Paraná
DER/PR reforça sinalização da PRC-158 no acesso à Usina de Salto Santiago, no Sudoeste
A rodovia PRC-158, em Saudade do Iguaçu, na região Sudoeste, recebeu reforço de sinalização, do acesso à Usina Hidrelétrica de Salto Santiago até o entroncamento com a PR-281. O trecho atendido pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) possui uma extensão de 23,67 quilômetros.
Além da nova sinalização horizontal, pintada com tinta resina acrílica, foram instaladas tachas refletivas para melhorar a visibilidade dos condutores no período noturno. O reforço de segurança viária da rodovia estadual beneficia toda região de Saudade do Iguaçu e municípios vizinhos, como Sulina, Chopinzinho, São João e Rio Bonito do Iguaçu.
A rodovia estadual dá acesso a uma das maiores usinas hidrelétricas do Paraná, que diariamente recebe visitantes para conhecer as instalações e apreciar as quedas do Rio Iguaçu.
A Usina de Salto Santiago está em operação desde 1980, sendo a terceira maior hidrelétrica do Paraná, com capacidade de 1.420 MW capazes de atender 11 milhões de habitantes, inclusive de outras regiões do país.
Os serviços na PRC-158 estão inclusos no Programa de Segurança Viária das Rodovias Estaduais (Proseg Paraná) do DER/PR, sendo um dos maiores programas do Brasil voltado especificamente para diminuir o número de mortes nas rodovias estaduais e federais.
São elaborados projetos executivos, com execução de sinalização horizontal, sinalização vertical e instalação de dispositivos de segurança. Outras rodovias da região Sudoeste foram recentemente contempladas pelo programa, como a PR-281, PR-475, PR-493 e PR182.
O Proseg Paraná conta com oito lotes diferentes para atender toda a malha rodoviária estadual. A PRC-158 integra o lote 8, que contempla 1.185,41 quilômetros de rodovias do Sudoeste, com investimento de R$ 46.168.580,06 do governo estadual, e contrato até novembro de 2024.
Somente em segurança viária, o investimento do Governo do Paraná é de R$ 412,2 milhões, com atendimento a 9.965,43 quilômetros de rodovias do Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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