Connect with us


Paraná

Estado confirma liberação da Arena do Verão Maior Paraná em Caiobá para shows após vistoria

Publicado em

A área da praia de Caiobá, em Matinhos, onde está instalada a Arena de Shows do Verão Maior Paraná, foi vistoriada nesta quinta-feira (8) por membros de todos os órgãos estaduais envolvidos nos trabalhos de recomposição da faixa de areia e de reforço das estruturas de segurança. A avaliação técnica da força-tarefa do Governo do Estado confirmou que o local está apto para receber os shows com toda a segurança necessária.

O trabalho de recomposição da areia está sendo executado pelo Instituto Água e Terra (IAT) e é acompanhado de forma contínua pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), Polícia Militar do Paraná (PMPR), Defesa Civil e todos os órgãos envolvidos na organização dos shows. 

Após a vistoria, o secretário estadual do Esporte e coordenador do Verão Maior Paraná, Hélio Wirbiski, confirmou que a realização dos shows foi mantida após avaliação técnica criteriosa e alinhamento entre todos os órgãos envolvidos. “A nossa maior preocupação sempre foi com a segurança do público e todos os envolvidos. O planejamento do Verão Maior Paraná foi feito para atender a população do Paraná, turistas e veranistas. Tivemos um evento climático extremo no começo do ano, mas ele foi superado, e com as liberações dos órgãos técnicos, os shows estão mantidos”, afirmou.

A erosão registrada nos últimos dias foi causada por uma ressaca do mar, fenômeno natural, cíclico e esperado no Litoral, que se estendeu até São Paulo. Esse tipo de evento costuma provocar o desgaste de parte da areia, razão pela qual manutenções periódicas já são previstas para a reposição do material ao longo da temporada. Desta vez, porém, a ressaca ocorreu com intensidade acima do padrão.

Diante do cenário, o IAT iniciou no último domingo (4) uma intervenção emergencial no local. Equipes contratadas pelo órgão realizaram a recomposição da areia e instalaram grandes sacos de areia, que passaram a funcionar como barreiras físicas para reduzir a força das marés e mitigar novas erosões. Os trabalhos se concentraram em um trecho de cerca de 350 metros de extensão, o mais afetado pela ressaca.

Leia mais:  Paraná em Ação de Sarandi atendeu 1,5 mil pessoas com serviços gratuitos

Segundo o presidente do IAT, Everton Souza, a vistoria técnica confirmou a segurança do local. Segundo ele, as equipes foram mobilizadas ainda no auge da ressaca e ainda vão trabalhar até esta sexta-feira. “Desde domingo pela manhã, quando foi constatado o dano causado pela ressaca, nós já mobilizamos um grande contingente de pessoas, equipamentos e materiais para fazer uma barreira física que impedisse o avanço do mar sobre o maciço onde está a arena dos shows. A estrutura que foi montada é capaz de suportar uma ressaca da mesma intensidade da que ocorreu”, garantiu.

Na maior parte desse segmento, a recomposição foi feita para restabelecer a extensão da praia e promover o aplainamento do terreno. Já na área mais próxima ao palco, onde há maior concentração de público, o reforço foi ampliado. No local, foram instalados 1.900 de sacos de areia, medindo aproximadamente 1 metro de altura por 1,40 metro de largura cada, o que garante maior estabilidade e proteção à estrutura.

De acordo com Souza, além das barreiras, houve a complementação com 4,5 mil metros cúbicos de areia para garantir o nivelamento e a circulação segura do público. “Fizemos uma complementação com areia para promover o rampeamento do terreno e garantir a segurança das pessoas que vão estar aqui. A arena está preparada e está segura para receber os shows”, acrescentou o presidente do IAT.

A intervenção também foi planejada para assegurar as condições de balneabilidade da praia e a segurança permanente de banhistas e frequentadores. A configuração final do espaço garantiu ainda uma margem segura para a circulação do público no entorno do palco, com aprovação do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná para as saídas de emergência.  

