Agro
Etanol mantém preços firmes em São Paulo no fim da safra 2025/26
A reta final da safra 2025/26 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil segue marcada por estabilidade nos preços do etanol hidratado em São Paulo. Levantamentos do Cepea indicam que o mercado opera com oferta limitada, enquanto agentes aguardam o início da próxima temporada.
Oferta restrita reduz liquidez no mercado spot
Com o encerramento da safra se aproximando, parte das usinas já trabalha com estoques reduzidos ou direciona o volume disponível apenas para o cumprimento de contratos previamente firmados. Esse movimento tem diminuído a presença de produto no mercado spot paulista, o que contribui para a sustentação das cotações.
Compradores adotam postura cautelosa
Do lado da demanda, o cenário é de cautela. Compradores seguem atentos ao início da safra 2026/27 e ao comportamento dos preços nas próximas semanas. Segundo o Cepea, a definição de novos patamares dependerá diretamente do ritmo de retomada da moagem e da entrada de oferta no mercado.
Início da nova safra já ocorre de forma pontual
De acordo com pesquisadores, caso o processamento da nova safra avance conforme o previsto, a oferta de etanol deve ganhar força a partir de abril. Em algumas regiões, inclusive em São Paulo, já há registros pontuais de usinas que iniciaram a moagem da temporada 2026/27.
Clima e petróleo influenciam expectativas do setor
Neste momento, agentes do setor também mantêm atenção redobrada às condições climáticas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar. Além disso, a volatilidade nos preços do petróleo tem gerado incertezas e pode influenciar as decisões relacionadas à produção de biocombustíveis.
Mercado acompanha transição entre safras
Com a transição entre safras em andamento, o mercado de etanol segue sensível ao equilíbrio entre oferta e demanda. A entrada gradual da nova produção, aliada a fatores externos como clima e petróleo, deve orientar o comportamento dos preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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