Paraná
Estado lança edital para fundo de revitalização do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu
O Governo do Estado desenvolve um projeto inédito para realizar a modernização e revitalização do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu, que está instalado próximo onde será o Centre Pompidou Paraná. A Secretaria do Planejamento publicou um edital do procedimento de chamamento público para criação de um fundo de investimento imobiliário (FII), que vai ser responsável pela gestão do espaço. As propostas técnicas podem ser enviadas pelo sistema e-protocolo até às 10h do dia 9 de julho.
A solução é resultado de estudos técnicos, consulta e audiência públicas e da análise do melhor modelo para ampliar e revitalizar o empreendimento, que se encontra com estruturas antigas, defasadas, necessitando de reformas.
O projeto foi idealizado por meio do Programa de Parcerias do Paraná, com apoio da Paraná Projetos. “O modelo baseado na criação de um fundo imobiliário se mostrou viável e com vantagens pela facilidade em atrair investimento privado e garantir mais eficiência e agilidade na gestão do ativo”, comentou o chefe da Unidade Gestora do Programa de Parcerias do Paraná, Luiz Moraes Júnior.
O objetivo do edital é receber propostas de gestoras de recursos financeiros (Asset Management) com experiência em Fundos de Investimentos Imobiliários, credenciadas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Serão escolhidas as que apresentem o melhor plano de expansão para o empreendimento com o melhor plano de captação de recursos no mercado financeiro, atendendo a lógica de atrair mais capital privado e utilizar menos recursos públicos.
O fundo será criado com a finalidade exclusiva de fazer a gestão do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu. A modelagem prevê a integralização no fundo, pelo Estado, do imóvel avaliado originalmente em R$ 74 milhões e a captação no mercado financeiro de recursos na ordem de R$ 200 milhões para os novos investimentos. O Estado receberá quotas sênior, com direito de preferência e opção de compra. O Governo ainda participará do Comitê Consultivo, no intuito de garantir a manutenção do interesse público e da finalidade do imóvel.
“O Estado desapropriou esse espaço para promover essa revitalização e modernização. Foz do Iguaçu é uma cidade que já recebe muitos eventos e vai ter mais um grande ativo para o futuro”, comentou o secretário de Estado do Planejamento, Clemeson Aparecido da Silva.
O terreno possui área de 100 mil metros quadrados, com área construída de cerca de 30 mil metros quadrados. O plano de expansão irá prever a modernização e a ampliação das instalações, um estacionamento para dois mil veículos, um centro de eventos para 30 mil pessoas, novos equipamentos, com potencial para atingir 65 mil metros quadrados de área construída.
A iniciativa visa atender às políticas públicas de desenvolvimento econômico, turístico e regional, geração de emprego e renda no Estado do Paraná.
CRITÉRIOS TÉCNICOS – O edital completo está publicado no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e no site do Paraná Parcerias, além do Compras Paraná e Portal da Transparência do Estado.
A contratada será responsável por estruturar, constituir, administrar e gerir o FII PARANÁ CCFI, realizar a gestão ativa do portfólio, atender às regras de governança, compliance e da CVM e preparar o fundo para abertura de capital e ofertas públicas de cotas.
PRÓXIMO AO POMPIDOU – O Centro de Convenções de Foz do Iguaçu está localizado próximo ao local onde ficará o Centre Pompidou Paraná e contribuirá para o fortalecimento do turismo na região, consolidando o município como destino estratégico de grandes eventos nacionais e internacionais.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
-
Agro6 dias agoEmpresas do agro têm até 31 de agosto para declarar “projetos do bem”
-
Economia5 dias agoPortaria interministerial amplia alcance do Move Brasil – Táxi Aplicativos
-
Esportes6 dias agoPalmeiras vence Cerro Porteño no Paraguai e avança às quartas de final da Libertadores
-
Esportes5 dias agoSantos segura empate no Equador e avança às quartas da Copa Sul-Americana
-
Política Nacional4 dias agoMulheres com implante contraceptivo banido pedem política de assistência
-
Esportes7 dias agoSão Paulo vence Bolívar no MorumBIS e avança às quartas de final da Sul-Americana
-
Brasil5 dias agoDia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em Pernambuco
-
Educação6 dias agoInstitutos federais podem enviar projetos ao PET Saúde
