Brasil
Entrada de turistas internacionais em Pernambuco mais que dobra nos primeiros cinco meses do ano e é a maior da história
O número de chegadas de turistas internacionais bateu recorde em Pernambuco neste ano. De janeiro a maio, o estado recebeu 72.842 visitantes vindos de outros países – o maior da história e mais do que o dobro (104%) do registrado no mesmo período do ano passado, quando 35.777 estrangeiros desembarcaram no destino.
Analisando apenas o mês de maio, o aumento foi de 87%. No mês passado, Pernambuco recebeu 7.837 turistas internacionais. No mesmo período de 2025, 4.187 pessoas chegaram de outros países.
Os dados do Ministério do Turismo são da Polícia Federal e divulgados em parceria com a Embratur. Confira os números de chegadas de turistas internacionais de janeiro a maio de cada ano:
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2026: 72.842
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2025: 35.777
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2024: 24.607
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2023: 21.626
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2022: 7.599
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2021: 1.051
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2020: 21.711
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2019: 41.363
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2018: 39.893
Na avaliação do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o desempenho é resultado de uma série de ações que vêm ampliando a visibilidade do Brasil no mercado internacional. “Esse recorde histórico reflete diretamente o poder de atração dos cartões-postais pernambucanos, que vão muito além de sol e mar. O turista estrangeiro desembarca encantado por Fernando de Noronha e Porto de Galinhas, mas descobre uma riqueza única ao caminhar pelas ladeiras históricas de Olinda e pelo Recife Antigo. As águas calmas da Praia dos Carneiros, o ecoturismo de Bonito, o parque arqueológico do Vale do Catimbau e o clima ameno da nossa ‘Suíça Pernambucana’, Garanhuns, provam que o estado surpreende a cada quilômetro, consolidando-se como um gigante do turismo brasileiro”, afirmou.
Missão na China
Gustavo Feliciano, cumpriu agenda recentemente na China, com objetivo de atrair mais turistas para o Brasil. Ele participou da ITB China 2026, uma das principais feiras de turismo voltadas ao mercado asiático. A agenda ocorreu dias depois do Governo do Brasil anunciar a isenção de vistos para chineses que vêm ao país.
A medida, que passou a valer em 11 de maio, é válida até 31 de dezembro deste ano. A isenção engloba viagens para turismo ou negócios.
Na China, ele apresentou o potencial turístico do país à associação que reúne mais de 3 mil agências de turismo do país asiático, intensificando a estratégia de divulgar os destinos brasileiros naquele mercado.
O ministro também negociou a abertura de novas rotas entre os dois países e articulou parceria com a gigante Trip.com, uma das maiores companhias digitais de viagem do mundo. A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, numa ação em parceria com a Embratur.
Ainda em Xangai, o Ministério do Turismo lançou o guia de investimentos em mandarim, com projetos que podem chegar a US$ 4,5 bilhões. O objetivo é ampliar a presença de turistas e investidores chineses no Brasil.
Recorde
O Brasil registrou recorde histórico na chegada de turistas chineses em maio deste ano, quando 15.380 visitantes da China desembarcaram no país. O número é 75% maior em relação a maio de 2025, quando o Brasil recebeu 8.767 chineses.
No acumulado do ano, também houve aumento na chegada de chineses ao Brasil. De janeiro a maio, 55.260 visitantes daquele país vieram para o país – número 43% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, quando 38.607 visitantes chineses desembarcaram no Brasil.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Governo do Brasil lança chamada para remunerar mais de 2,3 mil famílias de povos e comunidades tradicionais da Amazônia
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lança Chamada Pública de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) voltada especialmente para pessoas de povos e comunidades tradicionais. Podem participar famílias que participam do Programa Territórios da Floresta nos estados do Acre e Amazonas.
A iniciativa beneficiará mais de 2.300 famílias, que poderão receber até R$ 8 mil em PSA, distribuídos em duas parcelas anuais de R$ 4 mil. A chamada contempla mais de 100 comunidades localizadas nos municípios de Feijó e Santa Rosa do Purus, no Acre, e Canutama, Careiro, Guajará, Humaitá, Itacoatiara, Lábrea, Manicoré e Nova Olinda do Norte, no Amazonas.
