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Em Curitiba, 36 bairros não tiveram homicídios dolosos no primeiro semestre deste ano

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O primeiro semestre registrou uma redução de 20% no índice de homicídios dolosos em todo o Paraná, se comparado com o mesmo período de 2018, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (7) pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp-PR). Assim como o Paraná, que Curitiba acompanhou a tendência de queda do Estado e registrou 20,5% menos casos. De janeiro a junho de 2019 foram 120 homicídios, contra 151 no mesmo período do ano anterior. O mais interessante é que 36 dos 75 bairros da capital não registraram nenhum homicídio nos primeiros seis meses deste ano.

Os bairros que zeraram o índice estão distribuídos por toda a cidade. Entre eles estão Abranches, Ahú, Batel, São João, Boa Vista, Capão da Imbuia, Guabirotuba, Jardim Botânico, Mercês, Santa Felicidade, Tingui (veja na lista completa). O Centro da Capital tambémnão registrou nenhuma ocorrência de homicídio doloso, bem diferente do ano anterior, quando houve oito episódios. O bairro campeão de homicídios foi a Cidade Industrial, com 11 mortes, mas mesmo assim, o número foi bem menor que o registrado no ano passado, quando chegou a 29. O segundo lugar no ranking de mortes é dividido entre Sítio Cercado e o Tatuquara, com nove mortes cada um.

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Segundo o secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, a queda nos índices de criminalidade é resultado de um conjunto de esforços. “Estamos trabalhando para combater o crime em todas as suas modalidades. O trabalho de inteligência, integração e planejamento de ações é constante para fornecer maior segurança para todos os paranaenses. E isso se reflete nas estatísticas de homicídio, furto e roubo”, afirma. Marinho atribuiu a diminuição dos números à integração entre as forças policiais, ao patrulhamento preventivo e ostensivo, e às investigações mais ágeis da polícia judiciária, que prendem criminosos e acabam por inibir novos crimes.

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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