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Entre águas e saberes, o Centro-Oeste descobre a força da ciência

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Do Cerrado ao Pantanal, a popularização da ciência chega ao Centro-Oeste como objetivo principal da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) com exposições, feiras e encontros que unem escolas, universidades, pesquisadores e comunidades. Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o evento — que ocorre simultaneamente em todo o País — convida o público a refletir sobre o tema Planeta Água: a Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território. 

Em Brasília (DF), o movimento ganha força na Esplanada dos Ministérios, onde o MCTI reúne experiências imersivas e atividades interativas, aproximando o público da ciência que transforma o cotidiano. A Feira de Ciência e Tecnologia é o ponto de encontro entre curiosidade e inovação, com estandes do Pop Ciência, Geopark, Espaço Conexões e o Parque Pop Espacial, além de apresentações culturais e debates no Auditório Oceano. O público também acompanha o Laboratório das Marés, que reúne ações da Marinha do Brasil, do projeto Maré de Ciência e das Escolas Azuis, reforçando a importância de preservar a vida marítima e os recursos hídricos. 

Durante a abertura do evento na segunda-feira (20), a ministra do MCTI, Luciana Santos, anunciou uma chamada pública de R$ 100 milhões para o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O investimento vai mobilizar pesquisadores e startups em torno de um desafio urgente: garantir que o avanço tecnológico caminhe junto com a segurança da infância e da juventude. 

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Em Mato Grosso (MT), a SNCT toma forma no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, com uma programação que conecta sustentabilidade, bioeconomia e inclusão. Oficinas, exposições e debates mobilizam estudantes, pesquisadores e o público em torno de soluções para os desafios ambientais do estado. Um dos pontos altos é a premiação de até R$ 40 mil para pesquisadoras e pesquisadores que se destacam por suas contribuições científicas e sociais.  

Durante o evento, também foi lançada a 4ª edição da revista científica Educação C&T, com artigos de mais de 90 autores sobre temas como inteligência artificial, educação e desenvolvimento sustentável — um retrato do vigor da produção científica regional. 

Goiás (GO), por sua vez, transforma o Instituto Federal de Goiás (IFG) – Campus Goiânia em um grande laboratório de ideias. Integrado à Semana de Educação, Ciência, Tecnologia e Cultura (Secitec), o evento promove oficinas, debates e apresentações artísticas que unem ciência e expressão popular. A programação inclui palestras sobre saneamento, gestão de resíduos e mudanças climáticas, além de exposições como Cores do Cerrado, que traduzem em arte a biodiversidade e a força do bioma. 

No Mato Grosso do Sul (MS), o Instituto Federal (IFMS) de Aquidauana celebrou a SNCT com o tema Ciência para um Futuro Sustentável. Durante quatro dias estudantes, professores e comunidades locais participam de palestras, minicursos, rodas de conversa e apresentações culturais. A feira científica do campus expos projetos de pesquisa e inovação desenvolvidos pelos alunos, mostrando na prática como o conhecimento acadêmico pode gerar impacto social e ambiental. A proposta é despertar vocações e aproximar a ciência das realidades locais, fortalecendo a ideia de que o desenvolvimento sustentável começa na educação e na troca de saberes. 

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Como destacou a ministra Luciana Santos durante seu discurso na abertura do evento, em Brasília, “a Semana Nacional é uma oportunidade de mostrar que a ciência não está distante da vida das pessoas. Ela está no alimento que chega à mesa, na energia que usamos e nas soluções que precisamos construir para enfrentar as mudanças climáticas”. 

A SNCT é promovida pelo MCTI, sob a coordenação da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab). 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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