Agro
Exportações mundiais de café somam 138 milhões de sacas entre outubro de 2024 e setembro de 2025
As exportações globais de café totalizaram pouco mais de 138 milhões de sacas de 60 kg entre outubro de 2024 e setembro de 2025, de acordo com dados da Organização Internacional do Café (OIC). O volume representa uma leve queda de 0,25% em relação ao mesmo período anterior, quando foram exportadas cerca de 139 milhões de sacas.
Somente em setembro de 2025, os embarques mundiais alcançaram 11 milhões de sacas, o que corresponde a uma redução de 2,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Café em quatro grandes regiões produtoras
A OIC divide a produção mundial de café em quatro principais regiões: África, Caribe/América Central & México, América do Sul e Ásia & Oceania. Essa classificação é utilizada no Balanço de Oferta e Demanda Global, divulgado mensalmente pela organização.
O chamado “ano-cafeeiro”, segundo a OIC, compreende o período de outubro a setembro, sendo a referência oficial para medição da produção, exportações e consumo em nível global.
América do Sul mantém liderança, mas registra queda nas vendas
A América do Sul manteve a liderança no comércio internacional de café, respondendo por 42,5% das exportações globais, com um total de 58,94 milhões de sacas vendidas entre outubro de 2024 e setembro de 2025.
Apesar da liderança, o volume exportado pela região caiu cerca de 14% em relação ao ano anterior, quando foram embarcadas 67,22 milhões de sacas. Essa redução está associada a condições climáticas desfavoráveis e à instabilidade nos preços internacionais, que afetaram o desempenho de grandes exportadores, como Brasil e Colômbia.
Ásia & Oceania ganham espaço no mercado global
A região da Ásia & Oceania consolidou-se como a segunda maior exportadora mundial de café, com 44,5 milhões de sacas, equivalentes a 32,1% do total global.
O resultado representa um crescimento de 9,1% sobre o ciclo anterior (2023-2024), quando foram exportadas 40,73 milhões de sacas. Países como Vietnã e Indonésia impulsionaram esse avanço, beneficiados por safras maiores e câmbio favorável às exportações.
África e Caribe/América Central & México ampliam participação
A África registrou o maior crescimento percentual entre as regiões produtoras, com aumento de 18,6% nas exportações, totalizando 19,69 milhões de sacas — o equivalente a 14,2% do total mundial. O continente se destacou pela boa performance de nações como Etiópia e Uganda, tradicionais exportadoras de café arábica e robusta.
Já a região formada por Caribe, América Central e México respondeu por 11,2% das exportações globais, com 15,58 milhões de sacas vendidas em 2024-2025. O volume representa um crescimento de 7,7% em relação às 14,46 milhões de sacas embarcadas no ano anterior. Países como Honduras, Guatemala e República Dominicana se destacaram pela recuperação das exportações após adversidades climáticas no ciclo anterior.
Panorama global e desafios do setor
Apesar da leve retração global nas exportações, o desempenho das diferentes regiões demonstra a resiliência e diversificação da cafeicultura mundial. Enquanto a América do Sul enfrenta desafios produtivos, outras regiões vêm aumentando sua participação no comércio internacional, impulsionadas por ganhos de produtividade e expansão de áreas cultivadas.
A OIC destaca que os resultados fazem parte do Relatório sobre o Mercado de Café – Outubro de 2025, documento que reúne indicadores sobre produção, exportação, consumo e preços internacionais, disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
Resumo das exportações globais de café (2024–2025)
- Total mundial: 138 milhões de sacas (-0,25%)
- América do Sul: 58,94 milhões de sacas (-14%)
- Ásia & Oceania: 44,5 milhões de sacas (+9,1%)
- África: 19,69 milhões de sacas (+18,6%)
- Caribe, América Central & México: 15,58 milhões de sacas (+7,7%)
Relatório Outubro de 2025 da OIC
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Meliponicultura ganha força no Rio Grande do Sul e destaca papel das abelhas sem ferrão na produção de alimentos
A meliponicultura, atividade voltada à criação racional de abelhas sem ferrão, voltou a ganhar destaque em São Paulo das Missões, no Rio Grande do Sul. A iniciativa tem mobilizado estudantes, idosos e técnicos em ações de educação ambiental e conscientização sobre a importância desses insetos para a polinização, a biodiversidade e a sustentabilidade da produção agropecuária.
Nos últimos dias, encontros promovidos no município reuniram diferentes gerações em atividades de capacitação e troca de conhecimentos sobre as espécies nativas de abelhas sem ferrão e sua contribuição para os ecossistemas e para a agricultura.
As ações ocorreram em escolas e comunidades rurais da região. No dia 17 de junho, participaram integrantes do Grupo da Terceira Idade e alunos do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cristo, localizada na Linha Lavina. Já no dia 10 de junho, a temática foi debatida com grupos da terceira idade e estudantes da Escola Estadual de Educação Básica Professor Francisco José Damke, na comunidade de Linha Dona Helena Sul.
Abelhas sem ferrão são fundamentais para a polinização
Durante os encontros, o engenheiro agrônomo e supervisor microrregional da Emater/RS-Ascar, Joney Braun, apresentou informações sobre as principais espécies de abelhas sem ferrão encontradas na região, os diferentes tipos de mel produzidos e a relevância desses polinizadores para a manutenção da agrobiodiversidade.
Segundo o especialista, as abelhas desempenham papel essencial na reprodução de inúmeras espécies vegetais e contribuem diretamente para a produtividade agrícola, favorecendo culturas alimentares e a conservação dos recursos naturais.
Braun também destacou uma importante novidade para os meliponicultores gaúchos. A partir deste ano, a Declaração Anual de Rebanho, coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), passou a incluir o registro das abelhas sem ferrão. O cadastramento é obrigatório para produtores que mantêm criações animais no Estado e deve ser realizado até o dia 30 de junho.
Rio Grande do Sul possui 24 espécies nativas utilizadas na meliponicultura
O Rio Grande do Sul abriga uma rica diversidade de abelhas sem ferrão, com 24 espécies nativas utilizadas na meliponicultura. Entre as mais conhecidas estão:
- Jataí;
- Uruçu;
- Mandaçaia;
- Guaraipo;
- Iraí;
- Borá;
- Canudo;
- Manduri;
- Boca-de-sapo;
- Irapuã;
- Mirim-preguiça;
- Mirim-emerina.
Além da produção de mel diferenciado e de alto valor agregado, essas espécies exercem função estratégica na polinização de plantas nativas e culturas agrícolas, contribuindo para o equilíbrio ambiental e a segurança alimentar.
Projeto ambiental une gerações em defesa das abelhas
As atividades desenvolvidas em São Paulo das Missões fazem parte de uma parceria entre a Emater/RS-Ascar, grupos da terceira idade e a Federação Estadual dos Clubes da Terceira Idade do Rio Grande do Sul (Fectirgs).
O trabalho integra o projeto ambiental “Um Planeta Melhor para Nossos Netos e Bisnetos”, desenvolvido anualmente pela entidade em diversos municípios gaúchos. Em 2026, o foco das ações está voltado à preservação das abelhas e à conscientização sobre a importância da polinização para a produção de alimentos, a manutenção dos ecossistemas e a qualidade de vida das futuras gerações.
A iniciativa reforça que a proteção das abelhas sem ferrão vai além da conservação ambiental, representando também um investimento estratégico para a agricultura sustentável e para o fortalecimento da biodiversidade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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