Agro
Do campo às vitrines: tecnologia agrícola garante qualidade do algodão e impacto direto na indústria da moda
A qualidade das roupas de algodão que chegam às vitrines no Brasil e no mundo começa muito antes da indústria têxtil. Ela é definida ainda no campo, onde tecnologia, precisão e manejo agrícola determinam características essenciais da fibra, como maciez, resistência e durabilidade.
O algodão, fibra vegetal mais comercializada do mundo, tem no Brasil um dos seus principais polos de produção. O país é hoje o terceiro maior produtor global da cultura, com exportações para mais de 150 países e forte presença em mercados como China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão.
Segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa), a cotonicultura já ocupa posição de destaque na economia agrícola brasileira, movimentando cerca de R$ 33 bilhões e consolidando-se como a quarta maior cultura temporária do país.
Tecnologia no campo define qualidade da fibra e competitividade do setor
Especialistas destacam que a excelência da fibra de algodão começa na etapa de plantio, com impacto direto na uniformidade da lavoura e no desenvolvimento das plantas. A precisão na semeadura é considerada um dos fatores determinantes para a produtividade e para a qualidade final da pluma.
Nesse contexto, o uso de máquinas agrícolas de alta tecnologia tem sido decisivo para o avanço da cotonicultura, especialmente em regiões produtoras como o oeste da Bahia, segundo maior estado produtor do país.
De acordo com Leonardo Casali, coordenador de Marketing de Produto da Fendt, a eficiência no campo é resultado direto da integração entre tecnologia e gestão de custos.
“O algodão é um cultivo muito caro, seu custo inicial de plantio é muito alto e, por isso, é necessário ter o máximo de produtividade e o menor desperdício possível. Quando falamos em tecnologia, toda operação é baseada em três pilares: eficiência, produtividade e custo-benefício”, afirma.
Plantio de precisão melhora germinação e uniformidade das lavouras
A tecnologia aplicada ao plantio tem papel fundamental na formação de lavouras mais uniformes e produtivas. O uso de sistemas que evitam sobreposição de sementes e garantem profundidade e espaçamento adequados contribui para uma germinação mais consistente.
Esse processo reduz a competição entre plantas por luz, água e nutrientes, resultando em lavouras mais vigorosas e fibras com maior qualidade industrial.
Entre as soluções utilizadas no campo estão plantadeiras de alta precisão, como equipamentos que distribuem melhor o peso e acompanham a variação do terreno, garantindo maior estabilidade operacional.
Segundo especialistas, tecnologias de controle de profundidade e pressão no sulco de plantio contribuem para um ambiente mais adequado ao desenvolvimento inicial da cultura, refletindo diretamente na produtividade final.
Pulverização no algodão exige alta eficiência e tecnologia avançada
Outra etapa decisiva na cotonicultura é a pulverização, que exige alto nível de controle devido à sensibilidade da cultura e à intensidade de manejo. Diferentemente de outras culturas, o algodão pode demandar mais de 20 aplicações de defensivos ao longo do ciclo produtivo.
O controle eficiente de pragas e o manejo adequado da planta são fundamentais para manter a altura ideal da lavoura e facilitar a colheita mecanizada.
Nesse cenário, pulverizadores autopropelidos de alta performance têm ganhado espaço no campo brasileiro, permitindo maior cobertura operacional e redução de perdas.
Automação e precisão aumentam eficiência e produtividade no campo
Tecnologias embarcadas em pulverizadores modernos contribuem para maior precisão na aplicação de insumos e otimização do tempo de operação. Sistemas de controle de vazão, recirculação de calda e sensores de altura ajudam a garantir uniformidade na aplicação e reduzir desperdícios.
Segundo especialistas, a eficiência na pulverização pode elevar a produtividade em até 10%, principalmente pelo melhor controle de pragas e plantas daninhas.
Além disso, a automação permite ganhos operacionais relevantes, com maior velocidade de aplicação e melhor aproveitamento da janela agrícola.
Tecnologia no campo agrega valor à indústria têxtil global
De acordo com o especialista, a adoção de tecnologias agrícolas no plantio e na proteção da lavoura não impacta apenas a produtividade do produtor, mas também toda a cadeia da moda e do consumo final.
“Quando o produtor brasileiro investe em tecnologias para o plantio e pulverização, ele não está apenas otimizando sua produtividade, mas também determinando o alto valor agregado da roupa que vestirá consumidores em dezenas de países”, destaca Casali.
