Paraná
Corpos artísticos do Teatro Guaíra contratam 18 novos profissionais
Os corpos artísticos do Centro Cultural Teatro Guaíra estão recebendo 18 novos profissionais por meio de processo seletivo promovido pelo Serviço Social Autônomo PalcoParaná concluído nesta sexta-feira (3). Ao todo, foram contratados 14 músicos para a Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), dois bailarinos para o Balé Teatro Guaíra (BTG) e dois professores para a Escola de Dança Teatro Guaíra (EDTG).
As contratações são resultado dos processos seletivos públicos realizados ao longo do primeiro semestre de 2026, dirigidos e conduzidos pelo PalcoParaná e executados pela Fundatec, e representam mais um passo na política de fortalecimento dos corpos artísticos do Estado. Além das vagas preenchidas nesta etapa, os editais permanecem válidos para formação de cadastro de reserva, permitindo novas convocações conforme a necessidade das instituições e a disponibilidade de vagas.
Os novos músicos passam a integrar diferentes naipes da Orquestra Sinfônica do Paraná, ampliando a capacidade artística do grupo, enquanto os bailarinos reforçam o elenco do Balé Teatro Guaíra. Já os professores atuarão na formação de novos talentos da Escola de Dança Teatro Guaíra, referência nacional no ensino da dança.
Segundo o diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, as contratações reforçam a excelência artística das instituições. “É um importante investimento na valorização dos corpos artísticos e na formação de novos profissionais. Fazem parte de um plano permanente do Teatro Guaíra, em parceria com o PalcoParaná, para manter a excelência artística de suas companhias e da Escola de Dança, garantindo qualidade ao público e fortalecendo nossa tradição cultural”, afirma.
A diretora-presidente do PalcoParaná, Aline Campos, destacou o processo de seleção. “O processo seletivo tem como objetivo dar transparência às contratações e oportunidade para novos talentos conquistarem uma vaga dentro dos corpos artísticos do Teatro Guaíra, garantindo a excelência e manutenção dos artistas”, disse.
PROCESSO – Os processos seletivos foram realizados sob regime celetista (CLT) e seguiram critérios específicos para cada área.
Na Orquestra Sinfônica do Paraná, os candidatos passaram por audições presenciais com avaliação de técnica, afinação, musicalidade e ritmo. No Balé Teatro Guaíra, as etapas incluíram análise de vídeos, audições presenciais e avaliações práticas, conforme a função. Já os candidatos às vagas de professor da Escola de Dança participaram de provas didáticas, com aulas práticas, além da análise de títulos e experiência profissional.
Os editais também contemplaram políticas de inclusão, com reserva de vagas para pessoas com deficiência e candidatos afrodescendentes, conforme a legislação estadual. Há a possibilidade de novas convocações durante a vigência dos processos seletivos, conforme demandas futuras das instituições.
NOVA DIREÇÃO – Além do reforço no quadro profissional, o Balé Teatro Guaíra inicia um novo ciclo em sua direção artística. Após cinco anos à frente da companhia e mais de duas décadas de colaboração com a instituição, Luiz Fernando Bongiovanni deixa o cargo para assumir a direção do Balé da Cidade de São Paulo.
O processo de seleção e contratação de um novo profissional está sendo conduzido pela direção do Teatro Guaíra e um novo nome deve ser anunciado em breve.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Londrina para devolução de R$ 13 milhões ao Fundo Municipal do Meio Ambiente
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, expediu recomendação administrativa ao Poder Executivo local. O documento orienta, entre outros pontos, a restituição de valores ao Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA), referente a recursos aplicados em despesas de natureza diversa da finalidade institucional do Fundo. Estima-se que o aporte para regularização seja de R$ 13.387.222,12, valor a ser atualizado monetariamente pelo IPCA e acrescido de juros de mora de 1% ao mês.
Áudio da Promotora de Justiça Révia Aparecida Peixoto de Paula Luna
A medida decorre de procedimento administrativo instaurado para analisar informações enviadas pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) em 6 de maio de 2026, relativas à aplicação irregular de recursos do Fundo e à inobservância de anuência do Conselho para tal.
Desvio de finalidade – De acordo com as investigações do MPPR, houve utilização irregular de R$ 20.822.642,69 oriundos das contas vinculadas ao ICMS Ecológico e ao fundo principal do FMMA. A justificativa utilizada pelo Executivo Municipal foi a abertura de créditos adicionais suplementares por superavit financeiro, amparada nos termos da Emenda Constitucional 136/2025. Contudo, o cruzamento de extratos bancários com o Relatório de Despesas por Categoria revelou que os recursos foram registrados e empenhados no orçamento da Secretaria Municipal de Educação para despesas da pasta. Do montante empenhado nessas condições, R$ 7.337.000,00 já haviam sido liquidados e pagos até o final de dezembro de 2025, sem nenhuma deliberação ou comunicação prévia ao Consemma.
Pontos de Regularização – A Promotoria de Justiça fundamentou a necessidade de ajuste em relação aos seguintes tópicos: a) vinculação do ICMS Ecológico – por ser transferência obrigatória regida por lei estadual, esses recursos possuem restrições de desvinculação conforme o artigo 76-B do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT); b) disponibilidade financeira – as verbas já possuíam destinação prevista em cronogramas aprovados pelo Consemma; c) enquadramento de despesas – gastos com manutenção administrativa diferem das políticas públicas finalísticas preconizadas pela norma; d) governança participativa – a participação do Conselho é essencial para assegurar o modelo de gestão compartilhada e a preservação do patrimônio ambiental.
Gestão Colegiada – O FMMA, conforme a Lei Municipal 4.806/1991, objetiva o financiamento de projetos sustentáveis. A legislação prevê que a aplicação desses ativos deve ser planejada em conjunto com o Consemma, promovendo uma administração transparente e democrática.
Medidas Recomendadas – O Ministério Público recomendou ao Município de Londrina as seguintes medidas: 1) abster-se de editar novos atos administrativos que utilizem recursos do FMMA para finalidades alheias ao meio ambiente e proibir qualquer empenho nas contas do Fundo sem prévia aprovação do Consemma por quórum qualificado; 2) convocar em até 15 dias reunião extraordinária do Consemma para apresentar o relatório financeiro detalhado de movimentações entre novembro de 2025 e março de 2026; 3) disponibilizar em portal de transparência todos os extratos, empenhos e pagamentos do fundo dos exercícios de 2024 a 2026; 4) realizar em até 30 dias a devolução integral das quantias ao fundo municipal, cancelar todos os empenhos irregulares feitos em favor da Secretaria de Educação e declarar a nulidade dos decretos municipais que autorizaram as transferências; 5) apresentar ao Consemma, em até 60 dias, um plano de ressarcimento e cronograma de devolução dos valores desviados.
A recomendação administrativa foi enviada para ciência de órgãos de controle e secretarias municipais envolvidas, incluindo o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado. O MPPR ressalta que continuará acompanhando os desdobramentos do caso e adotará as medidas judiciais cabíveis se as determinações forem descumpridas.
Procedimento Administrativo MPPR-0078.26.003224-4
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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