Paraná
DER-PR controla acesso de veículos pesados na Ponte da Vitória com balanças
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), mantém monitoramento frequente do tráfego de veículos de carga nas rodovias de acesso ao Litoral após a inauguração da Ponte de Guaratuba – Ponte da Vitória. São duas balanças rodoviárias na PR-412, em Guaratuba e em Matinhos. Os equipamentos ajudam a combater o excesso de peso veicular nas rodovias estaduais e reforçam as restrições na nova ligação, inaugurada há um mês.
Dados coletados pelas balanças rodoviárias operadas na PR-412 demonstram que a abertura da ponte não levou mais caminhões para a região, mantendo o panorama logístico dentro da normalidade prevista pelo Governo do Estado. A regularidade do volume transportado é atribuída à manutenção dos critérios operacionais e de restrição de peso na travessia, que seguem parâmetros técnicos similares aos aplicados no ferry boat.
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Na balança rodoviária de Guaratuba (PR-412, km 8+000), o comparativo entre os períodos anterior e posterior à inauguração da ponte revelou, inclusive, uma redução no quantitativo de veículos pesados fiscalizados. Entre os dias 1º e 29 de abril, fase que antecedeu a liberação do tráfego na nova estrutura, o posto fiscalizou 3.477 veículos de carga. Já no período subsequente, de 2 de maio a 29 de maio, foram 3.315 veículos fiscalizados.
O tráfego de veículos na Ponte da Vitória é regulamentado pela Portaria nº 239/2026, fruto de uma costura com o Ministério Público do Paraná. O dispositivo legal assegura que os limites máximos de eixos, comprimento e Peso Bruto Total (PBT). A nova regulamentação, bem como os procedimentos operacionais padrão adotados após a inauguração, foram amplamente divulgados nos portais oficiais do Poder Executivo, do órgão rodoviário e publicados no Diário Oficial do Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Gaeco de Paranaguá obtém 1ª condenação entre os 23 denunciados na comarca no âmbito da Operação Panóptico, que investiga a atuação de organização criminosa
O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a primeira condenação entre os 23 denunciados na comarca no âmbito da Operação Panóptico, que investiga a atuação de uma organização criminosa de alcance nacional, articulada a partir de unidades prisionais. A sentença foi proferida nesta quarta-feira, 7 de outubro, pela 2ª Vara Criminal de Paranaguá, no Litoral do estado, e condenou a 16 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão um homem denunciado pelo MPPR pelo crime de integração em organização criminosa.
Áudio do Promotor de Justiça Edson Ricardo Scolari Filho
De acordo com a denúncia, o condenado integrou a estrutura hierárquica do PCC, exercendo funções de liderança conhecidas como “Geral do Estado” e “Geral do Litoral”. Essas posições envolviam atividades de orientação e fiscalização dos integrantes, aplicação de procedimentos disciplinares e manutenção da organização interna da facção.
As investigações reuniram elementos que demonstram a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções, mecanismos de controle de integrantes e comunicação entre membros que estão dentro e fora do sistema prisional.
Provas reunidas – Entre os elementos considerados na investigação estão dados extraídos de um aparelho celular apreendido no endereço do réu. A análise identificou documentos internos do PCC, como o estatuto da organização e a cartilha disciplinar, além de grupos de WhatsApp utilizados para transmitir orientações, controlar integrantes, atualizar cadastros, arrecadar recursos e divulgar decisões internas.
Também foram encontrados registros cadastrais dos integrantes, com informações como nomes, apelidos, histórico prisional e funções exercidas na organização, além de formulários e documentos destinados ao controle interno, à substituição de responsáveis e à atualização das informações dos membros.
As apurações identificaram, ainda, referências à Ilha dos Valadares, em Paranaguá, como local de concentração de lideranças e de articulação das atividades da facção. Mensagens trocadas em grupos internos também tratavam de arrecadação de dinheiro, auxílio financeiro a integrantes, suporte logístico a pessoas presas e comunicação entre membros encarcerados e aqueles em liberdade.
Abrangência – A Operação Panóptico foi deflagrada em 15 de junho de 2026, em âmbito estadual, para o cumprimento de 304 mandados de prisão e 255 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, totalizando 559 ordens judiciais. A ação contou com a atuação conjunta dos dez núcleos do Gaeco do MPPR, em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná, por meio das polícias Militar, Civil, Penal e Científica.
Ao todo, foram denunciadas 333 pessoas em decorrência da operação. Somente em Paranaguá, foram oferecidas 21 denúncias, todas já recebidas pela Justiça, que somam 23 réus. Os processos estão em diferentes fases de tramitação.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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