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Curitiba

Deltan Dallagnol usou partido político para atingir ministro do Supremo

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O procurador Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato, em Curitiba, usou a Rede Sustentabilidade como uma espécie de laranja para propor uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro Gilmar Mendes. Isso é o que revelaram as mensagens privadas trocadas entre os integrantes da força-tarefa enviadas por fonte anônima ao site The Intercept Brasil e analisadas em parceira com o portal Uol.

De acordo com a articulação, que envolveu o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), foi feira a apresentação de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo para impedir que Gilmar soltasse presos em processos que ele não fosse juiz da causa. A negociação foi relatada por Dallagnol a outros integrantes da força-tarefa a partir de 9 de outubro de 2018 — dois dias depois, a Rede protocolou a ADPF.

A manobra judicial tinha como objetivo driblar as limitações de seu cargo: Deltan e seus colegas de Lava Jato são procuradores da República, primeiro estágio da carreira do Ministério Público Federal (MPF) e só podem atuar em causas na primeira instância da Justiça Federal. Por isso, têm atribuição de atuar em processos da 13ª Vara Criminal Federal, comandada até novembro pelo ex-juiz Sergio Moro.

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No âmbito do MPF, a atribuição para atuar junto ao STF é exclusivamente da Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Raquel Dodge. Dessa forma, ao usar um partido para dar sequência à causa, conforme revelam as mensagens, a Lava Jaro usurpou a competência da chefe do MPF.

Além de Dodge, um seleto grupo de aurtoridades e instituições pode propor ADPFs no Supremo: o presidente da República; as mesas diretoras da Câmara e do Senado; as assembleias legislativas, os governadores e a Ordem dos Advogados dos Brasil (OAB). Também têm essa prerrogativa confederações sindicais e de classe, além de partidos políticos com representação no Congresso — caso da Rede Sustentabilidade.

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Curitiba

VÍDEO: Ônibus com 37 pessoas perde o freio na serra entre Curitiba e Joinville

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Um ônibus de viagem que fazia o trajeto Belém (PA) – Florianópolis (SC) perdeu os freios enquanto trafegava na rodovia BR-376 na madrugada da Última quarta-feira, 6. O veículo ocupado por 37 passageiros, sendo oito crianças, atingiu 118 km/h e só parou depois de entrar na área de escape do quilômetro 671,7, em Guaratuba (PR). Ninguém se feriu.

De acordo com a Arteris Litoral Sul, concessionária do trecho, o ônibus entrou 115 metros na área de escape por volta da 1h45. O condutor relatou às equipes que não conseguiu mais utilizar os freios dois quilômetros antes da área e, como ele já conhecia o dispositivo, direcionou o ônibus para entrada.

O motorista e os passageiros foram transportados até um posto de apoio para seguirem viagem com suporte da empresa responsável.

Segundo a concessionária, essa foi a sexta vez que um ônibus usou a área de escape, inaugurada em agosto de 2011. Neste período ela foi utilizada por 257 veículos pesados, ajudando a salvar 376 vidas.

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