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DER/PR alerta para o golpe da venda de material fresado, que é patrimônio público

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) alerta que o material fresado de suas obras não está à venda. Golpistas se passando por servidores do departamento entram em contato com proprietários e comerciantes oferecendo o material.

O fresado é considerado patrimônio público sob administração do DER/PR, e a sua retirada sem autorização se qualifica como crime de furto. Quando possível, ele fica cercado com arame farpado na faixa de domínio de uma rodovia, deixando claro que não está abandonado.

Caso seja contatado por alguém vendendo o fresado, o cidadão deve encerrar a comunicação, alertar seu advogado de confiança ou diretamente o DER/PR. Caso o golpe tenha sido consumado, deve procurar a Polícia Civil e registrar um Boletim de Ocorrência.

No mês de janeiro a Superintendência Regional Campos Gerais do DER/PR recebeu relatos desse golpe em Palmeira e Tibagi, tendo orientado os cidadãos como proceder e quanto à ilegalidade do ato.

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FRESAGEM – O fresado é um material granular de cor escura, resultado do corte ou desbaste de uma ou mais camadas do pavimento, necessário para serviços de conservação como remendos ou reperfilagem. A fresagem é realizada com máquina fresadora quando cobre áreas de 400 m² ou mais, geralmente atingindo toda a pista, e com equipamentos de médio e pequeno porte em áreas menores.

DOAÇÃO – Parte do fresado é utilizado pelo próprio DER/PR na execução de alguns serviços emergenciais, mas a maioria é destinada para doação a entidades e principalmente municípios.

Ele pode ser aproveitado na manutenção de ruas não pavimentadas e também na conservação de ruas pavimentadas, trazendo grandes benefícios para a trafegabilidade e segurança de vias municipais.

Prefeituras interessadas em receber fresado devem protocolar uma solicitação junto às Superintendências Regionais do DER/PR, seguindo o estabelecido na Portaria n.º 275/2021, específica sobre as doações deste material.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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