Educação
Escola Nacional de Hip-Hop é lançada em municípios alagoanos
O Ministério da Educação (MEC) participou, na sexta-feira, 12 de junho, do lançamento do Programa Escola Nacional de Hip–Hop (H2E), na Escola Municipal de Educação Básica Pedro Pereira, localizada na Comunidade Quilombola Muquém, município de União dos Palmares (AL). A comunidade é considerada um espaço simbólico para a valorização da cultura negra no país.
A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões até 2027. O evento, organizado pela União dos Dirigentes Municipais de Educação de Alagoas (Undime/AL), teve como objetivo incentivar os prefeitos dos municípios alagoanos a aderirem ao programa, que busca a integração da cultura do hip-hop ao ensino básico como instrumento didático-pedagógico.
Durante o lançamento, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, destacou a importância das ações voltadas à redução das desigualdades educacionais e raciais. “Tenho chamado atenção para a necessidade de as redes reduzirem as desigualdades de aprendizagem, sobretudo as desigualdades raciais. Esse território é um dos casos mais bem-sucedidos que nós temos. E, hoje, nós estamos aqui para falar sobre um elemento que eles já usam no currículo deles, que é o hip-hop”, afirmou.
A Escola Nacional de Hip-Hop também se soma a outras entregas recentes do MEC voltadas ao fortalecimento da educação para as relações étnico-raciais. Em maio deste ano, a pasta lançou o Guia de Declaração Étnico-Racial para o Censo Escolar, material que orienta gestores e profissionais da educação sobre a coleta e o registro qualificado dessas informações nas escolas.
A iniciativa integra uma série de esforços do MEC para apoiar as redes de ensino na ampliação da qualidade dos dados educacionais. Como resultado, o percentual de estudantes com informação étnico-racial declarada passou de 76%, em 2023, para 90,1%, em 2025, ampliando a capacidade das redes de ensino de formular políticas públicas mais efetivas para a promoção da equidade.
Destacam-se ainda o Diagnóstico Equidade, criado em 2024 para mapear a implementação da educação para as relações étnico-raciais (ERER), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino; bem como o Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade), que até o final de 2026 vai repassar R$ 115 milhões, via PDDE-Equidade ERER/EEQ, alcançando mais de 16 mil escolas em todo o país.
Ainda nesse sentido, a pasta lançou os Cadernos de Gestão das Modalidades Escolares, com o objetivo de apoiar as redes na formulação, na implementação e no monitoramento de políticas, programas, processos e práticas de gestão para a promoção da equidade educacional; e os Protocolos de Identificação e Resposta ao Racismo, que buscam auxiliar as redes de ensino e as escolas na tomada de decisão diante de casos de racismo e de discriminação racial.
Há ainda o lançamento das Devolutivas de Equidade Racial, que trazem diagnósticos individualizados para cada uma das redes municipais, com dados sobre o desempenho na Condicionalidade III do VAAR, os recursos recebidos e as desigualdades educacionais. Além de apresentar os principais desafios, as devolutivas indicam recomendações práticas para promover a equidade racial, apoiando a tomada de decisão dos gestores.
No campo do financiamento, a vinculação de recursos à redução das desigualdades raciais de aprendizagem, no âmbito do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), tem mobilizado bilhões de reais para o enfrentamento dessas disparidades. Em 2026, R$ 7,5 bilhões serão repassados para 4.303 redes de ensino que alcançaram as condicionalidades do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), complementação financeira do Fundeb.
Adesão – O período de adesão à Escola Nacional de Hip-Hop está aberto e vai até o dia 30 de junho, exclusivamente por meio do Sistema de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). A proposta do programa é incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural.
Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação infantil.
O programa atua em três grandes frentes na educação básica: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Encontro discute intersetorialidade na educação integral
A obra “Pensar a Educação Integral desde a Perspectiva da Intersetorialidade: sujeitos, saberes e territórios” será lançada no dia 17 de junho, das 9h às 17h (horário de Brasília), durante a III Reunião Técnica da Cátedra Unesco – A Cidade que Educa e Transforma. O evento, será realizado no auditório do Anexo II do MEC, em Brasília (DF), e contará ainda com transmissão ao vivo no canal da pasta no YouTube.
A publicação é resultado de uma parceria entre o MEC, a Universidade Federal da Fronteira Sul (Uffs) e a Cátedra Unesco – A Cidade que Educa e Transforma, como parte das ações voltadas ao fortalecimento da educação integral em tempo integral no país.
O lançamento integra a programação da III Reunião Técnica da Cátedra, que reunirá representantes do poder público, bem como de universidades, redes de ensino e instituições parceiras para debater experiências, desafios e perspectivas relacionados à articulação entre diferentes políticas públicas nos territórios. A abertura da programação será dedicada à apresentação da obra e ao diálogo com seus organizadores e colaboradores, promovendo uma reflexão sobre os fundamentos conceituais e as experiências que deram origem à publicação.
Ao longo do evento, especialistas participarão de debate sobre a integração entre educação, cultura, ciência, tecnologia, assistência social e demais políticas públicas que contribuem para a formação integral dos estudantes. A programação também será dedicada à apresentação de experiências concretas desenvolvidas por redes municipais de ensino que vêm construindo estratégias de articulação intersetorial em seus territórios.
A realização da III Reunião Técnica reforça o compromisso do MEC com a consolidação da educação integral como política pública estruturante da educação básica brasileira. Ao promover o diálogo entre produção acadêmica, formulação de políticas e experiências territoriais, o encontro contribui com o fortalecimento das redes de cooperação e com a construção de estratégias capazes de ampliar a qualidade, equidade e efetividade das ações educacionais em todo o país.
Conteúdo – A publicação é organizada por Jaqueline Moll, Cristiane Jung Abarno, Renata Gerhardt de Barcelos e Thiago Dutra de Camargo e produzida no contexto do Programa Escola em Tempo Integral. A obra reúne pesquisadores, gestores e educadores de diferentes regiões brasileiras para refletir sobre a intersetorialidade como princípio estruturante das políticas de Educação Integral.
A obra parte da compreensão de que a educação integral não se limita à ampliação da jornada escolar, mas pressupõe a articulação entre diferentes políticas públicas, saberes e atores sociais, promovendo experiências educativas conectadas às realidades dos territórios. Ao longo de seus capítulos, o livro aborda temas como territórios educativos, educação infantil, educação popular, educação ambiental, participação social, contextos indígenas e memória cultural, contribuindo para a qualificação do debate nacional sobre educação integral e intersetorialidade.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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