta pressão com leveza. O chefe do grupo especializado destacou ainda o equilíbrio único do empossado em conciliar a combatividade rigorosa contra o crime organizado a uma postura urbana, carismática e de lealdade irrestrita à instituição, qualidades que angariaram o respeito de magistrados, de forças policiais e da sociedade ao longo de mais de duas décadas.
Boas-vindas – Em nome do Colégio de Procuradores, o Procurador de Justiça Raimundo Nogueira Soares também saudou seus novos integrantes. Para ilustrar a nova fase profissional, o pronunciamento recorreu ao personagem Conselheiro Aires, de Machado de Assis, para pontuar que a atuação na segunda instância exige uma mudança de postura: o distanciamento da rotina inflamada da primeira instância não significa descanso, mas a serenidade, técnica e sabedoria necessárias para agir como conselheiros frente às demandas da Justiça e da sociedade. O discurso detalhou a grandiosidade e a relevância das atribuições que os novos integrantes passam a assumir no órgão máximo da Administração Superior, que vão desde a apreciação da proposta orçamentária e deliberação sobre diretrizes institucionais até o julgamento de processos disciplinares e a atuação perante o Tribunal de Justiça e os Tribunais Superiores. Encerrando com citações de Fernando Pessoa e Guimarães Rosa, o texto ressaltou as qualidades de humildade, inteligência e seriedade que acompanharam Jorge e Marcelo ao longo de suas trajetórias no enfrentamento à criminalidade e na defesa dos direitos sociais, reafirmando que a vida exige coragem, virtude que jamais faltará aos novos Procuradores de Justiça no desempenho de suas elevadas missões.
O Corregedor-Geral do MPPR, Ney Roberto Zanlorenzi, fez uso da palavra, começando sua fala com uma citação de Cícero: “Não nascemos apenas para nós mesmos”. Nesse sentido, declarou, quem aceita a vocação do Ministério Público compreende que a medida de uma carreira está na disposição permanente de colocar talento, energia e convicção a serviço de algo que nos ultrapassa. Zanlorenzi destacou que os novos Procuradores de Justiça não chegaram ao Colégio de Procuradores por acaso, mas porque, ao longo de suas carreiras, souberam responder ao chamado da instituição com trabalho, rigor técnico e inteireza. Por fim, lembrou que a ascensão ao segundo grau traz uma mudança de perspectiva, pois os pronunciamentos dos Procuradores ecoam para além dos casos concretos. Ser Procurador de Justiça, afirmou, é aceitar um convite permanente à reflexão que ilumina – e para isso, aconselhou, é preciso carregar a memória vida das comarcas por onde os empossados passaram, o que é fundamental para que a atuação em segundo grau não se desligue da realidade.
APMP – O presidente da Associação Paranaense do Ministério Público, Fernando da Silva Mattos, trouxe igualmente palavras de boas-vindas aos empossados. Ele lembrou que os dois ingressaram juntos na carreira no MPPR, em 1991, e seguiram cada qual o seu caminho, construindo sua própria trajetória, até que, hoje, esses caminhos voltaram a se encontrar, como resultado natural de suas vidas pautadas pela ética e pela fidelidade à missão institucional. Mattos ressaltou o fato de Jorge Barreto haver consolidado um modelo de trabalho que se tornou referência para o Ministério Público brasileiro, especialmente por seu trabalho no Gaeco. Quanto a Marcelo Bortolini, exaltou sua carreira caracterizada pela amplitude e consistência de sua atuação ao longo dos anos. Se a carreira de cada um separou seus caminhos, afirmou, o Colégio de Procuradores de Justiça os reuniu novamente para que possam escrever juntos mais um importante capítulo na história do MPPR.
Mesa – Compuseram a mesa da sessão solene o Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti; o segundo vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Fábio Haick Dalla Vecchia; a representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Emma Roberta Palú Bueno; o Corregedor-Geral do MPPR, Procurador de Justiça Ney Roberto Zanlorenzi; o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Armando Antônio Sobreiro Neto; o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Maximiliano Ribeiro Deliberador; a Subprocuradora-Geral de Justiça de Assuntos de Planejamento Institucional, Terezinha de Jesus de Souza Signorini; o decano do MPPR, Procurador de Justiça Milton Riquelme de Macedo; o Coordenador Estadual do Gaeco, Procurador de Justiça Cláudio Rubino Zuan Esteves; o Presidente da APMP, Promotor de Justiça Fernando da Silva Mattos.
Conheça as trajetórias dos empossados no MPPR
Jorge Fernando Barreto da Costa ingressou no Ministério Público do Paraná em 23 de outubro de 1991. Iniciou sua carreira como Promotor de Justiça substituto em Cruzeiro do Oeste e, em seguida, foi removido para São José dos Pinhais. Em 7 de maio de 1992, assumiu a titularidade da comarca de Guaraniaçu, onde permaneceu até 18 de novembro de 1993, quando foi removido por permuta para a comarca de Primeiro de Maio.
Três anos depois, em dezembro de 1996, foi promovido para a 1ª Promotoria de Justiça de Umuarama, com atribuições junto à Vara da Família, Infância e Juventude, assumindo posteriormente a 5ª Promotoria de Justiça.
No dia 1º de julho de 2002, foi promovido para Londrina, onde se destacou na atuação criminal. Em setembro de 2003, passou a exercer suas funções junto ao núcleo regional do Gaeco e à Promotoria de Combate à Sonegação Fiscal, participando de várias operações de enfrentamento à criminalidade organizada e à corrupção, entre elas “Apocalipse”, “Mar Vermelho” e “Engenho”. Em 3 de julho de 2026, foi promovido ao cargo de 12º Procurador de Justiça do 3º Grupo Criminal.
Marcelo Bortolini iniciou a carreira no Ministério Público do Paraná em 23 de outubro de 1991, como Promotor Substituto nas comarcas de Loanda e Irati. Em 1992, tornou-se Promotor titular, atuando primeiramente em Santa Helena e Paraíso do Norte, e, em 1994, foi promovido para a comarca de Paranavaí, onde atuou até 1998.
Depois de Paranavaí, foi promovido para Foz do Iguaçu, removido para a comarca de Londrina em 1999 e, um ano depois, retornou a Foz, onde permaneceu por 25 anos. Lá, desempenhou atribuições perante a Vara da Infância, a Vara de Execuções Penais, a 3ª Vara Criminal, as Varas Cíveis e a 2ª Vara de Família e Acidentes do Trabalho, desde a criação da unidade, em 2011.
Em 3 de julho de 2026, foi promovido ao cargo de 5º Procurador de Justiça do 5º Grupo Cível.
Fonte: Ministério Público PR
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