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MPPR divulga dados sobre mortos em confrontos com forças de segurança estatais e apresenta canal para registros de ocorrências

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O Ministério Público do Paraná divulgou nesta terça-feira, 16 de junho, o balanço e a análise dos dados relativos a confrontos com forças estatais de segurança que resultaram em civis mortos ou feridos. Os números de 2025 mostram a ocorrência de 533 confrontos em 138 municípios paranaenses, que registraram 497 pessoas mortas e 126 feridas. Em comparação com 2024, que teve 433 ocorrências (com 412 mortos e 109 feridos), os números apresentaram crescimento de 23,1%: 20,6% nas mortes e 15,6% de pessoas feridas.

Entre as atribuições do Ministério Público está o controle externo da atividade policial, o que inclui o acompanhamento dos dados relativos aos confrontos. Para tanto, desde 2024, o MPPR estabeleceu novos parâmetros para a análise e tratamento desses números (dentro dos preceitos estabelecidos pelo Conselho Nacional do Ministério Público e pela Resolução 7.552/2024 da Procuradoria-Geral de Justiça), abordando os aspectos preventivo e repressivo e buscando uma compreensão mais aprofundada do fenômeno, suas causas, possíveis problemas e soluções. O estudo é elaborado de forma conjunta no MPPR pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Canal de comunicação – Considerando a importância das informações sobre cada caso concreto, outro aprimoramento da atuação do Ministério Público do Paraná em relação ao tema diz respeito à implementação de um canal de comunicação específico entre a instituição e as vítimas ou familiares de vítimas das ocorrências com as forças de segurança. A ferramenta já está disponível nos canais de atendimento do site do MPPR e permitirá ampliar as possibilidades de registro, o acompanhamento e a qualificação das informações recebidas pelas Promotorias responsáveis pela apuração, buscando o fortalecimento dos instrumentos de transparência e a resposta adequada às demandas da sociedade.

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Análise – É importante destacar que, desde 2024, a base de dados passou a incluir as ocorrências que resultaram em lesões corporais e não apenas em mortes, ampliando o escopo de análise (mudança que deve ser levada em consideração em eventuais comparações com períodos anteriores). O atual sistema inclui informações como, por exemplo, os tipos de intervenção que resultaram em morte ou lesão, o período de cada ocorrência e os fatos antecedentes ao confronto (como o disparo ou saque de arma de fogo pela vítima).

Com isso, é possível identificar características importantes, como o fato de que, em 2025, em 63,22% dos casos que resultaram em morte ou lesão corporal, a atuação policial teria ocorrido durante um crime em curso, ou seja, quando os agentes estatais de segurança abordaram pessoas que estavam cometendo crimes. Outro recorte diz respeito aos meios empregados pelas pessoas vitimadas. Em 74,10% das 533 ocorrências (395 casos), a vítima estaria com uma arma de fogo, e em 13,88% das situações (74 casos), a vítima portaria uma arma branca. 

Tendência nacional – Um dos aspectos que ganhou destaque na recente metodologia de análise dos dados é a relação dos números de mortes ou lesão corporal com outros dados utilizados pela área de segurança pública, especialmente o de Mortes Violentas Intencionais (MVI) – indicador que reúne todos os registros de homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte, roubo com resultado morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora dele (morte por intervenção legal de agente do estado). 

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Embora o critério tradicional aponte que, em 2024, as ocorrências de intervenção policial com resultado morte ou lesão corporal representaram 17,69% do total de mortes violentas intencionais registradas no Estado (2.329 casos), percentual que alcançou 22,1% em 2025 diante de 2.248 mortes violentas intencionais contabilizadas, a utilização isolada desse indicador revela limitações importantes para a compreensão do fenômeno. A redução das mortes violentas em geral, acompanhada pelo aumento proporcional das ocorrências decorrentes de intervenção policial, não permite, por si só, conclusões precisas sobre a dinâmica da atividade policial ou sobre a evolução dos riscos associados ao uso da força. É justamente diante dessa insuficiência analítica que o Ministério Público do Paraná vem promovendo a contínua qualificação dos dados do setor, incorporando indicadores relacionados ao volume de abordagens policiais, prisões em flagrante e à análise individualizada dos casos concretos. Trata-se da mesma diretriz que tem orientado a política institucional do MPPR na área de segurança pública, voltada à construção de diagnósticos mais precisos e capazes de refletir com maior fidelidade a realidade paranaense.

