Paraná
Em apenas 20 dias, Operação Mulher Segura faz 122 prisões no Paraná
Em 20 dias, a Operação Mulher Segura, lançada pelo Governo do Estado e executada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, realizou 122 prisões. Do total, 80 ocorreram em cumprimento de mandados em aberto, relacionados a crimes como violência doméstica, crimes sexuais, feminicídio e descumprimento de medidas protetivas, além de outras 42 prisões realizadas em flagrante, evidenciando a eficácia das ações empreendidas pelas forças de segurança.
Inserida nas ações de segurança do Governo do Estado, a operação busca reforçar a proteção e garantir os direitos das mulheres em todas as regiões do Paraná. “A Operação Mulher Segura continua em andamento e as forças de segurança permanecem dedicadas a garantir que todas possam viver livres de violência e com dignidade”, afirmou o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira. “Continuaremos firmes, porque este é apenas o começo de uma jornada em direção a um futuro mais seguro para todas as mulheres”.
A operação, que conta com o apoio de diversas instituições e das forças da Segurança Pública, tem como principal objetivo reprimir crimes contra mulheres, além de prevenir e oferecer suporte às vítimas, garantindo que recebam o auxílio necessário para superar essas situações de violência.
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A Operação Mulher Segura atua em conjunto com o Comitê Interestitucional de Enfrentamento às Violências contra as Mulheres do Paraná. Instituído no fim de fevereiro, o comitê tem objetivo não só de combater a violência, mas também de qualificar o atendimento a mulheres em situação de violência.
A ações está estruturada em quatro frentes de atuação: palestras, reforço do cumprimento de mandados judiciais em aberto contra os agressores, visitas às vítimas e aos agressores para acompanhamento das ocorrências, além de monitoramento de quem já é acusado ou condenado por violência contra a mulher.
A Operação Mulher Segura já promoveu um ciclo de palestras educativas em diversas cidades. Até o momento, mais de 3 mil pessoas participaram de 36 eventos, realizados em Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Araucária, Almirante Tamandaré, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Paranaguá, Paranavaí, Cascavel, Toledo, Santa Helena, Medianeira, Foz do Iguaçu, Umuarama e Santa Izabel d’Oeste.
As palestras são ministradas por policiais e outros profissionais, abordando temas como prevenção de crimes, enfrentamento da violência doméstica, empoderamento, autodefesa, entre outros. Haverá também palestras ao público geral sobre a conscientização de combate à violência contra a mulher.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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