Paraná
DER/PR divulga empresa arrematante para pavimentar rodovia de Doutor Ulysses
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), realizou nesta quinta-feira (21) a sessão de disputa da obra de pavimentação de 11,95 quilômetros da PR-092 em Doutor Ulysses, no Vale do Ribeira.
Nove empresas participaram desta etapa da licitação, por meio do portal de compras do governo federal Compras.gov.br, lançando propostas de preços cada vez menores, até a Gaissler Moreira Engenharia Civil Ltda. ser declarada arrematante, com a proposta de R$ 56.919.000,00.
Agora ela tem três dias úteis para encaminhar uma planilha de preços atualizada, assim como os documentos exigidos em edital para análise da Comissão de Contratação do DER/PR.
A licitação acontece na modalidade Concorrência com Regime de Contratação Integrada (CI), contemplando a elaboração de projeto básico, projeto executivo de engenharia e execução da obra.
Está prevista a pavimentação de uma pista com 7 metros de largura, sendo uma faixa de 3,5 metros em cada sentido da via, e acostamentos de 1,5 metro em cada lado. Será executado o pavimento semirrígido, que consiste em uma camada de reforço do subleito, camadas de base e sub-base em solo cimento (combinação de solo da região com cimento), uma camada dupla de ligante asfáltico, e uma camada de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) de revestimento.
Além de sinalização horizontal e vertical ao longo do trecho pavimentado, também serão instaladas defensas metálicas em todos os pontos mais sinuosos para garantir maior segurança aos usuários.
Para lidar com as constantes chuvas da região e também com as águas fluviais, estão previstos dispositivos de drenagem como sarjetas de concreto, descidas d’água, drenos, bueiros e também uma galeria celular.
Estão planejados, ainda, serviços complementares, como implantação de novos abrigos para parada de ônibus e enleivamento (plantio de vegetação) nas áreas próximas à rodovia, entre outros.
PRAZOS – Após ser concluída a licitação, com assinatura do contrato, será emitida a ordem de serviço que estabelece o dia de início da obra. O prazo de conclusão é de 720 dias corridos – os primeiros 180 para elaboração de estudos e projetos e os 540 dias restantes para a obra em si.
Com população de cerca de 5,5 mil habitantes, a economia em Doutor Ulysses é voltada principalmente para a agropecuária. A PR-092 é um importante canal para escoamento da produção local, além de acesso a povoados e propriedades rurais mais distantes do município.
Fonte: Governo PR
Paraná
Penitenciária Central do Estado atinge 100% de coletas de DNA dos custodiados
A Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) concluíram a coleta de perfis genéticos de todas as 1.890 pessoas privadas de liberdade custodiadas na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), em Piraquara. Com o encerramento desta etapa, a PCE-US se tornou a primeira unidade do Estado a conquistar total autonomia para a realização desse procedimento.
“Este mutirão representa a continuidade do trabalho iniciado no último mês e teve como objetivo concluir 100% das coletas genéticas dos custodiados na unidade, conforme os critérios legais vigentes. A partir dessa etapa, a PCE-US passa a ser a primeira do Paraná preparada para dar continuidade às coletas de forma autônoma, com equipes capacitadas para execução do procedimento dentro da própria rotina da unidade”, destaca a chefe da Divisão de Saúde da PPPR, Viviane Cristina Serpa.
“A proposta é que esse modelo seja ampliado gradativamente para as demais unidades penais do Estado”, complementa.
A iniciativa faz parte de um esforço contínuo que já contabiliza aproximadamente 16 mil coletas realizadas no sistema prisional paranaense. O objetivo principal é ampliar a inserção de dados no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), uma ferramenta crucial para subsidiar investigações criminais, identificar autores de delitos e realizar o cruzamento de vestígios.
PADRÕES RIGOROSOS – O trabalho conjunto entre a PPPR e a PCIPR segue padrões rigorosos que garantem a qualidade e a rastreabilidade das amostras. Uma vez inseridos no banco nacional, os perfis genéticos passam por cruzamentos automáticos com vestígios coletados em cenas de crimes em todo o país. Esse processo contribui diretamente para a identificação de suspeitos, conexão entre diferentes ocorrências e para o avanço de investigações complexas, inclusive de casos antigos.
“A coleta de material para inserção no BNPG é uma ferramenta estratégica para a perícia criminal. Quanto maior a base de dados, maiores são as possibilidades de identificação de autores, de vinculação entre diferentes ocorrências e de auxílio na elucidação de crimes. O resultado alcançado pela unidade demonstra a importância da integração entre as instituições e do investimento contínuo em ciência aplicada à segurança pública”, destaca o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta.
CAPACITAÇÃO É O DIFERENCIAL – O grande diferencial do mutirão na PCE-US foi a capacitação técnica dos policiais penais. Além de coletar o material, as equipes foram preparadas para atuar de forma autônoma e como multiplicadoras desse conhecimento para outras regiões do Estado.
Para a o diretor da PCE-US, Olival Monteiro, a conquista representa um marco de eficiência e valorização da categoria. “Marcamos um ponto de virada: somos a primeira unidade do sistema a conquistar essa autonomia. Nossos próprios policiais penais agora estão capacitados para realizar as coletas com rigor técnico, preservar a cadeia de custódia e dar celeridade às investigações. Ganhamos tempo, precisão e respeito ao nosso trabalho. Cada policial penal que hoje domina a coleta poderá ser multiplicador desse conhecimento, ensinando, treinando e compartilhando com os demais policiais penais de outras unidades”, enfatiza.
Agora, o Estado avança para a consolidação desse modelo de forma permanente. O planejamento estratégico prevê a continuidade das capacitações dos servidores para que a coleta de material genético se torne um procedimento padrão e obrigatório logo no momento de ingresso de qualquer pessoa privada de liberdade no sistema prisional paranaense.
Fonte: Governo PR
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