Paraná
Desenvolvimento sustentável: Estado e OAB-PR firmam parceria para ampliar apoio aos municípios
Os municípios paranaenses ganharam um novo reforço para o planejamento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Nesta terça-feira (30), durante abertura do Seminário Estadual pela Municipalização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Semunods), a Casa Civil do Governo do Paraná, por meio da Superintendência-Geral de Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES), assinou um Acordo de Cooperação Técnica com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR) para ampliar a implementação do Programa POLIS nos municípios paranaenses. O evento acontece no Tribunal de Contas do Estado do Paraná.
O programa oferece apoio técnico às prefeituras para identificar necessidades locais, elaborar diagnósticos, estruturar projetos e aprimorar o planejamento da gestão pública. As equipes da SGDES atuam diretamente nos municípios para auxiliar na construção de projetos e ampliar o acesso a financiamentos voltados ao desenvolvimento sustentável. O objetivo é transformar os ODS da Agenda 2030 em ações concretas em todas as regiões do Estado.
Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015, a Agenda 2030 reúne 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável voltados à erradicação da pobreza, proteção do meio ambiente, crescimento econômico e melhoria da qualidade de vida da população.
A superintendente-geral de Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES), Keli Guimarães, explicou que um dos principais objetivos do Programa POLIS é aproximar a Agenda 2030 da realidade dos municípios paranaenses. Segundo ela, a iniciativa oferece metodologia, diagnósticos e apoio técnico para que as prefeituras desenvolvam políticas públicas baseadas em evidências e adequadas às necessidades locais.
“Muitas pessoas perguntam o que a Agenda 2030 tem a ver com os municípios. Tem muito. A Agenda serve para mapear a realidade, baseada em evidências, e levar aos municípios uma melhor maneira de aplicar os recursos públicos, com transparência e impacto na vida da população”, afirmou”.
APOIO FORMALIZADO – A parceria formalizada nesta terça-feira amplia a estratégia do Governo do Estado ao incorporar a estrutura da OAB-PR ao programa. Com presença em todas as regiões do Paraná, a entidade atuará na mobilização institucional, capacitação e disseminação da Agenda 2030 junto aos municípios.
A vice-presidente da OAB Paraná, Graciela Iurk Marins, explicou que a entidade contribuirá com ações de capacitação, mobilização institucional e apoio à implementação da Agenda 2030. Segundo ela, a atuação conjunta permitirá aproximar ainda mais as políticas públicas da realidade dos municípios. “Comprometimento precisa virar planejamento. Planejamento precisa virar ação. E a ação precisa virar resultado concreto na vida das pessoas. O Programa POLIS oferece metodologia, ferramentas, diagnóstico territorial e planejamento orientado por evidências”, destacou.
DECLARAÇÃO DE COMPROMISSO – Além da assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a SGDES e a OAB-PR, a abertura do Semunods foi marcada pela assinatura da . O documento reafirma o compromisso das instituições paranaenses com a Agenda 2030 e fortalece a atuação conjunta para ampliar a implementação dos ODS nos municípios.
O Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Governo do Estado e a OAB-PR tem vigência de dois anos e prevê ações conjuntas de articulação institucional, capacitação, mobilização, comunicação e apoio à governança local, sem transferência de recursos financeiros entre as instituições.
Além do apoio técnico e da mobilização institucional, a estratégia prevê o acompanhamento dos resultados das políticas públicas desenvolvidas pelos municípios, papel desempenhado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) por meio de instrumentos de avaliação da governança e da gestão municipal.
O presidente do TCE-PR, Ivens Linhares, afirmou que o desafio é avaliar não apenas a regularidade dos gastos públicos, mas também os impactos das políticas implementadas na vida da população. “Não podemos deixar de verificar se, lá na ponta, o resultado está sendo atingido, se o ensino está sendo melhorado, se a prestação está sendo de boa qualidade e se o serviço de saúde está funcionando adequadamente”, disse.
