Agro
Etanol encerra semana com alta do anidro e leve recuo no hidratado
O mercado de etanol registrou variações distintas na segunda semana de setembro. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq-USP, entre os dias 8 e 12, o etanol anidro encerrou em alta, enquanto o hidratado apresentou ligeira queda.
Etanol anidro sobe quase 3% na semana
O etanol anidro, utilizado na mistura obrigatória com a gasolina, avançou 2,85% no período, passando de R$ 3,1838 para R$ 3,2746 por litro.
O movimento reflete a maior demanda no mercado e a firmeza dos preços praticados pelas usinas.
Hidratado tem leve retração
Já o etanol hidratado, destinado aos veículos flex e modelos movidos a álcool, apresentou recuo marginal de 0,06%, variando de R$ 2,7831 para R$ 2,7813 por litro.
O desempenho sugere estabilidade no mercado interno, mesmo diante de ajustes pontuais nas negociações.
Indicador Diário Paulínia
Na sexta-feira (12), segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi comercializado pelas usinas a R$ 2.845,50 por metro cúbico, queda de 0,40% em relação ao dia anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Corriedale aposta em seleção genética e uso de dados para fortalecer produção de carne e lã no Rio Grande do Sul
A Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) iniciou uma nova agenda voltada à modernização da ovinocultura, com foco na geração e aplicação de informações técnicas para apoiar decisões de seleção genética nas cabanhas do Rio Grande do Sul. A iniciativa busca aproximar dados produtivos, avaliação de desempenho e manejo reprodutivo da rotina dos criadores.
A proposta da entidade é ampliar o uso de ferramentas técnicas como suporte à escolha de reprodutores, planejamento de acasalamentos e evolução dos plantéis, fortalecendo a competitividade da raça Corriedale, reconhecida por sua dupla aptidão para produção de carne e lã.
Dados e tecnologia ganham espaço na seleção de ovinos
Segundo a ABCC, o avanço da ovinocultura passa pela integração entre conhecimento prático dos criadores e indicadores técnicos que permitam mensurar desempenho com maior precisão. A entidade destaca que a seleção de animais vem incorporando, de forma crescente, informações objetivas ao lado da avaliação visual tradicional.
A estratégia busca tornar mais eficiente a identificação de animais com melhor desempenho produtivo, contribuindo para rebanhos mais uniformes, produtivos e adaptados às condições de produção do Sul do país.
Carne do Corriedale ganha protagonismo em nova estratégia da raça
O presidente da ABCC, Gustavo Velloso, afirma que a entidade tem direcionado esforços para fortalecer a produção de carne da raça, sem perder a conexão com sua trajetória histórica na ovinocultura gaúcha.
“Queremos trabalhar bastante a questão da carne e da marca da carne Corriedale. A raça representa cerca de 60% do rebanho ovino gaúcho, e esse é um fator muito importante. Por isso também estamos realizando esse primeiro teste de desempenho, com candidatos voltados à produção de carne em sistema de pastagem”, destacou.
Prova de desempenho avalia 41 reprodutores em Hulha Negra (RS)
Uma das principais ações em andamento é a prova de desempenho realizada no Centro de Pesquisas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.
A avaliação reúne 41 ovinos reprodutores da raça Corriedale, oriundos de diferentes cabanhas do estado, em um sistema de manejo pastoril padronizado, com predominância de pastagem de azevém e suplementação mineral.
O objetivo é gerar dados comparáveis de desempenho produtivo e genético, que possam subsidiar decisões de seleção nas propriedades.
Indicadores técnicos orientam evolução dos rebanhos
Durante o período de avaliação, os animais são acompanhados com base em diferentes indicadores zootécnicos. Entre eles está o Ganho Médio Diário (GMD), que mede o incremento de peso ao longo do tempo, além da Área de Olho de Lombo (AOL), utilizada para estimar o desenvolvimento muscular e o potencial de carcaça.
Também é observada a Espessura de Gordura Subcutânea (EGS), indicador importante para avaliar acabamento e qualidade da carne.
Segundo a ABCC, a combinação desses parâmetros permite identificar reprodutores com maior potencial para gerar cordeiros mais eficientes, com melhor rendimento de carcaça e qualidade de carne, contribuindo para o avanço produtivo da ovinocultura de corte no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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