Paraná
Estado dobra repasse de saúde para comunidades quilombolas e negras a partir de 2026
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúda (Sesa), aumentou em 133% o incentivo para promover a saúde integral da população negra nas comunidades quilombolas e negras tradicionais do Paraná. Atualmente, o incentivo é de R$ 600 por comunidade, resultando em um investimento de R$ 288 mil para os municípios participantes. O governo reajustou o valor para R$ 1.400 por comunidade, valor que passará a valer a partir de janeiro de 2026. O aumento é de 133%.
As estratégicas de igualdade racial desenvolvidas pela Sesa voltadas a essas populações igualdade racial seguem a Política Nacional de Atenção Integral da População Negra. As medidas são incluídas nos Planos Estaduais de Saúde e têm garantido o acesso da população à saúde, mesmo em localidades distantes e de difícil acesso.
As comunidades denominadas quilombolas têm a certidão de autodefinição da Fundação Palmares. As Terras Negras Tradicionais ainda não possuem a certificação, porém nos dois casos, elas são formadas por descendentes e remanescentes de comunidades que foram criadas por pessoas escravizadas até o século XIX.
O repasse do incentivo estadual aos municípios que abrigam essas comunidades é o principal instrumento dessa política. “Atualmente, temos 18 municípios com 35 comunidades quilombolas e cinco com oito comunidades negras tradicionais que aderiram ao incentivo, o que representa o fortalecimento das estratégias e ações na atenção primária para essa população”, explicou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.
Para receber o aporte financeiro, os municípios precisam aderir ao programa e cumprir uma série de condições que visam a melhoria da qualidade do serviço de saúde. São eles: vincular pelo menos um Agente Comunitário de Saúde (ACS) para a comunidade; definir uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência; promover visitas mensais da equipe de Saúde da Família (ESF) ou garantir pelo menos uma visita por mês dos profissionais de saúde disponíveis no município.
Também é preciso desenvolver ações de estímulo de hábitos de vida saudáveis, prática de exercícios físicos, alimentação saudável, imagem corporal, autoestima e desenvolver estratégias de enfrentamento do estresse. Tudo isso, paralelo aos cuidados com quadros já existentes.
NOVOS VALORES – Os recursos são distribuídos com base no número de comunidades em cada município. Adrianópolis lidera com 11 comunidades e recebe um total anual de R$ 79.200. Com o reajuste, o valor será de R$ 184.800 anuais.
Municípios que abrigam uma comunidade – Bocaiúva do Sul, Campo Largo, Cerro Azul, Guaíra, São Miguel do Iguaçu, Tijucas do Sul e Turvo – terão o volume de recursos aumentado de R$ 7.200 para R$ 16.800.
Os que possuem duas comunidades – Curiúva, Doutor Ulysses, Guaraqueçaba, Ivaí, Palmas, Ponta Grossa – passarão a receber R$ 33.600. O novo valor para os municípios da Lapa e Contendo, com três comunidades cada um, será R$ 50.400.
CENÁRIO – Com base nos atendimentos, as equipes de saúde identificaram um alto índice de doenças crônicas nas comunidades, sendo a hipertensão arterial a de maior incidência, que atinge 100% das comunidades; diabetes mellitus, 90,2%; doenças cardiovasculares, em 73,2%; dependência química e sofrimentos psíquicos em 36%.
A parte prática do trabalho é executada pela atenção básica dos municípios e coordenada pela Divisão de Promoção da Equidade em Saúde da Sesa, em conjunto com as Regionais de Saúde, por meio de visitas técnicas, bem como com o recebimento de um relatório bianual de boas práticas, que comprovam os acompanhamentos e cumprimentos dos quesitos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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