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Policiais do Deppen-PR falam sobre prevenção às drogas a alunos de colégio estadual

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Prevenção ao uso de drogas foi o tema da palestra que policiais do Setor de Operações Especiais (SOE), do Deppen Paraná, ministraram nesta segunda-feira (24) para 80 alunos do Colégio Estadual Leôncio Correia, de Curitiba. Com a participação de estudantes com idades entre 14 e 16 anos e com duração de três horas e meia, a palestra mostrou aos jovens que drogas são porta de entrada para a violência e outros crimes.

Iniciativas como essa são fruto de uma parceria entre a Polícia Penal e coordenações das escolas. Durante as palestras, os policiais mostraram as estatísticas criminais do Paraná e, também, as consequências de quem comete um ato infracional, exibindo a realidade de dentro do sistema prisional, além de realizarem uma apresentação e interação dos alunos com os cães do SOE. Essa política se soma a outros trabalhos realizados entre as secretarias de Educação e Segurança Pública.

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Júlio Cezar Cardoso Cruz, policial penal e palestrante, ressalta a importância de ações que auxiliam no aprendizado dos adolescentes e contribuem para a prevenção ao uso de entorpecentes. “É uma causa que traz impacto direto na vida dos jovens. Sabemos que o uso de drogas acarreta danos irreparáveis na sociedade, que destrói famílias e futuros. É na escola que temos a oportunidade de instruir, mostrar as consequências e, destacar que vale a pena escolher um bom caminho. O objetivo é manter nossos jovens longe das drogas e da criminalidade”, disse.

O diretor auxiliar do Colégio Estadual Leôncio Correia, Marcelo Hamasaki Afonso Carneiro, disse que a palestra causou impacto positivo nos alunos. “Trabalho na educação há muitos anos e fiquei surpreso com o nível didático da equipe no atendimento aos alunos”, afirmou. “O resultado da parceria é perceptível, a visão e a impressão dos alunos, muitas vezes negativas, se transformaram em carinho e respeito aos profissionais que atuam na segurança à população”.

Fonte: Governo PR

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Corpo de Bombeiros alerta para o perigo do uso de cerol e linhas cortantes em pipas

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Com a chegada dos dias mais secos e de ventos mais fortes, aumenta também a prática de soltar pipas em diversas regiões do Paraná. A brincadeira tradicional, porém, pode se transformar em um grave risco quando há utilização de cerol, linha chilena e outros materiais cortantes. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) faz um alerta à população sobre os perigos da prática e reforça orientações para prevenir acidentes.

Recentemente, dois casos chamaram atenção no Estado. Em um deles, em Curitiba, um ciclista de 51 anos sofreu um corte profundo no pescoço após ser atingido por uma linha cortante durante o deslocamento. O ferimento foi tão grave que chegou a expor a traqueia da vítima. Em outro caso, uma coruja ficou presa em uma linha de pipa também em Curitiba e precisou ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros após sofrer ferimentos na asa provocados pelo material cortante.

A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do CBMPR, explica que as consequências desse tipo de material podem ser extremamente graves, especialmente para motociclistas e ciclistas. “Além do risco de ferimentos para quem está manuseando essa linha de cerol, existe o risco para ciclistas e motociclistas, que durante um deslocamento podem ser surpreendidos por uma linha cortante. Dependendo da velocidade e da região atingida, esse ferimento pode ser muito grave, principalmente no pescoço, onde temos artérias importantes e de difícil controle em caso de sangramento”, afirma.

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LEGISLAÇÃO – No Paraná, a posse, o uso, a fabricação, o transporte e a comercialização de linhas cortantes são proibidos pela Lei Estadual nº 20.264/2020. A legislação prevê multa para pessoas físicas e jurídicas, podendo haver agravamento em caso de reincidência. Quando o infrator é menor de idade, os responsáveis legais respondem pelo ato praticado. Além das sanções administrativas, a utilização desses materiais também pode gerar responsabilização criminal em casos de lesão corporal ou morte.

Em Curitiba, a fiscalização também ficará mais rígida. A partir de julho, entra em vigor uma nova legislação municipal que aumenta para R$ 5 mil a multa pelo uso de cerol e linha chilena na Capital. O valor poderá ser dobrado em caso de reincidência, além da apreensão imediata do material utilizado.

BRINCADEIRA SAUDÁVEL – Apesar dos riscos, o Corpo de Bombeiros reforça que soltar pipa pode ser uma atividade saudável e recreativa quando realizada com segurança. “Soltar pipa é uma brincadeira muito legal e saudável, mas precisa acontecer de forma responsável, sem utilização de cerol ou linha chilena. O ideal é utilizar a linha comum e ter sempre um adulto acompanhando as crianças e adolescentes durante a atividade”, destaca a capitã Luisiana.

O cerol é produzido, tradicionalmente, a partir da mistura de cola com vidro moído. Atualmente, porém, existem materiais ainda mais perigosos, como a linha chilena e a linha indonésia, produzidas industrialmente com substâncias abrasivas que aumentam significativamente o poder de corte. Algumas versões ainda utilizam partículas metálicas, elevando também o risco de choques elétricos e acidentes na rede de energia.

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O CBMPR orienta ainda que denúncias envolvendo uso, venda ou transporte de cerol e linhas cortantes podem ser feitas à Polícia Militar pelo telefone 190.

Em caso de acidente, o Corpo de Bombeiros orienta que ferimentos superficiais sejam lavados com água e sabão, com realização de curativo simples. Já em situações de sangramento intenso, a recomendação é fazer compressão no local com um pano limpo e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Recomendações do CBMPR para soltar pipas com segurança:
    • Nunca utilize cerol, linha chilena ou qualquer material cortante.

    • Prefira linhas comuns de algodão.

    • Solte pipas em locais abertos, longe de ruas, avenidas e rodovias.

    • Mantenha distância da rede elétrica.

    • Nunca tente retirar pipas presas em postes ou fios de energia.

    • Crianças devem estar sempre acompanhadas por um adulto responsável.

    • Ciclistas e motociclistas devem redobrar a atenção em regiões onde há prática de soltar pipas.

    • Ao identificar uso de cerol ou linha chilena, denuncie à Polícia Militar pelo telefone 190.

    • Em caso de ferimentos graves ou sangramento intenso, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Fonte: Governo PR

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