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Piscicultores de Carangola e Região Criam Associação para Fortalecer Produção e Mercado de Peixes Ornamentais

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União em Prol da Piscicultura Ornamental

O setor de piscicultura ornamental ganha força no interior de Minas Gerais com a criação da Associação de Piscicultores de Carangola e Região (Apocar). A nova entidade foi inaugurada no dia 30 de janeiro, em cerimônia que reuniu dezenas de produtores, autoridades e representantes de instituições ligadas ao agronegócio local.

O movimento marca um novo capítulo para o Polo de Piscicultura Ornamental da Zona da Mata, impulsionando o desenvolvimento da atividade em municípios como Carangola, Pedra Dourada, São Francisco do Glória, Vieiras, Orizânia e Divino. A Apocar já nasce com 33 produtores associados, resultado direto de um trabalho de incentivo coordenado pelo Sindicato dos Produtores Rurais da Comarca de Carangola, com apoio do Sistema Faemg Senar e do poder público municipal.

Associação para Ampliar Mercado e Capacitação

O presidente da Apocar, Alexandre Souza de Amorim, atua há pouco mais de um ano e meio no ramo da piscicultura ornamental e mantém 24 tanques de criação. Segundo ele, a união dos produtores é essencial para conquistar novos compradores e ampliar o alcance comercial.

“O comprador precisa de variedade, quantidade e volume. A associação vai facilitar a vida do produtor e garantir que o mercado nos enxergue com mais força”, destacou Amorim.

A secretária administrativa da entidade, Míriam Souza, reforçou que o associativismo representa um marco para o setor.

“A organização nos torna mais fortes. Queremos ser ouvidos e respeitados. A Apocar será um espaço de diálogo, capacitação e oportunidades — desde o comércio justo até as compras coletivas de insumos”, afirmou.

Produtores Destacam a Importância da Iniciativa

Entre os associados, há histórias de transformação e incentivo vindas da capacitação técnica promovida pelo Sistema Faemg Senar Minas. A produtora Marileia Rabelo, que ingressou na atividade após realizar um dos cursos oferecidos pelo sistema, descreveu a associação como “um sonho coletivo”.

De Divino, o produtor José Denilson Garcia também iniciou após as formações do Senar e destacou o impacto social da piscicultura.

“A beleza dos peixes ornamentais é fonte de saúde, união e renda. Espero que mais pessoas conheçam e se juntem à nossa associação”, disse.

Parcerias Estratégicas Fortalecem o Polo Regional

Durante a solenidade, o gerente do Sistema Faemg Senar em Viçosa, Marcos Reis, reafirmou o compromisso da instituição com o crescimento da piscicultura na região.

“Apoiamos todo o processo de implantação dessa atividade em Carangola. Diante do sucesso, vamos implantar o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Piscicultura Ornamental, oferecendo mais conhecimento e gestão aos produtores”, explicou.

O prefeito Silas Vieira também destacou a relevância do projeto para o município.

“A piscicultura ornamental valoriza o meio ambiente, promove sustentabilidade, gera emprego, renda e fortalece a sucessão familiar no campo”, ressaltou.

Homenagens e Reconhecimento

A cerimônia de fundação da Apocar foi marcada por momentos de emoção. Além da apresentação da diretoria e das metas da nova entidade, instituições parceiras foram homenageadas pelo apoio ao desenvolvimento da piscicultura ornamental.

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O Sindicato dos Produtores Rurais de Carangola, representado por Fabiano Gomes Souza, recebeu destaque especial.

“Seguimos de portas abertas para colaborar com o desenvolvimento dos nossos produtores. Essa conquista mostra a força do setor e o resultado da união”, disse o presidente.

Também foram nomeados membros honorários da associação a agente de desenvolvimento rural (ADR) do Sindicato, Fernanda Azevedo, e o instrutor do Sistema Faemg Senar, Guido Salardani — reconhecidos pela contribuição decisiva à implantação do projeto.

“É gratificante ver uma ideia se tornar realidade e transformar a vida dos produtores”, afirmou Fernanda.

“Carangola será um modelo regional de piscicultura ornamental, gerando renda e fortalecendo o setor”, completou Salardani.

O Início de Uma Nova Etapa

A piscicultura ornamental começou a ganhar espaço em Carangola por meio de uma iniciativa do Sindicato Rural, que apresentou a criação de peixes ornamentais como alternativa sustentável e rentável para pequenos produtores, especialmente da comunidade de Conceição.

Com a cafeicultura como principal atividade local, os produtores viram na piscicultura uma oportunidade de diversificação e geração de renda. O projeto teve início com oficinas e cursos ministrados pelo Sistema Faemg Senar, além de apoio técnico e financeiro do poder público para a instalação dos primeiros tanques.

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Hoje, com a fundação da Apocar, o município se consolida como referência regional, e o Polo de Piscicultura Ornamental da Zona da Mata ganha nova força para expandir e atrair compradores de todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

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Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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