(Acesse a apresentação dos dados e a gravação da entrevista coletiva.)

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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MPPR recebe os primeiros Promotores de Justiça a partir do novo processo de permuta nacional de membros do MP

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O Ministério Público do Paraná recebeu nesta terça-feira, 6 de outubro, dois novos integrantes: os Promotores de Justiça Henrique Bottacin Saes e Rodrigo Moura Nunes. Vindos do Ministério Público de Minas Gerais, eles são os primeiros a ingressarem no MPPR por meio do processo de permuta interinstitucional de membros do Ministério Público, sistema estabelecido em fevereiro deste ano pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Em contrapartida, o MPMG passa a contar com os Promotores de Justiça Esdras Soares Vilas Boas Ribeiro, de Ponta Grossa, e Laís Goulart Muller, de Prudentópolis, que também tomaram posse nesta terça-feira (6).

A cerimônia foi conduzida pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, no gabinete da PGJ, em Curitiba, e reuniu integrantes do Ministério Público, amigos e familiares dos novos membros, que participaram presencialmente e ainda de forma remota, por meio de transmissão ao vivo, pelo canal do MPPR no YouTube.

Veja aqui as fotos da solenidade

Nas boas-vindas aos novos membros, Zanicotti destacou a importância histórica da posse a partir de permuta, uma conquista institucional fundamental pelo sentido da unidade ministerial efetiva, além de ressaltar aos empossados algumas “peculiaridades” do MP do Paraná: a atuação vocacionada e a defesa dos mais vulneráveis. “O Ministério Público das Araucárias é todo vocacionado e trabalha sempre em primeiro lugar pelos que mais precisam, pelas crianças, pelos idosos, pelos mais frágeis. Que bom que vocês têm história em Minas e agora esperamos uma nova história aqui. Contamos com vocês para fazer a diferença pelo Paraná”.

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O Procurador-Geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso Morais Filho, enviou um vídeo, exibido na solenidade, para agradecer aos Promotores que deixam o MPMG e ainda dar as boas-vindas aos que passam  a integrar a instituição. “É um momento de alegria e aproximação nacional, que reforça o caráter uno do Ministério Público brasileiro. Agradeço e desejo sucesso a todos”, afirmou.

Os Promotores de Justiça empossados agradeceram a oportunidade, enalteceram a experiência que tiveram no MP mineiro e reforçaram a alegria de iniciarem uma nova etapa em suas carreiras, agora mais perto das suas origens: Henrique é paranaense e Rodrigo do Rio Grande do Sul. “Renovo aqui meu compromisso em servir a população com integridade, mantendo sempre a humildade. Estou enfim em casa”, disse Henrique. Rodrigo destacou os anos de aprendizado e a nova jornada que inicia, agora pelo MPPR: “Chego aqui com minha bagagem, mas sabendo que tenho muito que aprender e disposto a fazer o melhor pela sociedade paranaense”.

Posse permuta

Permuta posse

Posse permuta

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Posse permuta

Luta associativa

A solenidade teve ainda a presença da Ouvidora-Geral do MPPR, Procuradora de Justiça Lúcia Inez Giacomitti Andrich, e de falas de representantes da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP) e da Corregedoria-Geral do Ministério Público do Paraná. O Presidente da APMP, Fernando da Silva Mattos, saudou os novos membros e falou da vitória histórica associativa que é representada pelo ingresso deles via permuta. “Foram muitos anos de luta. Vocês representam o ponto inicial, a materialização dessa grande conquista”, afirmou.

Unidade

O Corregedor-Geral do MPPR, Procurador de Justiça Ney Roberto Zanlorenzi, também falou da importância do novo sistema regulamentado pelo CNMP. “A unidade é um dos primeiros princípios institucionais do Ministério Público, Com essa emenda do CNMP esse princípio ganha tradução completa”, disse, desejando ainda aos novos membros que encontrem no Paraná um lugar para viver com alegria e a servir com presteza.

Resolução

O CNMP publicou em 25 de fevereiro a Resolução nº 323/2026, que estabeleceu as normas para a realização de permuta entre membros dos MPs dos Estados. O ajuste ocorre mediante análise de conveniência e oportunidade de cada unidade e pode ser realizado entre membros de diferentes estados, ambos de mesma entrância ou categoria. A íntegra da resolução pode ser acessada aqui.

Fonte: Ministério Público PR

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