Paraná
Defesa Civil do Paraná manda caminhão com 150 colchões e cestas básicas para Guaratuba
A Defesa Civil do Paraná mandou um caminhão com 150 colchões, 150 cestas básicas e 450 kits de higiene (como escova de dente e sabonete), limpeza e dormitório (lençol, fronha, travesseiro e cobertor) para Guaratuba nesta quinta-feira (25). A ajuda vai auxiliar moradores afetados pelas chuvas incessantes desta semana.
Ao todo, 417 pessoas foram retiradas de suas casas e colocadas em locais seguros no Litoral, de acordo com o levantamento mais atualizado da Defesa Civil, que segue atendendo ocorrências nas cidades. Apenas em Guaratuba 60 pessoas foram encaminhadas para abrigos. A cidade também contabiliza 24 casas danificadas.
Os municípios de Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná foram atingidos por volumes muito expressivos de chuvas nos últimos dias. Nesta quarta, os acumulados ultrapassaram 50 mm em todas as localidades: Guaratuba (96,8 mm), Matinhos (91,4 mm), Paranaguá (74,6 mm), Pontal do Paraná (70,6 mm) e Guaraqueçaba (67,8 mm). Na terça-feira choveu mais de 220 mm na estação de Guaratuba. A média histórica de todo o mês é de 385 mm.
O assessor de Comunicação da Defesa Civil, capitão Marcos Vidal, explica que este carregamento vai para Guaratuba, a cidade mais prejudicada e que cadastrou esta necessidade, mas outros municípios que se manifestarem também podem ser atendidos.
Ele destaca que a atuação do Governo do Estado acontece em várias outras frentes. “Além das equipes que atendem localmente estas pessoas, temos pessoas mobilizadas para garantir a segurança, dar todo o suporte necessário. Há uma equipe acompanhando as ocorrências em Guaratuba e Matinhos, mas os demais municípios do Litoral também são acompanhados. Temos também um geólogo para fazer uma avaliação das áreas mais críticas”, destacou o capitão.
TREINAMENTO – No começo do mês, a Defesa Civil do Paraná fez um treinamento com representantes das defesas civis municipais das sete cidades do Litoral do Estado. Durante dois dias de capacitação em Paranaguá, os técnicos das prefeituras e de outros municípios convidados receberam instruções sobre os procedimentos relacionados a desastres naturais, que tendem a ser mais comuns durante o verão devido às fortes chuvas típicas desta época.
Os membros do órgão estadual explicaram de forma detalhada sobre como fazer a notificação, preencher a documentação e elaborar os laudos relacionados a desastres, e também sobre os decretos de situação de emergência. Foram abordados ainda temas como a criação e atualização dos Planos de Contingência e o processo de emissão de alertas.
ORIENTAÇÃO – A orientação é que moradores e veranistas fiquem atentos aos alertas emitidos pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, que tem monitorado a situação no Estado, recebendo as informações dos órgãos de meteorologia. Para ter acesso ao serviço, que é gratuito, basta enviar um SMS com o CEP da sua residência para o número 40199. Para mais informações e orientações, acesse o site da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná.
O Corpo de Bombeiros também recomenda que as famílias que estiverem em áreas de risco de alagamento, especialmente com pessoas com dificuldade de locomoção, busquem abrigo com os bombeiros ou casas de familiares. As pessoas que precisarem de auxílio do Corpo de Bombeiros para deixar estes locais devem acionar a corporação pelo telefone 193.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Londrina, Ministério Público do Paraná expede recomendação administrativa ao Município para preservação da arborização urbana
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, expediu nesta quinta-feira, 13 de agosto, recomendação administrativa que trata da necessidade de aprimoramento dos processos de avaliação, poda e erradicação de árvores no Município de Londrina, bem como da revisão do Plano Diretor de Arborização Urbana do Município (Lei Municipal 11.996/2013).
Áudio da promotora de Justiça Révia Aparecida Peixoto de Paula Luna
A medida decorre de apuração de um caso concreto de corte de árvores na Avenida Henrique Mansano, ocorrido em agosto de 2023, em que se constatou que as avaliações técnicas que embasaram a autorização de erradicação eram precárias — anotações manuscritas, sem identificação adequada dos exemplares e sem observância dos critérios técnicos exigidos pela legislação municipal. Além disso, avaliação técnica do Conselho Municipal do Ambiente (Consemma) constatou indícios de que parte das árvores removidas estava saudável.
Ao expedir a recomendação, a Promotoria de Justiça destaca os efeitos da urgência climática e os impactos da falta de arborização adequada sobre a saúde pública e o conforto térmico da população, citando estudos científicos e dados de organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que associam o calor extremo ao aumento de mortes por doenças cardiovasculares e respiratórias, com maior impacto sobre idosos, crianças e populações vulneráveis. Também é mencionada pesquisa sobre o fenômeno das “ilhas de calor” em Londrina, que identificam maior temperatura de superfície nas regiões mais urbanizadas e com menor cobertura vegetal.
O Ministério Público destaca ainda, que, em 2025 o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima publicou o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU 2025), que estabelece parâmetros e metas nacionais para a arborização das cidades brasileiras, a exemplo da chamada “regra 3-30-300” — garantir que cada morador veja ao menos três árvores de sua residência, que cada bairro tenha no mínimo 30% de cobertura de copas, e que ninguém resida a mais de 300 metros de uma área verde de qualidade.
Entre as medidas recomendadas está a de que a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) institua, em 90 dias, procedimento operacional padrão para avaliação de risco e autorização de erradicação de árvores. Em até 30 dias, o Município de Londrina deve comprovar o andamento do processo de revisão do Plano Diretor de Arborização Urbana, já iniciado por meio de Grupo de Trabalho instituído por portaria da secretaria Municipal do Ambiente.
Além disso, a recomendação administrativa orienta que sejam adotados, em caráter permanente, o princípio da não regressividade da cobertura arbórea e a prioridade pela manutenção das árvores existentes em obras públicas e privadas, em detrimento do simples corte seguido de replantio. Também devem ser aprimorados os mecanismos de fiscalização quanto ao cumprimento, pelos proprietários de lotes urbanizados, do dever legal de plantio e conservação de árvores nos passeios públicos.
A recomendação administrativa teve como destinatários o Município de Londrina, com cópia à Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), à Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação (SMOP) e à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), além de cópia ao Conselho Municipal do Ambiente (Consemma) e à Procuradoria-Geral do Município.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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