Paraná
Estado anuncia novos programas de capacitação em gestão esportiva
A Secretaria de Estado do Esporte realiza no próximo dia 16 de março, às 9h, o lançamento de um novo ciclo de programas de capacitação voltados à gestão e ao desenvolvimento do esporte no Paraná. A cerimônia acontece no auditório da SEES, no Capão da Imbuia, em Curitiba, reunindo gestores públicos, profissionais da área e representantes de instituições de ensino superior que participam da iniciativa.
Entre as oportunidades estão a Pós-Graduação em Treinamento Esportivo – Formação de Jovens Atletas e Formação de Jovens Esportistas com Deficiência (TEA), oferecida pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); a Pós-Graduação em Gestão Pública no Esporte, pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); e a Graduação Tecnológica em Futebol, também pela UEPG. As formações buscam preparar profissionais para atuar tanto no desenvolvimento de atletas quanto na gestão pública do esporte. As inscrições estarão disponíveis após o evento.
A ação faz parte da estratégia do Governo do Estado para fortalecer o Sistema Esportivo Estadual e qualificar profissionais que atuam diretamente na formulação e execução de políticas públicas de esporte e lazer nos municípios.
Uma pesquisa realizada pela própria SEES junto aos municípios paranaenses revelou que mais de 90% dos gestores municipais e ex-atletas que atuam na área reconhecem dificuldades no planejamento, implementação e avaliação de políticas esportivas, principalmente pela ausência de formação específica. O levantamento reforçou a necessidade de ampliar as oportunidades de qualificação técnica para profissionais que atuam na gestão e no desenvolvimento do esporte no Estado.
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Para enfrentar esse desafio, a pasta firmou parcerias com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), a UEL e a UEPG, viabilizando novos cursos de formação e especialização voltados ao sistema esportivo paranaense.
De acordo com o coordenador da Escola do Esporte, Antonio Carlos Dourado, a qualificação permanente é fundamental para que o esporte alcance todo o seu potencial no Paraná. “Quando qualificamos gestores, professores e profissionais, fortalecemos toda a estrutura do esporte paranaense. Essas capacitações são essenciais para que as políticas públicas sejam planejadas com mais eficiência, ampliando oportunidades para crianças, jovens, idosos e pessoas com deficiência em todo o Estado”, afirmou.
A iniciativa está alinhada à Lei Estadual nº 21.405, de 14 de abril de 2023, que institui o Sistema Esportivo Estadual (SEE/PR), integrante do Sistema Esportivo Nacional. A legislação estabelece a articulação entre União, Estado, municípios e sociedade civil para garantir o acesso ao esporte como direito fundamental e promover o desenvolvimento humano por meio das práticas esportivas.
Entre as diretrizes previstas na lei estão o cofinanciamento de programas de capacitação, a integração entre instituições de ensino e gestores públicos e o estímulo à produção de conhecimento e pesquisa na área esportiva.
“Com profissionais mais preparados, a expectativa é ampliar a eficiência das políticas públicas, otimizar o uso dos recursos e expandir o alcance das ações esportivas em todo o Paraná, promovendo saúde, inclusão social e novas oportunidades de desenvolvimento para a população”, afirma o secretário estadual do Esporte, Hélio Wirbiski.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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