Leia mais:  Estação de tratamento de Foz do Iguaçu é premiada como melhor planta de saneamento do País

Mesmo com a previsão de melhora nas condições da maré, o IAT e demais órgãos estaduais seguem monitorando a região e poderão realizar novas intervenções caso haja necessidade. 

SEGURANÇA DO PÚBLICO – De forma complementar à recomposição da estrutura da faixa de areia, os órgãos estaduais estão concluindo a instalação de barreiras laterais para delimitar com clareza a área segura destinada à circulação e permanência do público. 

A partir desta quinta-feira (8), policiais militares já permanecem no local para orientar os banhistas sobre a proibição de acesso ao trecho específico isolado, como medida preventiva. Durante os períodos de maior concentração de pessoas, incluindo todos os shows do Verão Maior Paraná, também haverá reforço do policiamento no mar, com o emprego de uma embarcação do Corpo de Bombeiros para apoio às ações de segurança.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, coronel Antônio Hiller, ressaltou que a corporação acompanhou todo o processo de adequação da área e validou as condições de segurança das estruturas montadas para os shows. A principal preocupação da corporação com em eventos desse porte é a prevenção de riscos e a capacidade de resposta em situações de emergência. “Todas as exigências feitas à empresa responsável pela montagem do palco e das estruturas complementares foram atendidas, incluindo equipamentos de emergência, iluminação e sistemas de prevenção contra incêndio”, relatou.

De acordo com Hiller, as intervenções realizadas na faixa de areia seguem critérios técnicos rigorosos, com estabilização da área afetada pela ressaca sendo executada por engenheiros especializados, com acompanhamento permanente. “Isso nos deixa bastante tranquilos quanto à segurança da estrutura. Além disso, o Corpo de Bombeiros estará presente em todo o entorno da arena durante os shows, garantindo um ambiente seguro para o público”, concluiu.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Operários da Ponte de Guaratuba festejam entrega da estrutura no Dia do Trabalhador

Published

on

A Ponte de Guaratuba, um sonho de mais de 40 anos, será inaugurada nesta sexta-feira (1º) em uma data simbólica: o Dia do Trabalhador. Centenas de trabalhadores ajudaram a pôr fim a uma espera que ia muito além do tempo de travessia com o ferry boat. Era uma espera que segurava o desenvolvimento de Guaratuba e do Litoral do Paraná como um todo. A espera acabou.

Foram mais de mil trabalhadores que atuaram no pico da obra simultaneamente. Ao todo, são 3 milhões de homem/hora trabalhada – número de trabalhadores × hora trabalhadas – durante toda a obra, contribuindo para que fosse executada em tempo recorde. Pedreiros, carpinteiros, operadores de máquinas, armadores, soldadores, trabalhadores de Guaratuba ou de outras partes do Brasil. Todos em uma força-tarefa para concretizar o sonho dos paranaenses dentro do cronograma, seguido à risca.

Entre eles está Abrão de Oliveira, carpinteiro presente na obra desde o início, em abril de 2024. Morador de Guaratuba há 15 anos, ele sabe bem as dificuldades impostas durante anos pela falta da estrutura. “Muitas vezes eu passei perrengues aqui, indo para Paranaguá, encarando a fila da balsa. A ponte foi um bom projeto tirado do papel. Há muitos anos estávamos esperando por isso”, conta, orgulhoso por participar de um momento histórico para a cidade que o recebeu há mais de uma década.

“É um sentimento de muita honra. Estou feliz por isso e por ter ajudado o nosso Litoral, concluindo essa obra”, continua. E a família de Abrão em Reserva, sua cidade natal, já tem planos para vir conhecer a ponte que ele ajudou a construir. “Lembro dos parentes quando vinham para as praias, sempre me perguntavam ‘como é que está o andamento da obra?’. Todo mundo na expectativa para que quando acabasse não precisar encarar a fila do ferry boat”, comenta.