“Os povos e comunidades tradicionais são guardiões de alguns dos territórios mais conservados da Amazônia. Esta iniciativa é um apoio direto para garantir a permanência dessas populações em seus territórios, valorizando seus conhecimentos e promovendo o desenvolvimento sustentável”, afirma o secretário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima.
Os recursos serão destinados às famílias como reconhecimento pelos serviços ambientais associados à conservação da vegetação nativa, à prevenção de incêndios florestais, ao manejo sustentável dos recursos naturais, à vigilância territorial comunitária e à manutenção dos serviços ecossistêmicos que beneficiam toda a sociedade.
O investimento é de aproximadamente R$ 20 milhões, com recursos do Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund – GCF) no âmbito do Projeto Floresta+ Amazônia, iniciativa desenvolvida pelo MMA em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Inovação em políticas de conservação
A nova chamada representa uma inovação no Floresta+ Amazônia ao integrar instrumentos econômicos de conservação com o fortalecimento dos direitos de povos e comunidades tradicionais.
“Esta chamada pública representa uma evolução do trabalho desenvolvido pelo Projeto Floresta+ Amazônia nos últimos anos. A experiência acumulada demonstra que, quando associamos pagamentos por serviços ambientais à gestão territorial e à inclusão social, criamos condições mais favoráveis para a conservação de longo prazo. Agora, ampliamos essa estratégia para reconhecer e fortalecer comunidades tradicionais que desempenham um papel essencial na proteção da Amazônia”, ressalta o representante do PNUD no Brasil, Claudio Providas.
A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Sustentável do MMA, Edel Moraes, destaca que a medida vai além do incentivo. “A iniciativa reconhece os serviços ambientais e sociais que essas comunidades prestam a toda a sociedade brasileira, protegendo florestas, águas, a biodiversidade e os conhecimentos tradicionais. Trata-se da consolidação de uma política pública que compreende que não há conservação ambiental sem justiça social e sem a valorização daqueles que, há gerações, mantêm a floresta viva e produzem soluções para os desafios climáticos do nosso tempo”, enfatiza.
Além do benefício financeiro direto às famílias, o PSA para as famílias do Programa Territórios da Floresta busca fortalecer a gestão territorial comunitária, valorizar conhecimentos tradicionais e incentivar práticas sustentáveis capazes de gerar benefícios ambientais, sociais e climáticos de longo prazo.
Inscrições e mobilização comunitária
Desde maio, equipes do MMA, do PNUD e de instituições parceiras vêm realizando reuniões de apresentação da iniciativa junto às comunidades potencialmente beneficiárias.
A implementação da chamada seguirá os princípios de Consulta e Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI), conforme estabelece a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Dessa forma, as organizações do projeto buscam garantir a participação das comunidades e respeitar os seus próprios processos decisórios.
As inscrições serão abertas no dia 30 de junho e seguem até 31 de dezembro de 2026, sendo realizadas principalmente por meio de mutirões nas comunidades elegíveis. A mobilização contará com o apoio das equipes locais do Projeto Floresta+ Amazônia, além da parceria com organizações da sociedade civil e governos locais.
Acesse a chamada pública aqui
Sobre o Projeto Floresta+ Amazônia
O Projeto Floresta+ Amazônia é uma iniciativa de cooperação internacional do Governo do Brasil, coordenada pelo MMA, implementada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiada pelo Fundo Verde para o Clima (GCF).
A iniciativa promove a conservação e a recuperação da vegetação nativa por meio de mecanismos de PSA, contribuindo para o desenvolvimento sustentável, a inclusão produtiva, a geração de renda e a redução do desmatamento na Amazônia Legal.
Sobre o Programa Territórios da Floresta
O Programa Territórios da Floresta é uma ação dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que promove o reconhecimento e a regularização fundiária dos territórios de povos e comunidades tradicionais que usam ou ocupam florestas públicas federais não destinadas na Amazônia Legal.
Com esse programa, o governo brasileiro concederá o direito de uso coletivo dessas áreas para as comunidades por meio de um Contrato de Concessão de Direito Real de Uso (CCDRU), válido por prazo indeterminado e que confere segurança jurídica às comunidades e acesso a outras políticas que contribuem para o uso sustentável da natureza.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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