Paraná
Estado homologa contratação de estudos para construção de ponte na divisa com o MS
O Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), homologou a contratação para elaboração dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para construção de uma nova ponte de ligação com o Mato Grosso do Sul, no distrito de Porto São José, em São Pedro do Paraná, na região Noroeste.
Os estudos serão feitos pela Prosul – Projetos, Supervisão e Planejamento Ltda., que venceu a licitação com a proposta de R$ 2.992.382,95. O valor será custeado pela Itaipu Binacional, após convênio firmado entre a hidrelétrica com os governos do Paraná e Mato Grosso do Sul, no ano passado.
O objetivo do EVTEA é apontar vantagens, desvantagens, impulso no desenvolvimento socioeconômico da região, possíveis impactos ambientais, além das técnicas de engenharia a serem aplicadas para verificar de fato a viabilidade da obra.
A ponte será construída sobre o Rio Paraná, fazendo ligação com município sul-mato-grossense de Taquarussu. O prazo para conclusão será de 18 meses, a contar após a emissão da ordem de serviço.
INFRAESTRUTURA – O projeto consiste em construir uma ponte sobre o Rio Paraná, que deve ter aproximadamente 2 quilômetros de extensão. Será um importante ponto de interligação entre as regiões Sul e Centro-Oeste do País, criando um novo corredor logístico entre os dois estados, que são os maiores produtores agropecuários do Brasil. O objetivo final é diminuir o tempo de viagem até o Porto de Paranaguá, gerando mais economia e agilidade no escoamento da produção.
A proposta também prevê no lado paranaense a restauração de 19,8 km da PR-577, incluindo a construção de um contorno em Porto São José, distrito de São Pedro do Paraná. Já no perímetro sul-mato-grossense serão implantados 30 km da rodovia MS-473, além de um viaduto de acesso em Taquarussu.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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