A cadeia do algodão evidencia, assim, a conexão direta entre inovação no campo e qualidade do produto final, reforçando o papel estratégico do agronegócio brasileiro no mercado global da moda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Beef Hour das Raças na Feicorte 2026 reunirá 16 tipos de proteína e reforça integração da cadeia da carne no Brasil
A Beef Hour das Raças será um dos principais destaques da Feicorte 2026 – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que acontece de 23 a 26 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP). A ação reforça a integração da cadeia produtiva da carne ao reunir genética, tecnologia e experiência sensorial em um mesmo ambiente.
Nesta edição, a atração amplia sua proposta e passa de 14 para 16 variedades de proteínas, consolidando-se como uma das maiores experiências gastronômicas e técnicas do setor pecuário brasileiro.
Degustação reúne 16 variedades e evidencia diversidade da proteína animal
A iniciativa será realizada em parceria com associações nacionais de criadores e produtores de todo o país, destacando a diversidade e a evolução da pecuária brasileira.
O cardápio contará com carnes de:
- Nelore
- Tabapuã
- Brahman
- Sindi
- Gir
- Guzerá
- Brangus
- Senepol
- Angus
- Bonsmara
- Montana
- Wagyu
- Caracu
- Texas Longhorn
Além dessas raças bovinas, a edição de 2026 traz duas novidades: carne de búfalo e cordeiro da raça Suffolk, ampliando o leque de proteínas apresentadas ao público.
Experiência conecta consumidor à cadeia produtiva da carne
Segundo a CEO da Verum, empresa organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio, a Beef Hour das Raças reforça a conexão entre o campo e o consumidor final, evidenciando o valor agregado da cadeia produtiva da carne.
A proposta é mostrar, de forma prática, como o avanço genético, a nutrição e a gestão de produção impactam diretamente na qualidade da proteína que chega ao mercado.
Zebu e cruzamentos industriais reforçam eficiência produtiva
A presença expressiva das raças zebuínas na programação, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), reforça o papel dessas genéticas na pecuária tropical.
Para o coordenador da ação pela ABCZ e presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Gir (Assogir), Jorge Sab, o Zebu é estratégico para atender à crescente demanda global por carne de forma eficiente e sustentável.
Segundo ele, a Beef Hour contribui para aproximar o consumidor da pecuária moderna e destacar o potencial de cortes especiais produzidos a partir dessas raças.
Raças europeias e adaptadas ampliam eficiência e qualidade da carne
A participação de raças como Angus e Senepol reforça o avanço dos cruzamentos industriais no Brasil, voltados à eficiência produtiva e qualidade de carne.
De acordo com a Associação Brasileira de Angus, iniciativas como a Beef Hour ajudam a consolidar a raça como referência em programas de carne premium no país.
Já a Associação Brasileira dos Criadores de Senepol destaca a importância da adaptação ao clima tropical, com desempenho produtivo aliado à maciez e qualidade da carne.
A ABCB Bonsmara também ressalta o equilíbrio da raça entre desempenho, adaptação e qualidade de carcaça, com foco em eficiência econômica e produtividade em diferentes sistemas de produção.
Búfalo e cordeiro Suffolk estreiam na experiência gastronômica
Uma das principais novidades da Feicorte 2026 será a entrada da carne de búfalo na Beef Hour das Raças, marcando a participação da bubalinocultura no evento.
Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos, a carne de búfalo vem ganhando espaço por seu alto teor proteico e características nutricionais diferenciadas, atendendo a um mercado em expansão.
Também estreia a carne de cordeiro da raça Suffolk, representando a ovinocultura de corte. A raça se destaca pela precocidade, acabamento de carcaça e maciez da carne, sendo referência na produção de cortes premium.
Feicorte reforça integração entre genética, produção e consumo
A Beef Hour das Raças consolida a Feicorte 2026 como um dos principais eventos da cadeia da carne na América Latina, ao integrar genética animal, tecnologia, produção e consumo em uma experiência única.
A ação reforça o protagonismo da pecuária brasileira na oferta de proteínas de alta qualidade e na evolução contínua dos sistemas produtivos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Paraná7 dias agoMPPR empossa dois Procuradores de Justiça nesta sexta-feira (19)
-
Agro7 dias agoPreço da maçã segue em queda no Brasil com estoques elevados e mercado saturado
-
Paraná5 dias agoCerimônia marca a posse de Simone Maria Tavarnaro Pereira e Roberto Ouriques como Procuradores de Justiça
-
Esportes6 dias agoGana vence Panamá na estreia e assume vice-liderança do Grupo L
-
Esportes6 dias agoColômbia vence Uzbequistão e assume a ponta do Grupo K na Copa do Mundo
-
Política Nacional7 dias agoCâmara aprova dispensa de licitação para SUS comprar hemoderivados de empresa pública
-
Paraná7 dias agoCedca abre inscrições para eleição de representantes da sociedade civil
-
Política Nacional7 dias agoCDH aprova vagas de aprendizagem para jovens em acolhimento
