Connect with us


Brasil

Estão abertas as inscrições para chamada de R$ 150 milhões sobre agricultura familiar

Publicado em

O prazo para o registro de propostas para a chamada pública para cadeias socioprodutivas da agricultura familiar e sistemas agroalimentares sustentáveis para instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) começou nesta terça-feira (31) e vai até 19 de junho. A iniciativa receberá o investimento de R$ 150 milhões via Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). 

Serão quatro linhas temáticas, sendo: bioinsumos; sistemas de produção agroecológico e orgânico; soluções digitais para a pequena propriedade rural; e aquicultura de espécies nativas. As duas primeiras poderão receber até R$ 50 milhões, e as duas últimas até R$ 25 milhões, ambos em recursos não reembolsáveis. 

A chamada é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada à pasta. “Essa chamada consolida um conjunto de proposições debatidas no âmbito do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Agronegócio sobre segurança alimentar e inclusão socioprodutiva, além atender às principais demandas dos movimentos sociais vinculados à agricultura familiar e à pesca artesanal e aquicultura”, explica a diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI e presidente do CT-Agro, Sônia da Costa. 

O objetivo da chamada é selecionar propostas de projetos institucionais de desenvolvimento de soluções científicas e tecnológicas para enfrentar desafios na estruturação e no fortalecimento de cadeias socioprodutivas baseadas na biodiversidade brasileira. Poderão se inscrever na iniciativa ICTs públicas e privadas. 

Leia mais:  Preço de suíno vivo sobe mais de 30% em várias praças no ano, diz Cepea

No mínimo, 30% dos recursos destinados a cada linha deverão ser aplicados em propostas de ICTs sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. 

Para outras informações sobre a chamada, acesse o site da Finep. 

Seminário de Agricultura Biossalinas

Os detalhes sobre a chamada foram apresentados durante o Seminário Nacional de Agricultura Biossalina, em 30 e 31 de março, em Fortaleza (CE). O encontro é o ponto de partida para o projeto de mesmo nome, promovido pelo MCTI em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e a Fundação Arthur Bernardes (Funarbe)Participaram do evento 150 convidados e 23 autoridades do governo estadual e federal, além dos palestrantes.  

O projeto receberá o investimento de R$ 21 milhões via FNDCT. “O que nós queremos é autonomia, é movimentar com a pesquisa científica a nossa indústria e conseguir produzir máquinas e equipamentos capazes de responder às nossas necessidades”, afirma o secretário Inácio Arruda. Ele acredita que a inovação dessa iniciativa seja exatamente a entrega das tecnologias e informações para os pequenos agricultores. “É encaixar o que há de novo nas necessidades daqueles que alimentam tantos.” 

Leia mais:  Caminhos da Ibiapaba: trilha de longo curso promove conservação da biodiversidade e dinamiza turismo sustentável no Nordeste

O projeto Agricultura Biossalina no Semiárido — Sal da Terra faz parte do Programa Ciência, Tecnologia e Inovação para a Segurança Alimentar e Combate à Fome e Inclusão Socioprodutiva do FNDCT. “Precisamos confiar que a ciência é capaz de diminuir a assimetria brutal entre os grandes e os pequenos produtores. Por isso, o governo e o FNDCT não investem só nos grandes, mas também nos pequenos”, finalizou o secretário. 

O objetivo é estimular o desenvolvimento de soluções tecnológicas para o aumento da produtividade na agricultura familiar e acesso à água no semiárido brasileiro. “Para a escolha das oito unidades produtivas vinculadas ao Sal da Terra serão feitas atividades de diagnóstico por um grupo de pesquisadores vinculados à Embrapa, que vão identificar o potencial de cada território, considerando a vazão dos poços, a capacidade de produção local e o envolvimento da comunidade nesse processo da produção baseada em agricultura biossalina”, explica Sônia.  