SEMUNODS – O acordo de Cooperação Técnica foi assinado durante a abertura do Seminário Estadual pela Municipalização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Semunods), que reúne representantes do poder público, órgãos de controle, universidades, setor produtivo e sociedade civil para discutir estratégias de implementação da Agenda 2030 nos municípios paranaenses.
O evento segue até quarta-feira (1º) com painéis, palestras e apresentações de boas práticas voltadas ao fortalecimento da gestão pública municipal. A programação reúne especialistas, gestores públicos e representantes de instituições nacionais e internacionais para debater governança, desenvolvimento sustentável e estratégias de implementação da Agenda 2030 no Paraná.
PRESENÇAS – Também participaram do evento o procurador-geral do Ministério Público de Contas do Paraná (MPC-PR), Gabriel Guy Léger; o chefe do Escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Moraes; a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira; a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Luciana Aguiar; o coordenador executivo da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Ivan Ricardo Fernandes; e, de forma remota, o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério das Cidades, embaixador Antonio da Costa e Silva.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR ajuíza ação civil pública para que Município de Rio Branco do Sul garanta infraestrutura básica a cerca de 800 famílias que vivem em área de risco
O Ministério Público do Paraná ajuizou ação civil pública para garantir que o Município de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, providencie a realocação de 104 famílias que atualmente vivem na localidade conhecida como Pinheirinhos, no bairro Madre, sem acesso a direitos constitucionais básicos. A ação foi proposta pela 2ª Promotoria de Justiça de Rio Branco do Sul após apuração que constatou a omissão do Município em garantir infraestrutura básica aos moradores da região. Ao todo, aproximadamente 800 pessoas vivem em áreas de preservação permanente e em locais considerados de alto risco ambiental.
Áudio da Promotora de Justiça Thaís Bueno Martins Ribeiro
As apurações realizadas pelo Ministério Público constataram que as famílias não contam com serviços públicos básicos. O abastecimento de água e energia elétrica, por exemplo, é feito por meio de ligações precárias e clandestinas, com o uso de mangueiras e extensões de fios. As moradias também não dispõem de saneamento básico regularizado. Os dejetos são lançados em um rio localizado nas proximidades ou destinados a fossas sépticas construídas pelos próprios moradores, de eficácia duvidosa.
A região também apresenta problemas relacionados à iluminação pública e à pavimentação das vias. Muitas residências, inclusive, já foram atingidas por deslizamentos de terra. Esse cenário impõe aos moradores, ainda, severas dificuldades de inserção no mercado formal de trabalho, fazendo com que muitas famílias dependam de atividades informais, aposentadorias por invalidez ou benefícios governamentais.
No curso das investigações, a própria Administração Municipal atestou que a comunidade vive em situação de extrema vulnerabilidade social. A renda per capita das famílias não ultrapassa R$ 210,00, e a maior parte dos lares é chefiada por mulheres. Também há presença significativa de idosos e pessoas com deficiência, “consolidando um território marcado por diuturnas violações de direitos”.
Providências – A judicialização do caso ocorre após diversas tentativas de solucionar o problema pela via administrativa, incluindo o envio de recomendações e propostas para a celebração de termos de ajustamento de conduta, sem que, contudo, a situação fosse resolvida. Na ação, o Ministério Público requer que o Município providencie, de forma imediata, a realocação provisória dos moradores para locais seguros, arcando com o pagamento contínuo de aluguel social para todas as famílias atingidas, até a implementação do reassentamento habitacional definitivo.
O MPPR também requer o levantamento imediato de todas as famílias que residem nas áreas de maior risco do bairro Madre, com o cadastramento dos moradores e o registro de suas respectivas condições socioeconômicas. Outra medida solicitada é que o Município apresente um cronograma exequível para a desapropriação de uma área segura, a realização de licitação e a construção e entrega de novas moradias à população local.
Autos nº 6000211-49.2026.8.16.0147
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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