Brasil
Evento sobre importância da infraestrutura no desenvolvimento do país destaca papel estratégico do Ministério dos Transportes
Protagonista da transformação que a infraestrutura brasileira vem vivendo nos últimos tempos, o Ministério dos Transportes, representado pelo secretário-executivo, George Santoro, teve papel de destaque nesta quarta-feira (22), durante um evento que debateu os desafios para transformar o país.
A pasta comandada pelo ministro Renan Filho realizou, desde 2023, 16 leilões de rodovias, somando 7,9 mil quilômetros de malha concedida e R$176 bilhões em investimentos contratados — quase três vezes mais que nos quatro anos anteriores.
Com a expectativa de chegar a 45 certames até 2026, os aportes privados devem ultrapassar R$350 bilhões, impulsionando obras estruturantes e a geração de mais de 700 mil empregos diretos e indiretos.
“O Brasil hoje tem a maior carteira de concessões rodoviárias do mundo. Cada leilão atrai um novo player, cada vez mais isso irá trazer fundos de outros países. E isso é muito bom”, afirmou Santoro.
Até o fim de 2025 acontecerão ao menos quatro novos leilões rodoviários.
“É um processo evolutivo junto e uma escuta ativa. No leilão da Fernão Dias, por exemplo, teremos pelo menos três competidores, considerando o atual player, e isso é resultado da atratividade do projeto, pela modelagem e pelos aperfeiçoamentos feitos em parceria entre nós, o MT e o TCU”, disse o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, que também participou do debate.
Além das rodovias, o Ministério dos Transportes traz projetos ferroviários estratégicos, como a Transnordestina, que atravessa 53 municípios, ligando Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), com investimento de R$14,9 bilhões. Uma obra que irá reduzir custos logísticos, ampliar o escoamento de mercadorias e estimular o desenvolvimento socioeconômico de todo o Nordeste brasileiro. Outras entregas estão a caminho.
“A partir da próxima semana devemos enviar ao Tribunal de Contas da União o primeiro edital ferroviário, o da EF-118 (Ferrovia Vitória-Rio), que compõe o Arco Ferroviário da região Sudeste. Em seguida, vêm projetos importantes como a Ferrogrão, a Malha Oeste e a Leste-Oeste, todos em fase avançada de estudos e audiências públicas”, explicou o secretário-executivo da pasta.
O evento “Infraestrutura em Movimento: Desafios para transformar o Brasil”, contou ainda com a presença de Tomé França, secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos; Hailton Madureira, secretário-executivo do Ministério das Cidades; Valter Luís de Souza, diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
Brasil e México discutem plataformas conjuntas para desenvolvimento e produção de tecnologias em saúde
Em agenda internacional na Cidade do México nesta terça-feira (22), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a BIRMEX, empresa mexicana que produz, compra e distribui medicamentos e produtos biológicos. O encontro tratou da cooperação entre os dois países para desenvolver plataformas conjuntas de pesquisa, produção e transferência de tecnologia em saúde, com destaque para vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).
A parceria foi firmada em agosto de 2025, quando a Fiocruz, a empresa e o Ministério da Saúde do México estabeleceram um acordo para desenvolver pesquisas e promover a troca de conhecimentos e tecnologias na área. A iniciativa prevê visitas técnicas, intercâmbio entre pesquisadores, realização de seminários, capacitação de profissionais e busca conjunta de recursos para o desenvolvimento dos projetos.
“Temos hoje quatro ou cinco grandes laboratórios públicos no Brasil com capacidade de incorporar novas tecnologias. Esse é um desafio importante para nós, porque a transferência de tecnologia exige investimentos em equipamentos e infraestrutura. Temos todo o interesse em construir plataformas comuns, bilaterais, que possam significar um país exportar para o outro e também acompanhar conjuntamente o desenvolvimento dessas tecnologias”, destacou o ministro.
A cooperação também prevê a possibilidade de desenvolver projetos conjuntos e estabelecer plataformas comuns entre os dois países, com troca de informações e acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias. A proposta inclui diferentes etapas, da pesquisa e dos estudos clínicos à produção e à transferência de tecnologia, além da possibilidade de intercâmbio de produtos e conhecimentos entre Brasil e México.
O RNA mensageiro é uma tecnologia que orienta as células do organismo a produzir uma proteína capaz de estimular a defesa contra uma doença. A mesma tecnologia pode ser adaptada para diferentes vacinas, o que amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos imunizantes.
Produção nacional
Projetos de desenvolvimento de plataformas de mRNA estão em andamento no país, com participação da Fiocruz, do Instituto Butantan e do Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA). Os projetos contam com R$ 210 milhões em recursos do Ministério da Saúde.
Na Fiocruz, está em desenvolvimento uma vacina candidata contra a Covid-19, autorizada pela Anvisa para iniciar estudos clínicos como dose de reforço. O imunizante utiliza tecnologia de mRNA desenvolvida no país. Também estão em andamento estudos para produção de outras vacinas, para leishmaniose e tuberculose, na plataforma mRNA da Fiocruz. A planta piloto conta com certificação de Boas Práticas de Fabricação.
A Fiocruz participa do Programa Global de Transferência de Tecnologia de RNAm da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da iniciativa do Fundo de Patentes de Medicamentos, com um produto aprovado para a realização de estudos clínicos.
No Butantan, os recursos apoiam a implantação de uma unidade para produção de vacinas de mRNA, inicialmente voltadas para Covid-19 e raiva. Na UFMG, estão em desenvolvimento projetos contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de aplicações terapêuticas, incluindo imunoterapia contra o câncer.
A tecnologia de mRNA pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes imunizantes e adaptada conforme o alvo da vacina. O desenvolvimento de plataformas desse tipo envolve pesquisa, estudos clínicos, produção e transferência de tecnologia.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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