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Agenda anual: Adapar promove ações de biosseguridade em granjas de todo o Paraná

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) promoveu, entre os dias 23 e 25 de setembro, uma força-tarefa de vistorias de biosseguridade em granjas avícolas da região de abrangência do Escritório Regional de Toledo, no Oeste do Estado. Esta é mais uma ação do planejamento da agência para assegurar a sanidade em granjas de corte e postura no território paranaense. A atividade foi conduzida por equipes formadas por fiscais e assistentes de fiscalização de defesa agropecuária.

Ao todo, nesta força tarefa, 20 servidores da Adapar trabalharam, divididos em cinco equipes, organizadas por empresa, para evitar o cruzamento de fluxo entre granjas de diferentes integradoras no mesmo dia. As inspeções tiveram como foco as condições estruturais, de limpeza e de organização dos estabelecimentos das cinco empresas e cooperativas com maior número de granjas na região.

Como resultado, foram vistoriados 573 núcleos avícolas em apenas três dias – uma média de 10 núcleos por servidor diariamente. Até o início da operação, o Escritório Regional de Toledo, que apresenta 1.217 núcleos avícolas com registro vigente, teve 47% destes núcleos vistoriados, permitindo aos servidores finalizar a totalidade das vistorias até o final do ano.

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A primeira força-tarefa organizada nesse sentido foi a de Toledo, na primeira metade de setembro. A ação foi discutida previamente em reuniões com empresas da região, para orientar e garantir que os produtores integrados possam verificar seus estabelecimentos com o intuito de receber as equipes de fiscalização nas melhores condições.

De acordo com a chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka, o esforço coletivo é determinante para o êxito das ações. “O resultado surpreendente da operação só foi possível graças ao empenho dos servidores envolvidos nos trabalhos de campo, que contou não só com profissionais do Escritório Regional de Toledo mas também dos escritórios Regionais de Ivaiporã, Maringá, Paranavaí, Cianorte, Pitanga, Cornélio Procópio e Jacarezinho”.

A iniciativa é parte do conjunto de medidas adotadas pela autarquia após os recentes focos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e Doença de Newcastle (DNC), registrados no Brasil. Essas atividades fazem parte do plano setorial do Departamento de Saúde Animal, que integra o novo Plano Estratégico da Adapar 2024-2027. Durante a ação foi aplicado um checklist de biosseguridade em estabelecimentos avícolas.

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Embora o Paraná não tenha identificado nenhum caso confirmado das doenças em granjas comerciais em seu território, a relevância da cadeia avícola para a economia estadual demonstra a importância do reforço contínuo das práticas de prevenção e contenção.

AÇÕES – As atividades vêm sendo realizadas periodicamente em 2025 desde abril, com início no Litoral, onde equipes especializadas monitoraram propriedades com criação de aves de subsistência e acompanharam espécies migratórias, com o apoio de drones. Também foram vistoriadas 394 granjas avícolas comerciais de postura registradas no Estado até o mês de maio.

Na fase atual, estão sendo inspecionadas 8.310 granjas avícolas comerciais de corte. A previsão é que até o final de dezembro esta fase seja concluída. Ainda neste ano, será feito um treinamento de capacitação para os servidores da Adapar, em resposta a suspeitas e emergências avícolas, com instruções teóricas e ações práticas.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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