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Estudantes já podem participar da fase estadual da Super Liga de Matemática

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A partir desta sexta-feira (3), os estudantes paranaenses que participam da Super Liga de Matemática já podem disputar a fase estadual da competição. Estão aptos mais de 3,1 mil grupos e cerca de 13,5 mil estudantes que obtiveram a classificação ao vencer a fase escolar em suas respectivas categorias e instituições de ensino.

Para disputar a etapa, os grupos habilitados devem entrar no site Desafio Paraná até a próxima quinta-feira (9) e acessar a plataforma própria para os desafios da Super Liga de Matemática. Os confrontos serão de forma assíncrona no formato mata-mata, entre estudantes de diferentes escolas e regiões do Estado.

Os jogos são divididos em três categorias: Ensino Médio; 8º e 9º ano; e 6º e 7º ano do Ensino Fundamental. Na sexta-feira (10), os quatro melhores grupos de cada categoria disputarão semifinais e finais de forma síncrona, em horário a ser definido pela organização junto às equipes classificadas. Os grupos vencedores serão premiados com troféus, enquanto os segundos e terceiros colocados receberão medalhas.

“Em sua primeira edição, a Super Liga de Matemática já pode ser considerada um sucesso na mobilização e no engajamento dos estudantes da rede estadual de ensino”, disse o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. “Na fase escolar, tivemos uma participação massiva de alunos de diferentes séries e regiões do Paraná. Agora, as equipes classificadas para a fase estadual devem estar atentas aos prazos para não perder a oportunidade de seguir avançando nas disputas”.

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FASE ESCOLAR – A primeira etapa da Super Liga de Matemática, chamada de fase escolar, ocorreu ao longo do mês de junho e mobilizou mais de 400 mil estudantes da rede estadual de ensino. Ao todo, cerca de 94 mil equipes foram formadas e participaram da disputa em mais de 1,7 mil escolas estaduais.

Cada colégio pôde decidir sobre os jogos disputados e o formato de aplicação, em ações realizadas durante as aulas ou em eventos envolvendo a comunidade escolar. Ao final da etapa, cada instituição definiu uma equipe representante por categoria para participar da fase estadual.

SUPER LIGA DE MATEMÁTICA – A Super Liga de Matemática foi criada neste ano pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) para engajar os alunos da rede estadual nos estudos e jogos matemáticos. A iniciativa integra o Desafio Paraná, programa de recomposição de aprendizagem que utiliza recursos tecnológicos e gamificados no apoio a alunos e professores.

Com o tema “A Taça do Mundo é Nossa”, a organização da Super Liga busca aproveitar o entusiasmo com a Copa do Mundo de Futebol para mobilizar os estudantes.

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“Os estudantes formam equipes, criam identidades, traçam estratégias e disputam fases classificatórias e eliminatórias. Assim como acontece em um campeonato mundial, a ideia é transformar a aprendizagem em uma experiência marcante, capaz de mobilizar toda a comunidade escolar”, afirmou o responsável pela organização da iniciativa, Raphael Fernandes Corrêa.

Durante a competição, os participantes têm acesso a ferramentas digitais, como o recurso educacional Wayground, responsável pela aplicação dos desafios, o registro dos resultados e a geração de dados pedagógicos. Também foi desenvolvida uma ferramenta exclusiva para a Super Liga de Matemática, pensada para oferecer autonomia às escolas na organização da etapa escolar.

Para a execução da Super Liga, os embaixadores do Desafio Paraná capacitaram as equipes pedagógicas dos colégios da rede estadual, apresentando as ferramentas utilizadas e a proposta pedagógica da ação. A organização também conta com apoio dos 32 Núcleos Regionais de Educação (NREs) do Paraná.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Londrina para devolução de R$ 13 milhões ao Fundo Municipal do Meio Ambiente

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, expediu recomendação administrativa ao Poder Executivo local. O documento orienta, entre outros pontos, a restituição de valores ao Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA), referente a recursos aplicados em despesas de natureza diversa da finalidade institucional do Fundo. Estima-se que o aporte para regularização seja de R$ 13.387.222,12, valor a ser atualizado monetariamente pelo IPCA e acrescido de juros de mora de 1% ao mês.

Áudio da Promotora de Justiça Révia Aparecida Peixoto de Paula Luna

A medida decorre de procedimento administrativo instaurado para analisar informações enviadas pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) em 6 de maio de 2026, relativas à aplicação irregular de recursos do Fundo e à inobservância de anuência do Conselho para tal.

Desvio de finalidade – De acordo com as investigações do MPPR, houve utilização irregular de R$ 20.822.642,69 oriundos das contas vinculadas ao ICMS Ecológico e ao fundo principal do FMMA. A justificativa utilizada pelo Executivo Municipal foi a abertura de créditos adicionais suplementares por superavit financeiro, amparada nos termos da Emenda Constitucional 136/2025. Contudo, o cruzamento de extratos bancários com o Relatório de Despesas por Categoria revelou que os recursos foram registrados e empenhados no orçamento da Secretaria Municipal de Educação para despesas da pasta. Do montante empenhado nessas condições, R$ 7.337.000,00 já haviam sido liquidados e pagos até o final de dezembro de 2025, sem nenhuma deliberação ou comunicação prévia ao Consemma.

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Pontos de Regularização – A Promotoria de Justiça fundamentou a necessidade de ajuste em relação aos seguintes tópicos: a) vinculação do ICMS Ecológico – por ser transferência obrigatória regida por lei estadual, esses recursos possuem restrições de desvinculação conforme o artigo 76-B do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT); b) disponibilidade financeira – as verbas já possuíam destinação prevista em cronogramas aprovados pelo Consemma; c) enquadramento de despesas – gastos com manutenção administrativa diferem das políticas públicas finalísticas preconizadas pela norma; d) governança participativa – a participação do Conselho é essencial para assegurar o modelo de gestão compartilhada e a preservação do patrimônio ambiental.

Gestão Colegiada – O FMMA, conforme a Lei Municipal 4.806/1991, objetiva o financiamento de projetos sustentáveis. A legislação prevê que a aplicação desses ativos deve ser planejada em conjunto com o Consemma, promovendo uma administração transparente e democrática.

Medidas Recomendadas – O Ministério Público recomendou ao Município de Londrina as seguintes medidas: 1) abster-se de editar novos atos administrativos que utilizem recursos do FMMA para finalidades alheias ao meio ambiente e proibir qualquer empenho nas contas do Fundo sem prévia aprovação do Consemma por quórum qualificado; 2) convocar em até 15 dias reunião extraordinária do Consemma para apresentar o relatório financeiro detalhado de movimentações entre novembro de 2025 e março de 2026; 3) disponibilizar em portal de transparência todos os extratos, empenhos e pagamentos do fundo dos exercícios de 2024 a 2026; 4) realizar em até 30 dias a devolução integral das quantias ao fundo municipal, cancelar todos os empenhos irregulares feitos em favor da Secretaria de Educação e declarar a nulidade dos decretos municipais que autorizaram as transferências; 5) apresentar ao Consemma, em até 60 dias, um plano de ressarcimento e cronograma de devolução dos valores desviados.

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A recomendação administrativa foi enviada para ciência de órgãos de controle e secretarias municipais envolvidas, incluindo o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado. O MPPR ressalta que continuará acompanhando os desdobramentos do caso e adotará as medidas judiciais cabíveis se as determinações forem descumpridas.

Procedimento Administrativo MPPR-0078.26.003224-4

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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