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Agro

Aproveitamento do milho no confinamento aumenta eficiência alimentar e rentabilidade da pecuária

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O milho continua sendo o principal ingrediente energético das dietas de bovinos confinados e um dos maiores componentes do custo de produção da pecuária intensiva. Diante desse cenário, estratégias nutricionais voltadas ao melhor aproveitamento do grão vêm ganhando espaço como alternativa para aumentar a eficiência alimentar, reduzir perdas e elevar a rentabilidade das propriedades.

Segundo o diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson, não basta aumentar a participação do milho na dieta. O maior retorno econômico está na capacidade de otimizar sua utilização, garantindo maior digestibilidade do amido e melhor conversão alimentar.

Processamento do milho é determinante para o desempenho animal

O especialista explica que o processamento correto do milho é um dos principais fatores que influenciam o aproveitamento dos nutrientes pelos bovinos.

Técnicas como moagem adequada, laminação, floculação e reidratação modificam a estrutura do grão, facilitando a ação dos microrganismos do rúmen e aumentando a disponibilidade energética da dieta.

Quando o processamento é inadequado, parte significativa do amido atravessa o trato digestivo sem ser aproveitada, sendo eliminada nas fezes. O resultado é desperdício de energia, aumento dos custos da alimentação e menor desempenho produtivo dos animais.

“Se o grão não é bem processado, uma parcela importante do amido deixa de ser utilizada pelo animal. Isso reduz a eficiência biológica e compromete o ganho de peso”, explica Marson.

Granulometria exige equilíbrio para evitar perdas

Outro aspecto considerado essencial é o ajuste da granulometria do milho.

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Partículas muito grossas reduzem a digestibilidade do amido, enquanto moagem excessivamente fina pode favorecer o aparecimento de distúrbios metabólicos, como a acidose ruminal.

Por isso, a definição da granulometria deve ser feita de acordo com o sistema de produção, o tipo de dieta e a categoria animal, buscando o equilíbrio entre segurança alimentar e máximo aproveitamento nutricional.

Reidratação e grão úmido ampliam digestibilidade

Entre as tecnologias disponíveis, a utilização de milho reidratado ou de grão úmido também vem apresentando resultados positivos.

Segundo Marson, esses processos promovem a ruptura da matriz proteica que envolve o amido, facilitando sua digestão pelos microrganismos ruminais e aumentando a eficiência energética da alimentação.

A estratégia pode contribuir para maior ganho médio diário, melhor conversão alimentar e redução dos custos por quilo de carne produzida.

Manejo nutricional também influencia os resultados

Além do processamento do milho, o equilíbrio entre concentrado e fibra na formulação da dieta é fundamental para manter o ambiente ruminal saudável.

A utilização de aditivos nutricionais e o acompanhamento constante do consumo ajudam a prevenir problemas metabólicos, preservando o desempenho dos animais ao longo do período de confinamento.

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Outro fator decisivo é o manejo de cocho. O monitoramento diário do comportamento dos bovinos permite identificar rapidamente alterações no consumo e realizar ajustes na alimentação sempre que necessário.

Tecnologia fortalece competitividade da pecuária

De acordo com o especialista, a evolução das tecnologias nutricionais e o maior acesso dos produtores à informação têm permitido ganhos expressivos de eficiência nos sistemas de confinamento.

O uso de estratégias voltadas ao melhor aproveitamento do milho não apenas reduz desperdícios, mas também melhora a conversão alimentar, acelera o ganho de peso e aumenta a rentabilidade da atividade.

“Melhorar o aproveitamento do milho não significa simplesmente elevar sua inclusão na dieta, mas utilizar o grão de forma mais eficiente. Isso resulta em melhor desempenho dos animais e torna o confinamento mais competitivo e sustentável”, conclui Bruno Marson.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de laranja 2026/27 começa com preços abaixo de 2025, apesar da menor produção

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A safra brasileira de citros 2026/27 começou com um cenário diferente do observado no ano passado. Mesmo diante da expectativa de uma produção menor, os primeiros preços negociados para a laranja estão abaixo dos registrados no início da temporada 2025/26, refletindo um mercado menos aquecido e uma postura mais cautelosa da indústria de processamento.

De acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o início da nova safra tem sido marcado por menor urgência das processadoras em adquirir matéria-prima, diferentemente do que ocorreu em julho de 2025, quando os baixos estoques de suco impulsionaram a disputa pela fruta e sustentaram as cotações em níveis historicamente elevados.

Indústrias reduzem ritmo de compra

Segundo os pesquisadores do Cepea, a dinâmica de comercialização mudou significativamente entre uma safra e outra. No ciclo anterior, a oferta limitada e a necessidade de recompor estoques fizeram com que as indústrias antecipassem negociações, elevando os preços pagos aos produtores.

Neste ano, porém, o mercado iniciou a temporada de forma mais equilibrada, sem a mesma pressão compradora. Como resultado, as primeiras referências de preços ficaram abaixo das observadas no mesmo período de 2025, mesmo com a perspectiva de menor disponibilidade de fruta.

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Primeiras negociações envolvem frutas precoces

O Cepea destaca que as cotações registradas neste início de julho ainda refletem principalmente contratos fechados anteriormente para frutas precoces e de meia-estação, além de negociações pontuais realizadas no mercado spot.

Por esse motivo, os preços atuais ainda não representam completamente o comportamento da safra 2026/27, uma vez que o volume de fruta disponível segue limitado neste começo de colheita.

Mercado deve ganhar novas referências nas próximas semanas

A expectativa é que o avanço da segunda florada e o aumento gradual do processamento industrial proporcionem um volume maior de negociações, permitindo a formação de referências de preços mais consistentes para a temporada.

Com a entrada de uma oferta mais ampla e a intensificação das atividades das indústrias, produtores e compradores terão maior clareza sobre o equilíbrio entre oferta e demanda, fator que deverá definir o comportamento das cotações ao longo dos próximos meses.

Enquanto isso, o setor acompanha atentamente a evolução da safra, o ritmo de processamento e o mercado internacional de suco de laranja, elementos que continuarão influenciando a formação dos preços da fruta no Brasil durante a temporada 2026/27.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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