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Educação

Processo de restauração do Painel Educação avança

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Pincéis, espátulas e bisturis estão entre os objetos utilizados pela equipe de restauro do Painel Educação, da artista Gilda Reis (1928-2017), pintado nEdifícioSede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília. O trabalho minucioso, que completa quatro meses em janeiro, já mostra avanços na obra, localizada no 9º andar. O restauro da pintura é parte das celebrações dos 95 anos da pasta da Educação. 

No painel, a autora apresentou duas realidades distintas: de um lado, estudantes uniformizados e sorridentes e, do outro, uma mãe e seus filhos descalços, com olhares distantes e sem esperança. A obra de 15 metros quadrados foi encomendada pelo arquiteto Oscar Niemeyer durante a construção de Brasília. 

O painel histórico é um afresco — uma pintura feita diretamente na parede — e foi produzido em 1960, data da inauguração da capital federal. O restauro da obra, relevante para a arte, a história e a educação de Brasília e do Brasil, ficou a cargo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A parceria do MEC com a UFPel acontece por meio de um termo de execução descentralizada (TED) e integra o Programa Multiações para o Patrimônio Cultural, do curso de conservação e restauração de bens culturais móveis da universidade. A finalização da restauração e a entrega da obra estão previstas para o segundo semestre de 2026. 

Trabalho técnico A equipe que atua no projeto é multidisciplinar e tem ampla experiência na restauração de obras artísticas. Entre elas, constam as 20 obras vandalizadas no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro de 2023, que foram recentemente restauradas. Todo o trabalho é feito por especialistas em áreas como pintura mural, pesquisa histórico-artística, conservação preventiva, restauração sustentável, documentação científica, fotografia e mapeamento de dados, além dos responsáveis pela análise química e compatibilidade dos materiais a serem utilizados.  

Sobre a rotina diária, professora do curso de conservação e restauração de bens culturais móveis da UFPel e coordenadoraadjunta do projeto, Mirella Moraes de Borba, destaca que o trabalho não é reiniciado a cada dia, mas ocorre de forma contínua e sequencial. 

Diariamente, são preparados os materiais que serão utilizados, como adesivos e soluções para a remoção de manchas. A partir desse preparo, damos continuidade às etapas que estão em andamento. É fundamental respeitar os quadrantes da obra, definidos na etapa de documentação fotográfica, que consistem em divisões do mural utilizadas para orientar o trabalho, garantindo que as conservadoras-restauradoras não se percam durante o processo e que nenhuma área deixe de ser tratada”, explica. 

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Cuidados – O processo de restauração exige princípios inegociáveis como, por exemplo, a utilização de materiais que sejam retratáveis, o que significa que é possível removê-los caso seja necessárioSegundo a coordenadora-adjunta, o fator retratabilidade é crucial e um dos principais conceitos da conservação e restauração, pois tudo precisa ser passível de remoção no futuro. 

Borba acrescentque, na rotina de trabalho, tambéexiste a preocupação em não criar um falso históricoPor issono momento da reintegraçãoprecisaremos deixar aparente o que é restauração e o que é original. Isso será feito por meio das cores, que serão um tom abaixo da utilizada na pintura. Para um observador comum não apresentará diferença, mas, com um olhar mais atento, será possível ver as marcas da restauração, detalha. 

Etapas  A professora da UFPel especifica que o projeto de conservação e restauração do painel da artista Gilda Reis é composto por três etapas: elaboração de dossiê técnicocientífico de caracterização da obraconservação-restauraçãoe orientações de conservação preventiva da obra pós-intervenção. As três fases podem ocorresimultaneamente.  

Na primeira etapa, dossiê técnicocientífico apresenta as características físicas e químicas que compõem a obraO documento também conta com uma descrição de iconologia e iconografiaque são áreas de estudo dos símbolos, imagens e significados, além de detalhar as técnicas utilizadas pela autora do painelOutra parte importante dessa etapa é a documentação científica, responsável por realizar os exames de luz e documentar o estado de conservação da obra para que os mapas de danos possam ser elaborados. Essas ações estão sendo desenvolvidas e deverão ser concluídas até o final do projeto”, conta. 

Já a segunda etapa strata da conservação e restauração do painel, momento em que são utilizadas técnicas variadas de restauração. Começamos pelo faceamento emergencial, a fim de mitigar a perda de mais camadas [da pintura]. Esse processo consiste em colocar uma camada de proteção de papel japonês com uma de adesivo, ação que já foi concluída. Dando seguimento à restauraçãorealizamos a consolidação da camada pictórica e reboco da obra, que foi a fase mais demoradauma vez que o painel apresentava muitos desprendimentos”, completa. 

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Atualmente, também está sendo feito o nivelamento, que consiste em encaixar os fragmentos que haviam sido desprendidos, além de deixar todas as lacunas de perda no mesmo nível. Após essa fase, será feita a reintegração pictórica e finalização da restauração. 

Quanto à terceira etapa, o objetivo consiste em analisar os índices de luminosidade e variação de temperatura e umidade relativa, em um intervalo de 12 meses. Com isso, será desenvolvido um documento contendo orientações para conservação preventiva da obra pós-intervenção, tais como controle ambiental, limpeza adequada e monitoramento de possíveis agentes de deterioração. 

Perfil – Nascida no Rio de Janeiro, Gilda Reis Neto teve longa trajetória artística e participou de mais de 50 exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Estudou com Ivan Serpa e André Lhote no Brasil e, em Paris, foi bolsista do governo francês na Académie de la Grande Chaumière e no Ateliê Kokoschka. Em Brasília, pintou murais na Escola Parque da 307/308 Sul, no Plano Piloto, entre 1959 e 1961, e no Iate Clube de Brasília, em 1962 — mas foram destruídos. Outros murais da artista, ainda preservados, encontram-se no Museu Casa dos Pilões, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e em residência particular na cidade de Anápolis (GO).  

Gilda foi condecorada com a medalha de bronze no 33º Salão de Artes Plásticas da Associação dos Artistas Brasileiros no Rio de Janeiro em 1962; participou da VII Bienal de São Paulo em 1963; e foi artista convidada do 2º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal em 1966. Entre 1967 e 1982, viveu e trabalhou nos Estados Unidos e na Argentina, retornando ao Brasil em 1982. Continuou a expor até 1999, quando fez sua última exposição individual na capital do Rio de Janeiro.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte

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De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.  

“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.  

Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.  

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“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.   

O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.  

Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda. 

O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas. 

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025
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Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.

Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

Fonte: Ministério da Educação

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