Agro
Etanol hidratado mantém estabilidade em março com mercado atento à nova safra
Os preços do etanol hidratado permaneceram praticamente estáveis ao longo de março no mercado spot do estado de São Paulo. De acordo com levantamentos do Cepea/Esalq, os indicadores semanais do biocombustível se mantiveram na faixa de R$ 2,90 por litro, registrando apenas pequenas oscilações no período.
Preços do etanol hidratado seguem estáveis em São Paulo
Mesmo com a menor oferta típica do período de entressafra, os valores do etanol hidratado não apresentaram variações significativas ao longo do mês. Segundo o Cepea, o mercado operou com relativa estabilidade, refletindo o equilíbrio entre oferta e demanda.
Compradores adotam postura cautelosa
A tentativa de algumas usinas de elevar os preços de venda encontrou resistência por parte dos compradores. Distribuidores mantiveram postura cautelosa nas aquisições, aguardando a entrada de volumes da nova safra 2026/27, o que contribuiu para limitar avanços mais expressivos nas cotações.
Início da safra 2026/27 já impacta o mercado
O acompanhamento do Cepea indica que algumas usinas da região Centro-Sul já deram início às atividades da nova temporada. Esse movimento começa a influenciar as expectativas do mercado, ainda que de forma gradual.
Chuvas dificultam avanço da moagem
As condições climáticas têm sido um fator de atenção neste início de safra. Chuvas em regiões importantes, como São Paulo, Mato Grosso do Sul e parte de Goiás, vêm dificultando o ritmo da moagem, o que pode impactar a oferta no curto prazo.
Petróleo em alta pode impulsionar demanda por etanol
Além dos fatores internos, o setor sucroenergético acompanha o cenário internacional. O elevado patamar do petróleo tipo Brent crude oil tende a pressionar os preços da gasolina, o que pode aumentar a competitividade e a demanda por etanol no mercado doméstico.
Perspectivas para o mercado de etanol
Com a combinação de início de safra, condições climáticas adversas e influência do mercado externo, o setor segue atento aos próximos movimentos. A tendência é de que os preços continuem sensíveis tanto à evolução da oferta quanto ao comportamento da demanda nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Consumo de diesel no Brasil deve bater recorde em 2026 com 70,8 milhões de m³, impulsionado pelo agronegócio
Demanda por diesel deve atingir novo recorde histórico em 2026
O consumo de diesel no Brasil deve alcançar um novo patamar histórico em 2026, refletindo o dinamismo do agronegócio, da indústria e da logística. Segundo relatório da StoneX, a demanda por diesel B está projetada em 70,8 milhões de metros cúbicos, crescimento de 1,9% na comparação anual.
O avanço é sustentado principalmente pelo ritmo da colheita agrícola, aumento das exportações e intensificação do transporte rodoviário de cargas.
“A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística”, destaca o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.
Início de ano mais fraco, mas tendência é de recuperação
Apesar da projeção positiva, o início de 2026 apresentou desempenho mais moderado. As vendas de diesel registraram queda de 1,7% no primeiro bimestre, impactadas por fatores pontuais:
- Atraso na colheita da soja
- Antecipação de compras no fim de 2025
- Ajustes tributários, como aumento do ICMS
No entanto, indicadores recentes já sinalizam retomada. Em março, o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas cresceu 7,5%, refletindo o aquecimento do transporte de cargas no país.
Regiões Sul e Sudeste lideram crescimento da demanda
No recorte regional, o relatório aponta que as regiões Sudeste e Sul devem concentrar a maior expansão do consumo de diesel, impulsionadas por:
- Recuperação da produção agrícola
- Desempenho da atividade industrial
- Intensificação do fluxo logístico rumo aos portos
Já o Centro-Oeste deve apresentar crescimento mais moderado, influenciado pela expectativa de menor produção de grãos, embora haja avanço no transporte de etanol de milho.
Produção nacional cresce e reduz necessidade de importações
Do lado da oferta, a produção nacional de diesel A ganhou força no primeiro trimestre, com alta de 4,5%, impulsionada principalmente em março.
Esse movimento reflete esforços das refinarias para ampliar a oferta interna diante das incertezas globais no mercado de energia.
Com isso, a expectativa é de redução nas importações, que devem somar 17,2 milhões de m³ em 2026, queda de 0,6% na comparação anual.
Biodiesel avança acima do diesel e reforça papel estratégico
No segmento de biocombustíveis, o crescimento será ainda mais expressivo. A demanda por biodiesel deve avançar 7,2%, atingindo 10,4 milhões de m³ em 2026.
O desempenho é impulsionado por:
- Aumento da mistura obrigatória para B15
- Crescimento da demanda por diesel
- Busca por alternativas para reduzir dependência externa
“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto o dinamismo da demanda por diesel no país”, explica a analista Isabela Garcia.
Óleo de soja segue como principal matéria-prima
O relatório aponta que o óleo de soja continuará como principal insumo para a produção de biodiesel, com participação estimada em 84,7%.
O avanço é favorecido pela ampla oferta interna e pela expectativa de esmagamento recorde de soja no país.
Em um cenário alternativo com adoção da mistura B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de m³.
Cenário internacional ainda traz incertezas
Mesmo com o ambiente externo marcado por volatilidade — incluindo tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços de energia —, a avaliação é de que a demanda por diesel no Brasil deve se manter resiliente.
Isso porque o consumo do combustível está diretamente ligado à atividade econômica, especialmente:
- Transporte de cargas
- Produção agroindustrial
- Cadeias logísticas
Por outro lado, um cenário de deterioração econômica global pode impactar negativamente o consumo no curto prazo.
A expectativa de recorde no consumo de diesel em 2026 reforça o papel central do agronegócio e da logística na demanda por energia no Brasil, enquanto o avanço do biodiesel consolida a transição para uma matriz mais diversificada e estratégica no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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