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Em Quedas do Iguaçu, homens denunciados pelo MPPR por roubo e tortura são sentenciados a 44 anos, 10 meses e 18 dias e a 36 anos e 6 meses de prisão

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A Vara Criminal de Quedas do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado, condenou dois homens denunciados pelo Ministério Público do Paraná pelos crimes de posse de arma de fogo de uso proibido, roubo majorado, tortura e extorsão. Um dos denunciados foi sentenciado a 44 anos, 10 meses e 18 dias de prisão, e o outro a 36 anos e 6 meses de reclusão.

Áudio da Promotora de Justiça Mariana Pinheiro Souza

Segundo a denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça de Quedas do Iguaçu, os crimes foram praticados em 2 de outubro de 2024, tendo iniciado após a vítima ir ao bairro Beira Rio, onde os criminosos moravam, para reaver uma mobilete que havia vendido, mas que não foi paga. Inicialmente, os dois denunciados teriam derrubado o jovem de sua moto e, mediante o uso de violência e grave ameaça, roubaram o celular dele. Na sequência, obrigaram a vítima, que não tem antecedentes criminais, a declarar que “era ladrão” e que não praticaria mais roubos na região. Para obter tal declaração, que foi filmada com o celular roubado, torturaram o jovem, chegando a fazer um disparo de arma de fogo contra a mão dele. A sessão de tortura prosseguiu com o uso de golpes de facão dirigidos também à mão da vítima, para obrigá-la a não se opor à entrega da mobilete que havia ido reaver e a não denunciar os fatos à polícia.

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A vítima precisou de atendimento médico devido à gravidade dos ferimentos causados pelo tiro e pelos cortes de facão, o que levou a polícia a investigar o caso. Durante a apuração, foi localizada uma arma de fogo dissimulada, com aparência de caneta e, portanto, de uso proibido – a mesma utilizada para ferir a mão da vítima.

Os dois homens, que estão presos preventivamente, poderão recorrer das sentenças.

Processo nº 0002918-84.2024.8.16.0140

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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