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Brasil

Encerramento da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias

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Concluiu-se hoje, em Campo Grande, a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS). A Conferência contou com mais de 2.400 participantes e produziu resultados relevantes para a conservação de espécies migratórias em escala global.

Foram incluídas 40 espécies nos Apêndices I e II, que preveem, respectivamente, proteção estrita e cooperação internacional para conservação e manejo sustentável. Destacam-se propostas apresentadas ou copatrocinadas pelo Brasil, como a inclusão do maçarico-de-bico-torto e do maçarico-de-bico-virado no Apêndice I; de petréis dos gêneros Pterodroma e Pseudobulweria nos Apêndices I e II; e do caboclinho-do-pantanal, do cação-cola-fina e do pintado no Apêndice II. Foram também acordadas 15 ações concertadas, incluindo iniciativa brasileira sobre o tubarão-mangona, além de medidas para a conservação de bagres migratórios amazônicos.

A Conferência aprovou a elaboração de estratégia de mobilização de recursos voltada ao apoio a países em desenvolvimento, conforme destacado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Segmento de Alto Nível e refletido na Declaração do Pantanal, endossada por 19 países.

O Brasil exercerá a presidência da COP no próximo triênio, com ênfase na ampliação das partes da CMS e no fortalecimento de sua implementação. A COP16 será realizada em Bonn, Alemanha, em 2029, por ocasião do cinquentenário da Convenção.

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Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil

Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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