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Educação

Encontro discute intersetorialidade na educação integral

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A obra “Pensar a Educação Integral desde a Perspectiva da Intersetorialidade: sujeitos, saberes e territórios” será lançada no dia 17 de junho, das 9h às 17h (horário de Brasília), durante a III Reunião Técnica da Cátedra Unesco – A Cidade que Educa e Transforma. O evento, será realizado no auditório do Anexo II do MEC, em Brasília (DF), e contará ainda com transmissão ao vivo no canal da pasta no YouTube. 

A publicação é resultado de uma parceria entre o MEC, a Universidade Federal da Fronteira Sul (Uffs) e a Cátedra Unesco – A Cidade que Educa e Transforma, como parte das ações voltadas ao fortalecimento da educação integral em tempo integral no país. 

O lançamento integra a programação da III Reunião Técnica da Cátedra, que reunirá representantes do poder público, bem como de universidades, redes de ensino e instituições parceiras para debater experiências, desafios e perspectivas relacionados à articulação entre diferentes políticas públicas nos territórios. A abertura da programação será dedicada à apresentação da obra e ao diálogo com seus organizadores e colaboradores, promovendo uma reflexão sobre os fundamentos conceituais e as experiências que deram origem à publicação. 

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Ao longo do evento, especialistas participarão de debate sobre a integração entre educação, cultura, ciência, tecnologia, assistência social e demais políticas públicas que contribuem para a formação integral dos estudantes. A programação também será dedicada à apresentação de experiências concretas desenvolvidas por redes municipais de ensino que vêm construindo estratégias de articulação intersetorial em seus territórios. 

A realização da III Reunião Técnica reforça o compromisso do MEC com a consolidação da educação integral como política pública estruturante da educação básica brasileira. Ao promover o diálogo entre produção acadêmica, formulação de políticas e experiências territoriais, o encontro contribui com o fortalecimento das redes de cooperação e com a construção de estratégias capazes de ampliar a qualidade, equidade e efetividade das ações educacionais em todo o país. 

Conteúdo – A publicação é organizada por Jaqueline Moll, Cristiane Jung Abarno, Renata Gerhardt de Barcelos e Thiago Dutra de Camargo e produzida no contexto do Programa Escola em Tempo Integral. A obra reúne pesquisadores, gestores e educadores de diferentes regiões brasileiras para refletir sobre a intersetorialidade como princípio estruturante das políticas de Educação Integral. 

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A obra parte da compreensão de que a educação integral não se limita à ampliação da jornada escolar, mas pressupõe a articulação entre diferentes políticas públicas, saberes e atores sociais, promovendo experiências educativas conectadas às realidades dos territórios. Ao longo de seus capítulos, o livro aborda temas como territórios educativos, educação infantil, educação popular, educação ambiental, participação social, contextos indígenas e memória cultural, contribuindo para a qualificação do debate nacional sobre educação integral e intersetorialidade.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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