Paraná
Pesquisa sobre gestão turística nos municípios mostra engajamento e otimismo
O turismo no Paraná apresenta um cenário de perspectivas promissoras, conforme os resultados da Pesquisa de Gestão Turística Municipal do Paraná 2025, divulgados pela Secretaria de Estado do Turismo (Setu) nesta terça-feira (21). O levantamento, que mobilizou 311 municípios do Estado (77,9% do total) e engloba todas as 18 Regiões Turísticas, reforça o comprometimento dos gestores locais e a base institucional robusta para o desenvolvimento do setor.
Um dos pontos de destaque é a sólida estrutura de governança. O estudo revela que 82,3% dos municípios paranaenses possuem Conselhos Municipais de Turismo e 70,7% contam com Órgãos Municipais de Turismo, demonstrando uma base institucional ativa para a tomada de decisões. Regiões como Rotas do Pinhão (Curitiba e parte da RMC), Sul do Paraná (Irati, Porto Vitória, Pinhão), Vale do Ivaí (Apucarana, Lunardelli, Marilândia do Sul) e Litoral do Paraná apresentam os melhores índices de organização, exemplificando a eficiência na articulação local.
O planejamento estratégico também se mostra avançado. A pesquisa aponta que 62,4% dos municípios já dispõem de lei específica de turismo e 52,7% integram o turismo em seus Planos Diretores, alinhando o setor às políticas urbanas e de desenvolvimento. Adicionalmente, 50,8% dos municípios possuem Planos de Ações para o Turismo, direcionando os esforços de forma organizada.
A integração regional é outro fator impulsionador. A pesquisa mostra que 72,3% dos municípios participam ativamente das Instâncias de Governança Regional (IGRs), promovendo a cooperação. Em regiões como Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu (no Oeste do Estado), Litoral do Paraná e Terra dos Pinheirais (Mallet, Prudentópolis, Guarapuava, Paula Freitas, Teixeira Soares e Rio Azul) a participação atinge 100%, evidenciando um modelo robusto de colaboração.
O apoio estadual é igualmente expressivo, com 90% dos municípios afirmando receber suporte dos Núcleos Regionais da Setu.
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As expectativas para 2026 refletem essa dinâmica positiva: 35,4% dos municípios preveem um cenário “excelente” e 49,2% esperam um cenário “bom” para o turismo, somando 84,6% de otimismo. O Vale do Ivaí, Norte do Paraná, Encantos dos Ipês e Entre Matas, Morros e Rios se destacam por sua alta capacidade percebida de atender à demanda turística.
A pesquisa valida um ambiente de gestão turística cada vez mais estruturado e otimista, analisa o secretário estadual Leonaldo Paranhos. “A expressiva adesão dos municípios à pesquisa reafirma o comprometimento de cada localidade com o desenvolvimento da atividade”, diz. “É um claro indicativo de que estamos construindo uma gestão colaborativa e estratégica, visando consolidar o Paraná como um destino de referência. O otimismo que vemos para 2026 é um reflexo do trabalho conjunto e do reconhecimento do vasto potencial que o nosso Estado possui.”
A estatística do setor de pesquisa da Setu, Gilce Zelinda Battistuz, ressalta a qualidade da gestão evidenciada pelos dados. “Os resultados demonstram a maturidade na governança e o alto grau de organização dos municípios, com Conselhos e Órgãos Municipais atuantes na promoção e gestão do turismo”, afirma. “A valorização da pesquisa como ferramenta essencial para a tomada de decisões, expressa por quase 100% dos gestores, é um indicador promissor que fortalece a cultura de dados e inteligência no setor”.
A contribuição do turismo para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) também é reconhecida: 71,7% dos gestores veem o turismo contribuindo para o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar) e 51,4% para o ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), sublinhando o papel social e econômico do setor.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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