Connect with us


Educação

Decreto altera regras para beneficiar cotistas do Prouni

Publicado em

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou, nesta terça-feira, 31 de março, um decreto que revisa os normativos do Programa Universidade para Todos (Prouni) para beneficiar estudantes com perfis de cotistas. A oficialização foi feita durante o evento Universidade com a Cara do Povo, em São Paulo (SP), que comemorou os 21 anos do Prouni e divulgou ações relacionadas a programas e políticas de acesso à educação superior. A agenda foi promovida pelo Ministério da Educação (MEC) e teve a participação do titular da pasta, ministro Camilo Santana. 

As ações são voltadas às pessoas com deficiência e autodeclarados indígenas, pardos ou pretos. No ato de inscrição no processo seletivo do Prouni, o estudante deverá indicar se possui perfil para concorrer às bolsas destinadas a políticas afirmativas. 

“O Prouni é isso, as cotas são isso: criar as condições para que qualquer homem e mulher, de qualquer cor e qualquer religião, tenha o direito de fazer universidade e ser doutor neste país”, ressaltou o presidente Lula no evento. 

O objetivo do decreto é corrigir uma mudança feita em 2022, que passou a exigir a participação exclusiva em apenas uma modalidade. Com a nova publicação assinada pelo presidente, nos processos seletivos do Prouni, os candidatos vinculados às políticas afirmativas passarão a disputar, inicialmente, as bolsas da ampla concorrência. Caso não alcancem nota suficiente para ingresso nessa modalidade, serão, então, considerados para as vagas reservadas às cotas. 

Leia mais:  MEC autoriza construção de novo campus do IFRR

A nova medida corrige uma distorção existente na aplicação das ações afirmativas, que limitava as possibilidades de participação dos estudantes. Anteriormente, mesmo com desempenho igual ou superior ao de candidatos da ampla concorrência, os cotistas permaneciam restritos à classificação exclusiva nas vagas reservadas. 

Evento – O encontro realizado pelo MEC celebrou marcos históricos das políticas de democratização do acesso ao ensino superior e de promoção da equidade racial. Em 2026, celebram-se 21 anos do Programa Universidade para Todos (Prouni), 14 anos da política de cotas nas universidades federais e 10 anos da formatura da primeira turma de estudantes cotistas. A solenidade também foi realizada em alusão ao Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março.  

Na ocasião, o MEC apresentou os dados sobre o Prouni e os avanços da política de cotas nas universidades públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que já beneficiou mais de 790 mil cotistas, sendo mais de um terço deles (39%) os que ingressaram a partir de 2023 até março deste ano. Somados ao 1,14 milhão de cotistas do Prouni e a cerca de 30 mil cotistas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que passou a adotar cotas a partir de 2024, as ações afirmativas nos processos seletivos para ingresso no ensino superior realizados pelo MEC já beneficiaram quase dois milhões de universitários. 

Leia mais:  MEC inaugura prédio multiuso da UFMS e visita obras

Durante o evento foram anunciadas, ainda, novas ações voltadas ao acesso e à permanência de estudantes na educação superior. Entre os anúncios estão a ampliação do edital da Rede de Cursinhos Populares (CPOP) e a instituição da Escola Nacional de Hip-Hop (H2E). 

A cerimônia ocorreu no Sambódromo do Anhembi, na cidade de São Paulo (SP), e reuniu cerca de 15 mil pessoas, entre estudantes cotistas, ex-cotistas, estudantes de cursinhos populares apoiados pelo MEC e jovens vinculados aos movimentos hip-hop e de educação.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook

Educação

Mais de 90% dos municípios respondem ao MEC sobre Primeira Infância

Published

on

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), em parceria com a Rede Nacional Primeira Infância, concluiu o Levantamento Nacional de Planos pela Primeira Infância com adesão de 90% dos municípios brasileiros. Realizada entre março e maio de 2026, a iniciativa mapeou a situação dos planos municipais, estaduais e distrital voltados às crianças de zero a seis anos em todo o país. 

Ao todo, 4.990 municípios finalizaram integralmente o preenchimento do levantamento, o equivalente a 89,59% das cidades brasileiras. Outros 234 municípios permaneceram com cadastro em andamento e apenas 346 não iniciaram o preenchimento. Além da participação municipal, 19 estados e o Distrito Federal também responderam ao levantamento. 

O levantamento teve como objetivo compreender o panorama atual das políticas públicas para a Primeira Infância no país, identificar desafios, subsidiar ações de apoio técnico, fortalecer a governança interfederativa e aprimorar as estratégias voltadas à garantia dos direitos das crianças brasileiras. 

A inciativa nacional ocorreu de forma articulada e intersetorial, com envio de ofícios institucionais, disparos de e-mails, articulação via WhatsApp, divulgação em seminários estaduais e distribuição de materiais informativos. O prazo oficial de coleta encerrou-se em 15 de maio, com prorrogação excepcional até 18 de maio para regularização de acessos ao sistema e complementação de informações. 

Leia mais:  MEC visita escolas em Minas Gerais impactadas pelas chuvas

Os dados também devem contribuir para compreender os avanços da agenda desde a consolidação do Marco Legal da Primeira Infância e orientar novas ações para ampliar a efetivação dos direitos das crianças brasileiras, especialmente no enfrentamento das desigualdades e na construção de políticas mais integradas, intersetoriais e efetivas. 

O levantamento foi coordenado pela SNPPI/MEC com apoio de parceiros estratégicos da agenda da Primeira Infância, entre eles a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, o Conselho Nacional do Ministério Público, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, o Instituto Articule e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, além de redes estaduais, organizações da sociedade civil e gestores públicos. 

Resultados – Entre os estados com 100% de preenchimento concluído estão Acre, Alagoas, Ceará e Roraima. Já os maiores índices de finalização foram registrados em São Paulo (98,76%), Mato Grosso do Sul (98,73%), Pará (96,53%), Santa Catarina (96,27%), Sergipe (96%), Rio Grande do Norte (95,81%), Pernambuco (95,14%) e Minas Gerais (93,20%). 

Em números absolutos, Minas Gerais liderou a participação, com 795 municípios finalizados, seguido por São Paulo (637), Rio Grande do Sul (425), Paraná (356) e Bahia (329). 

Leia mais:  Lançado primeiro Sandbox Regulatório para uso de IA na educação

Os formulários aplicados reuniram informações sobre existência e vigência dos Planos pela Primeira Infância, aprovação em instrumentos normativos, funcionamento de comitês intersetoriais, mecanismos de financiamento, participação social e necessidades de apoio técnico para implementação das políticas públicas. Também foram levantadas informações sobre governança, articulação entre áreas e estratégias de implementação territorial. 

Segundo a SNPPI/MEC, os resultados demonstram o fortalecimento da agenda da Primeira Infância no Brasil e o crescente comprometimento dos entes federados com a institucionalização de políticas públicas voltadas às crianças. A Subsecretaria pretende, agora, organizar um grupo de trabalho para aprofundar a análise quantitativa e qualitativa das informações coletadas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262