Presente desde as fases iniciais da construção da ponte, o pedreiro Walcir Andrade Tobias chegou para trabalhar na obra em setembro de 2024. Ele, que também é morador de Guaratuba, veio do Mato Grosso do Sul há mais de 30 anos. “Foi um grande privilégio poder construir essa ponte que é um sonho tanto nosso, enquanto trabalhadores, quanto de toda a população. Estamos aqui prestando um bom serviço, e creio que foi bom, porque estou até agora”, brinca.

Leia mais:  Novo edital para implementar vias marginais em Pitanga inicia fase de habilitação

Walcir enxerga na ponte a possibilidade de um futuro melhor para Guaratuba, sem esquecer da importância histórica que o ferry boat teve para a cidade. “Tinha que enfrentar esse abençoado ferry boat, e falo abençoado porque serviu não só a nós, mas a muita gente. Quando era para fazer viagem para lá, tinha toda aquela demora”, diz, apontando para o lado mais próximo de Matinhos.

“O nosso sonho sempre foi um dia falar que temos a ponte, mas ninguém de fato acreditava que esse dia chegaria e, graças a Deus, deu tudo certo”, complementa. “Faz mais de 30 anos que estou aqui e também estou incluído nesse sonho. Para mim, é um grande prazer ter essa ponte que veio para unir tudo aqui.”

E se engana quem pensa que apenas os paranaenses estavam ansiosos pela entrega da estrutura. “Todo ano meus irmãos vêm para cá e sempre me perguntam ‘e a ponte, vai sair?’. Hoje eles estão juntos na inauguração, então é um grande privilégio”, finaliza.

“PRIMEIRA PONTE” – Vindo de um pouco mais distante, a cerca de 1,2 mil km, o encarregado de montagem Alessandro Barreto saiu de Itumbiara, em Goiás, especialmente para trabalhar na Ponte de Guaratuba. Ele chegou em fevereiro de 2025 para atuar em um dos trechos mais icônicos da estrutura: o estaiado. “A minha trajetória foi no meio do mar, nos dois pilares centrais da ponte, apoio 4 e apoio 5”, explica.

“Por incrível que pareça, essa é a minha primeira ponte. Eu trabalhei a minha vida inteira em usinas hidrelétricas, então essa foi a primeira oportunidade que tive de trabalhar em uma estrutura como essa”, ressalta. Ele detalha a experiência de construir uma ponte estaiada. “A diferença é que aqui eu trabalho dentro do mar. Na hidrelétrica, trabalhamos primeiro na terra para depois encher e formar o rio da usina. Trabalhar na terra a gente já está acostumado. No mar foi a primeira vez, então achei mais interessante.”

Leia mais:  Conheça os campeões de golf, basquete, futsal, badminton e taekwondo dos Jogos Escolares

E se a temperatura em Guaratuba pode passar dos 30ºC, a brisa do mar ajuda a diferenciar o calor daqui em comparação ao goiano. “Essas regiões mais frias eu já conhecia, pois trabalhei por aqui e em Santa Catarina também. Eu gosto muito dessa região e do frio, acho o clima bem gostoso. Quando surgiu a oportunidade de vir para o Paraná, eu não pensei duas vezes. Me adapto bem ao frio”, conta.

Agora, com a ponte entregue, o sentimento é de dever cumprido. “Fico muito feliz de ter participado desse projeto. Todo mundo aqui falava disso, só que eu não tinha conhecimento. A partir do momento que eu cheguei, as pessoas comentavam o quanto essa obra era esperada há anos, e hoje é um sonho que está acontecendo. Batalhamos muito para chegar no que está hoje para essa inauguração”, finaliza.

PONTE – Com investimento de mais de R$ 400 milhões do Governo do Estado, a obra ficou sob responsabilidade do Departamento de Estrada de Rodagens do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), e foi executada pelo Consórcio Nova Ponte.

A Ponte de Guaratuba é uma das principais obras de infraestrutura do Paraná e conta com 1.244 metros de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Contando com os acessos na PR-412, a obra compreende cerca de 3 quilômetros ao todo.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262