A iniciativa é uma parceria entre o MCTI e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio do programa Água Doce. Estão previstas a implementação e a recuperação de Unidades Produtivas de Agricultura Biossalina para a produção sustentável de peixes. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook

Brasil

Parceria entre MMA e USP impulsiona educação ambiental climática nas escolas

Published

on

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) apoiou o projeto de pesquisa “Como a educomunicação pode ampliar e qualificar as práticas de educação ambiental climática na Educação Básica no Brasil?”, conhecido como Educom & Clima. Iniciada em fevereiro de 2024, a iniciativa resultou na criação de um curso voltado à emergência climática e no mapeamento de ações de educação ambiental em todo o país.

Coordenado pelo Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (NCE/ECA/USP), o projeto contou com apoio do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A execução teve a colaboração do Governo do Brasil, da Prefeitura de São Paulo e de movimentos e entidades da sociedade civil.

O diretor do Departamento de Educação Ambiental do MMA, Marcos Sorrentino, afirmou que as ações contribuíram para ampliar o engajamento da comunidade escolar no enfrentamento da emergência climática. “As práticas educomunicativas podem contribuir para que as comunidades escolares assimilem o conhecimento sobre a emergência climática de forma crítica e criativa. Isso promove ações locais e fortalece a participação ativa no enfrentamento da crise climática e na construção de um mundo mais justo e resiliente”, destacou.

Capacitação

Uma das principais entregas da pesquisa é o curso “Educomunicação e Clima: precisamos conversar sobre emergência climática nas escolas”. Lançada em dezembro de 2025 na plataforma de educação a distância Avamec, do Ministério da Educação (MEC), a formação já qualificou 14,5 mil educadores ambientais em todo o país.

Leia mais:  Pecuária sustentável em campo nativo surge como aliada na proteção de aves migratórias no Pampa e no Cerrado

A formação é gratuita, com certificação, e segue disponível na plataforma. O conteúdo é voltado a professores, gestores e profissionais de apoio da educação básica, especialmente do ensino fundamental, com foco em práticas educomunicativas aplicadas às mudanças climáticas.

A proposta também incentiva a leitura crítica das mídias, a produção colaborativa de conteúdos e a adoção de práticas participativas de gestão climática nas escolas públicas e privadas, além de apoiar a elaboração de Planos de Ação Climática nos territórios.

Acesse a plataforma AVAMEC – Educomunicação e Clima aqui 

Mapeamento

Outro resultado do projeto foi o mapeamento colaborativo de iniciativas voltadas à educação ambiental climática. Ao todo, foram identificadas 203 organizações em todas as unidades da federação. O levantamento consolidou um banco de dados com as principais instituições, entidades e coletivos de educomunicação, educação, comunicação e mobilização atuantes no setor.

As informações estão agrupadas na página do Sistema Brasileiro de Monitoramento e Avaliação em Educação Ambiental, no campo “Conheça as iniciativas do Educom&Clima” no MonitoraEA, e estão disponíveis para consulta pública por meio de um mapa interativo do Brasil. Saiba mais aqui 

Projeto Educom & Clima

Leia mais:  4º leilão do Eco Invest Brasil destrava R$ 13,2 bi para bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura no país, com foco na Amazônia Legal

Lançado em 2023, a iniciativa surgiu a partir de pesquisadores da Escola de Comunicações e Artes da USP, entre eles o professor sênior Ismar de Oliveira Soares e a professora Thaís Brianezi.

A pesquisa contou com a participação de servidores do MMA e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de representantes de instituições públicas e organizações da sociedade civil.

As ações foram organizadas em quatro eixos: políticas públicas; mapeamento de organizações e coletivos de educomunicação; desenvolvimento de curso sobre educação ambiental climática para educadores; e monitoramento de projetos de intervenção local em escolas municipais de São Paulo.

O projeto também resultou na publicação de 18 artigos científicos em revistas nacionais, três em periódicos internacionais, dois em anais de congressos e duas coletâneas publicadas.

Além do MMA, colaboraram com a iniciativa o Ministério da Educação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Sesc-SP, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, o Movimento Escolas pelo Clima, a Articulação Nacional de Políticas Públicas em Educação Ambiental (Anppea), a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom), o Grupo de Acompanhamento e Estudos em Governança Ambiental (GovAmb) e a organização Ecofalante.

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o 
Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262