Economia
Dólar opera em alta, com atenção a dados dos EUA e Previdência
O dólar opera em alta nesta sexta-feira (5), após atingir menor patamar em três meses na véspera com a aprovação do texto-base da reforma da Previdência na comissão especial.
Às 10h, a moeda norte-americana subia 0,42%, vendida a R$ 3,8153. Veja mais cotações.
Cenário local
No cenário local, os investidores monitoram os próximos passos da votação da reforma. De acordo com o ValorOnline, os agentes analisam o resultado da votação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, com aprovação por 36 votos a 13, que aumenta as chances de votação no plenário antes do recesso parlamentar (de 18 a 31 de julho).
O mercado tem pressa com a primeira votação porque o Comitê de Política Monetária (Copom) atrelou a decisão de cortar juros ao avanço da reforma. Portanto, a escolha que será feita na reunião marcada para o fim deste mês depende da aprovação ou não em plenário no primeiro turno.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, já começou a olhar para as próximas metas. Após a Previdência, o governo vai priorizar a mudança na estrutura tributária e no pacto federativo brasileiro. Na quinta-feira, o ministro disse que o restante do programa econômico será anunciado neste semestre, mas adiantou que as duas principais frentes da agenda serão a desvinculação de receitas e despesas públicas e simplificação de impostos.
No cenário externo, dados de emprego nos EUA mostraram que a criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos se recuperou com força em junho.
Pregão anterior
No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,67%, vendida a R$ 3,7993 – menor patamar de fechamento desde 20 de março (R$ 3,7641). Em julho, a moeda já caiu 1,04%. No ano, tem queda de 1,93%.
Economia
Alckmin: Reforma tributária gera eficiência econômica e desenvolvimento
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, classificou a reforma tributária como histórica, por simplificar as regras, trazer eficiência econômica e gerar desenvolvimento ao país. Nesta terça-feira (13/01), ele participou de cerimônia de sanção da lei que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), órgão responsável por gerir e coordenar operacionalmente o novo imposto que será compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios.
“Essa é uma reforma histórica, porque ela traz eficiência econômica, ela simplifica. Cinco impostos viram um IVA dual”, destacou Alckmin, lembrando que o empresário enfrenta um “labirinto tributário” para atender a diferentes regras federais, estaduais e municipais.
O ministro citou estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que estima um crescimento de mais de 12% do PIB brasileiro, em 15 anos, aumento de 14% dos investimentos e de 17% das exportações, após a reforma.
“O poder de tributar não pode ser um poder para destruir, ele deve ser um poder para instruir e construir”, pontuou Alckmin.
Na ocasião, o presidente Lula destacou a dedicação e o diálogo entre todos que trabalharam na construção e aprovação da reforma tributária.
“Se não fosse essa dedicação, a gente não estaria hoje vivendo esse momento histórico(…). O que nós estamos falando aqui é que nós vamos apertar um botão para fazer funcionar um sistema que é uma espécie de um teste. Durante todo esse ano, esse sistema vai funcionar como teste para que, quando chegar a 1º de janeiro de 2027, a sociedade brasileira ganhe”, afirmou o presidente.
Plataforma Digital
A solenidade em Brasília marcou o início da fase de implementação da nova arquitetura tecnológica que dará sustentação à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), no contexto da Reforma Tributária aprovada pelo Congresso Nacional. Durante a cerimônia, também foi lançada a Plataforma Digital da Reforma Tributária.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lembrou que a reforma tributária beneficia os mais pobres.
“É uma das primeiras reformas tributárias sobre o consumo que tem pretensão de ter progressividade, porque o pobre recebe cashback sobre um conjunto expressivo de bens tributados, mas que ele não vai pagar imposto. Além de uma cesta básica muito mais generosa, com proteína animal, e de uma cesta de medicamentos essenciais, que também não serão tributados”, explicou.
Regulamentação
A sanção da nova lei marca o ingresso do país em uma era de federalismo cooperativo com a gestão e fiscalização do IBS, em colaboração e parceria inédita entre as administrações tributárias dos entes federados.
A nova lei regulamenta a gestão e a fiscalização do IBS, que vai substituir o principal imposto estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e o principal imposto municipal, o Imposto Sobre Serviços (ISS). A estrutura de um Comitê Gestor é fundamental para garantir a simplificação ao contribuinte, a uniformidade do cashback e garantir transparência e celeridade na devolução dos créditos.
Além disso, a nova lei estabelece também que o imposto estadual sobre heranças deverá ser progressivo. As alíquotas do Imposto sobre Transmissão Causa mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD) serão definidas por cada Estado, respeitado teto de alíquota definido pelo Senado Federal.
Saiba mais no site do Planalto.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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