Paraná
Asfalto Novo, Vida Nova: governador libera mais R$ 26,8 milhões para 7 municípios
Mais R$ 26,8 milhões foram liberados pelo Governo do Estado para sete municípios por meio do programa “Asfalto Novo, Vida Nova”. Os repasses foram assinados pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (7) e se destinam a Renascença, Jundiaí do Sul, Nova América da Colina, Foz do Jordão, Porto Barreiro, Ramilândia e Rancho Alegre do Oeste. As prefeituras entram com contrapartida de R$ 6,3 milhões, totalizando de R$ 33,1 milhões de investimentos em pavimentação e outras melhorias.
Os recursos são de transferência voluntária, modalidade de repasse pela qual os municípios não precisam devolver o dinheiro ao Estado. O programa, que prevê em sua primeira fase a pavimentação asfáltica de 100% das vias urbanas dos 160 municípios do Paraná com até 7 mil habitantes, é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, Assembleia Legislativa e prefeituras.
O investimento total para acabar com as ruas de chão batido destas cidades é de R$ 500 milhões. “É um dinheiro que o município não precisa devolver, ou seja, um recurso direto do caixa do Estado, que está transformando as vidas das pessoas. Estamos fechando com estas 160 cidades, aproximadamente 400 km de asfalto novo nos municípios, é o maior Programa do Brasil”, destaca o governador Ratinho Junior.
Para receber os repasses, as prefeituras apresentam projetos à Secretaria das Cidades (Secid) com suas necessidades, que são analisadas pelo Paranacidade – serviço social autônomo responsável por executar atividades e serviços de desenvolvimento regional e urbano nos municípios.
Além do asfaltamento de ruas das áreas urbanas dos municípios, o programa prevê a instalação de sistema de drenagem de águas pluviais, paisagismo, sinalização, arborização e a substituição de 100% das luminárias de vias públicas por sistemas a LED, que são mais eficientes e mais econômicas.
Camila Mileke Scucato, superintendente executiva do Paraná Cidade e secretária interina das Cidades, afirmou que o programa está mudando a vida nos municípios. “São regiões e ruas que estão ainda com o leito natural, onde existe o pó em dia de calor, a lama em dia de chuva e a gente observa as mudanças que acontecem nas vidas das pessoas com o asfalto”, destacou.
RENASCENÇA – O maior investimento assinado nesta terça-feira será destinado a Renascença, no Sudoeste do Paraná. São R$ 9,1 milhões para pavimentação. Deste total, como contrapartida, o município de 6,8 mil moradores vai investir R$ 4,1 milhões em asfaltamento.
O prefeito Idalir João Zanella disse que o investimento será feito em aproximadamente dois quilômetros de uma avenida que irá beneficiar trabalhadores na área industrial. “É uma avenida com 24 metros de largura, com calçada, com canteiro, uma via muito importante para nós, pois ela vai auxiliar as pessoas que trabalham na área industrial”, destacou o prefeito.
JUNDIAÍ DO SUL – Para Jundiaí do Sul, no Norte Pioneiro, o investimento será de R$ 6,7 milhões, sendo R$ 6,1 milhões para asfaltamento das ruas e R$ 562 mil para iluminação, com contrapartida municipal de R$ 1,1 milhão para pavimentação e R$ 136 mil para LED.
Eclair Rauen, prefeito do município, destacou que sem o apoio do Governo do Estado não haveria condições de realizar as benfeitorias na cidade. “Se não fosse esse aporte do governo, não seria possível fazer essas obras no município. Com isso, nós vamos ter todas as ruas da cidade asfaltadas, não teremos mais poeira nem barro”, afirmou Eclair.
NOVA AMÉRICA DA COLINA – Com 3,4 mil habitantes, Nova América da Colina na região Norte, vai receber R$ 1,3 milhão do Governo do Estado para executar as obras de pavimentação e R$ 468 mil para instalação de LED. Com o caixa municipal, a prefeitura vai investir R$ 340 mil no asfalto e R$ 51 mil na iluminação.
De acordo com o prefeito Sebastião Rogatti, com este investimento, o município vai ter 100% de pavimentação urbana. “Nós vamos fechar 100% de asfalto, além de trazer mais segurança e qualidade de vida”, diz o prefeito.
FOZ DO JORDÃO – O município de Foz do Jordão, no Centro-Sul, vai receber R$ 5,06 milhões para asfaltamento. Como contrapartida, o Poder Executivo Municipal vai entrar com R$ 67 mil para a pavimentação.
O prefeito Francisco Clei da Silva agradeceu ao Governo do Estado pelo projeto que vem contemplando os municípios pequenos. “Para a gente é só orgulho e agradecimento por esse projeto do Governo do Estado que vem contemplando não só Foz do Jordão, como muitos municípios pequenos”, disse o prefeito.
PORTO BARREIRO – Porto Barreiro, no Centro-Sul, recebeu R$ 2,7 milhões do Estado para pavimentação de vias urbanas sem contrapartida do município. De acordo com o prefeito, Emanoel Vanderlei Volff, com esse investimento, toda a cidade terá asfalto. “Vamos ter 100% do município com asfalto até o final do meu mandato. A gente fica feliz em saber que o governo do Estado está olhando os pequenos municípios do Paraná”, afirmou Vollff.
RAMILÂNDIA – Localizado no Oeste do Paraná, Ramilândia, recebe R$ 5 milhões do Estado e dará mais R$ 450 mil de contrapartida para pavimentação de vias urbanas. Com este investimento, chega a 100% de pavimentação asfáltica, conforme disse o prefeito Edson dos Santos. “Com esses R$ 5 milhões, nós zeramos toda a cidade. Vai trazer mais segurança para as famílias e qualidade de vida”, destacou Edson dos Santos.
RANCHO ALEGRE DO OESTE – Rancho Alegre do Oeste recebe R$ 1,8 milhão do Governo do Estado para pavimentação sem contrapartida municipal. O prefeito Everton Cassio Zanutto, ressaltou a parceria do governo com os pequenos municípios e disse que o investimento será realizado em um conjunto habitacional.
“Vai beneficiar várias famílias rancho-alegrenses e a gente só tem a agradecer ao nosso governador Ratinho Junior que tem esse olhar, essa atenção especial aos pequenos municípios”, disse Everton Zanutto.
PRESENÇAS – Também participaram da cerimônia os deputados Ademar Traiano, presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Claudio Romanelli, Cobra Repórter, Artagão Júnior, Gugu Bueno, Alexandre Amaro e Adão Litro, além do secretário estadual do Turismo, Márcio Nunes.
Fonte: Governo PR
Paraná
Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná
As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.
Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca.
No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.
CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição.
A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina.
“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.
As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento.
Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo.
EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março.
A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina.
Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa.
Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.
“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.
MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.
O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.
No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.
A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte.
A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo.
O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.
Fonte: Governo PR
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