Política Nacional
Especialistas defendem equipes multidisciplinares no atendimento a pessoas com autismo
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o Projeto de Lei 3080/20, que cria uma política nacional para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), reuniu especialistas nesta terça-feira (17) para debater o assunto.
A representante do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Keis Nóbrega, defendeu a inclusão explícita no texto da terapia ocupacional, que, segundo ela, é fundamental para promover autonomia nas atividades do dia a dia.
“O autismo exige assistência integrada. Nenhuma abordagem isolada consegue abranger todos os campos de intervenção”, afirmou.
A vice-presidente da Associação Brasileira de Autismo (Abra), Keise Nóbrega, apresentou quatro prioridades para a política nacional:
- acesso a neurologistas e equipes multidisciplinares pelo Sistema Único de Saúde (SUS);
- educação inclusiva com profissionais de apoio e materiais adaptados;
- inclusão de jovens e adultos no mercado de trabalho;
- atendimento específico para pessoas com autismo idosas.
O vereador de Bagé (RS) João Schardosim, que se define como pai atípico, pediu apoio psicológico às mães. “As mães estão implorando socorro. Muitas precisam deixar o emprego para cuidar dos filhos e não têm suporte financeiro ou emocional”, relatou.
A deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), que presidiu a reunião, disse que a integração entre saúde, educação e sociedade civil é essencial para atender às necessidades das famílias.
O relator da proposta, deputado Marangoni (União-SP), afirmou que o parecer final deve priorizar o apoio às famílias.
Ele sugeriu a criação de um Conselho Nacional do TEA, com participação da sociedade civil, para fiscalizar as políticas públicas e garantir recursos para os municípios.
Ações do Ministério da Saúde
O diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, Artur Melo, informou que o ministério implementa um projeto da Organização Mundial da Saúde (OMS) para treinar cuidadores.
Ele destacou o uso do Projeto Terapêutico Singular, que adapta o atendimento às necessidades de cada pessoa e família. Também reconheceu falta de profissionais, como terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, principalmente no interior do país.
Da Redação – GM
Fonte: Câmara dos Deputados
Política Nacional
CE aprova o nome de Nilo Peçanha no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria
A Comissão de Educação e Cultura do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (9) o projeto de lei que inscreve o nome do primeiro e único presidente negro do Brasil, Nilo Peçanha, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.
O projeto (PL 6.044/2025), do senador Esperidião Amin (PP-SC), recebeu parecer favorável do senador Paulo Paim (PT-RS).
Como a proposta foi aprovada pela comissão em decisão terminativa, ela não terá de passar por votação no Plenário do Senado (a não ser que seja apresentado recurso para isso) e poderá seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados.
O homenageado
Nascido em Campos dos Goytacazes (RJ), em 1867, Nilo Procópio Peçanha atuou como advogado, jornalista e defensor das causas abolicionista e republicana. Além disso, participou da Assembleia Nacional Constituinte de 1890-1891 e exerceu mandatos como deputado federal, senador e presidente. Ele faleceu em 1924, aos 56 anos.
Reconhecido como o primeiro e único presidente negro do Brasil (era filho de mãe negra), foi alvo de manifestações racistas durante sua trajetória política e teve sua ascendência racial frequentemente ocultada ou minimizada ao longo da história.
Ele é reconhecido como patrono da educação profissional e tecnológica por ter criado as Escolas de Aprendizes Artífices, consideradas a base do ensino profissional e tecnológico brasileiro. Segundo Paulo Paim, relator do projeto, esse legado contribuiu para ampliar oportunidades de formação para o trabalho e permanece reconhecido em diversas instituições de ensino e qualificação profissional do país.
— O conjunto de fatos biográficos justifica plenamente a inscrição do nome de Nilo Procópio Peçanha no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, como reconhecimento de uma trajetória marcada por serviço público relevante, contribuição institucional duradoura e elevado significado histórico para o Brasil — destacou Paim.
O livro
O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria registra, em páginas feitas de aço, os nomes dos brasileiros que tenham se dedicado à defesa e à construção do país.
O livro está guardado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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