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EUA revogam vistos de autoridades brasileiras em meio a tensões diplomáticas; Lula leva defesa da soberania à ONU

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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (22) a revogação do visto do advogado-geral da União, Jorge Messias, além de outras cinco autoridades atuais e ex-integrantes do Judiciário brasileiro.

A medida amplia as tensões diplomáticas entre os dois países e foi interpretada como um gesto de pressão política de Washington diante das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Lista inclui ex-ministros e auxiliares do Judiciário

Entre os atingidos pela decisão estão ex-ministros de cortes superiores, ex-integrantes da Advocacia-Geral da União e assessores ligados a julgamentos conduzidos pelo STF. A medida ocorre no mesmo contexto em que autoridades próximas ao ministro Alexandre de Moraes já haviam sido alvo de sanções semelhantes.

Lula inicia participação na 80ª Assembleia Geral da ONU

Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Nova York para abrir oficialmente a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (23). O discurso do chefe de Estado brasileiro ocorre em um momento delicado, marcado por atritos comerciais e diplomáticos com os Estados Unidos.

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Defesa da democracia e da soberania brasileira

Na tribuna da ONU, Lula deve reforçar a importância da soberania nacional e da defesa da democracia, destacando a atuação das instituições brasileiras. Além disso, deve abordar temas como combate às desigualdades, mudanças climáticas, segurança alimentar e a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU.

Agenda paralela inclui Palestina, democracia e clima

Além do discurso oficial, Lula participa de encontros paralelos em Nova York. Entre eles, um debate sobre a criação de dois Estados como saída para o conflito entre Israel e Palestina, além de um evento dedicado à defesa da democracia, com a presença de líderes de países da América Latina e Europa.

Outro ponto da agenda será a pauta ambiental, em que o presidente reforçará o convite para a COP30, que será realizada em novembro de 2025, em Belém (PA).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe agro brasileiro a riscos geopolíticos e acelera debate sobre transição verde

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A instabilidade geopolítica em regiões estratégicas para a produção de insumos agrícolas voltou a acender um alerta no agronegócio brasileiro: a forte dependência de fertilizantes importados. Conflitos recentes no Oriente Médio, somados aos impactos ainda sentidos da guerra entre Rússia e Ucrânia, afetam diretamente a oferta global desses produtos e pressionam os custos de produção no campo.

Atualmente, o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que consome, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Esse percentual tem aumentado nos últimos anos, ampliando a exposição do país a riscos externos.

Brasil lidera importações globais de fertilizantes e amplia vulnerabilidade

Em 2025, o Oriente Médio respondeu por 16% dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil. Considerando também países em regiões sensíveis, como Rússia e Venezuela, esse volume chega a 32% das importações nacionais.

O Brasil é hoje o maior importador mundial de fertilizantes, com crescimento médio de 3,8% ao ano entre 2014 e 2023, enquanto a média global foi de 0,8%, segundo dados da International Fertilizer Association (IFA).

Para especialistas, a baixa produção doméstica torna o país especialmente vulnerável. Além disso, a demanda segue em expansão impulsionada pela conversão de pastagens degradadas em áreas agrícolas, pela expansão dos sistemas integrados e pelo avanço da segunda safra.

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Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), lançado em 2022, ganha relevância estratégica. O programa estabelece como meta reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre as diretrizes estão:

  • Incentivo à produção nacional de fertilizantes
  • Modernização da indústria do setor
  • Melhorias na infraestrutura logística
  • Estímulo à inovação tecnológica

Apesar das metas, o avanço do plano enfrenta desafios importantes, como o alto custo do gás natural, gargalos logísticos e a necessidade de maior coordenação entre órgãos públicos e privados.

Fertilizantes verdes surgem como alternativa para reduzir emissões

Os fertilizantes verdes são apontados como uma alternativa estratégica para o setor, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Produzidos a partir de hidrogênio verde — obtido por eletrólise da água com energia renovável —, esses insumos podem reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa associadas à agricultura.

Segundo especialistas, além de diminuir a pegada de carbono, essa tecnologia pode aumentar a segurança no abastecimento ao reduzir a dependência de importações.

Tecnologia ainda enfrenta barreiras de custo e escala

Apesar do potencial, a escalabilidade dos fertilizantes verdes ainda enfrenta desafios relevantes. O principal deles é o custo de produção, que pode ser até oito vezes superior ao dos fertilizantes convencionais, baseados em combustíveis fósseis.

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A viabilização dessa tecnologia depende de políticas públicas de incentivo, contratos de longo prazo e mecanismos como o mercado de carbono.

Uso eficiente de fertilizantes pode reduzir emissões no campo

Além da substituição tecnológica, especialistas destacam que o uso mais eficiente dos fertilizantes no campo também é fundamental. O manejo adequado pode reduzir desperdícios e emissões de óxido nitroso (N₂O), um gás com potencial de aquecimento global 265 vezes superior ao CO₂.

No Brasil, esse gás representa cerca de 6% das emissões provenientes do setor agrícola.

Transição verde é vista como estratégica para o futuro do agro

Para especialistas do setor, a agenda de fertilizantes deve ser tratada como estratégica para o país. O Brasil possui matriz energética majoritariamente renovável e condições favoráveis para se tornar produtor global desses insumos.

No entanto, esse avanço depende de coordenação entre setores, investimentos consistentes e planejamento de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade externa e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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