Política Nacional
Davi vai convocar reunião da Mesa para tratar da situação de terceirizados do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou que vai convocar uma reunião da Mesa Diretora para tratar de assuntos pendentes — inclusive a situação dos funcionários terceirizados da Casa.
A declaração de Davi, feita durante a ordem do dia desta quarta-feira (17), veio em resposta ao senador Izalci Lucas (PL-DF), que pediu a atenção do presidente para as demandas dos terceirizados do Senado.
Davi pediu à primeira secretária da Casa, senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que agende uma reunião da Mesa em uma segunda-feira ou em uma sexta-feira.
Desabafo
Ele disse que, apesar de tentar se dedicar à gestão dos problemas que envolvem o Senado, há um excesso de questões a serem resolvidas simultaneamente. Lembrou, inclusive, que na volta do recesso de julho encontrou um parlamentar acorrentado à mesa, impedindo os trabalhos.
O presidente do Senado ressaltou que “há aqueles que dizem que vão obstruir [as atividades parlamentares] 24 horas por dia” para que não ocorra votação no Plenário e também há aqueles que não querem votar matérias porque têm foco em temas como a anistia ou o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
— Está impossível. E isso aqui é um desabafo. (…) Todo dia, de manhã, de tarde e de noite, aparece alguém criando algum problema, ofendendo alguém, puxando assunto que não é assunto do Brasil. Por conta disso, tem sido difícil resolver, inclusive, problemas da Mesa Diretora e do Senado — lamentou, acrescentando que “nós estamos sendo atropelados e arrastados pela mesma conversa desde a última eleição”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Comissão debate escala 6×1 e jornada exaustiva como formas de violência contra a mulher
A Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher promove, nesta quarta-feira (6), audiência pública para debater a escala 6×1 e a jornada exaustiva como formas de violência estrutural e econômica contra a mulher. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, foi convidado para o debate.
A audiência atende a pedido da presidente da comissão, deputada Luizianne Lins (Rede-CE), e está marcada para as 14h30 no plenário 2, da ala Nilo Coelho, no Senado.
Luizianne Lins diz que o objetivo é discutir os impactos da jornada de trabalho na escala 6×1 e da sobrecarga do trabalho de cuidado, caracterizando-as como formas recorrentes de violência contra a mulher.
Para ela, é fundamental analisar o tema sob a perspectiva de gênero, compreendendo que a jornada exaustiva vai além da questão laboral e se insere no contexto da violência estrutural e econômica que atinge de forma desproporcional as mulheres.
Segundo a deputada, dados da Rede Brasileira de Economia Feminista (REBEF) indicam que as mulheres que trabalham em jornadas de 40 a 44 horas semanais dedicam, em média, mais de 16 horas semanais aos trabalhos domésticos e de cuidado não remunerados, o que se agrava na escala 6×1, com apenas um dia de descanso, muitas vezes utilizado para colocar em dia as tarefas domésticas acumuladas.
Luizianne Lins alerta que a situação é ainda mais crítica em setores com predominância de mão de obra feminina, como comércio, limpeza, hotelaria e enfermagem, onde a soma do trabalho remunerado e do trabalho de cuidado pode ultrapassar 67 horas semanais, principalmente para mulheres negras, o que acarreta um estado de exaustão física e mental que se traduz em violência.
“A manutenção de jornadas exaustivas atua como um mecanismo de violência econômica, pois impede a progressão na carreira, o acesso à educação e a autonomia financeira plena”, afirma. “Além disso, a privação de tempo livre fragiliza os laços sociais, familiares e afetivos, tornando as mulheres mais vulneráveis a ciclos de violência doméstica, uma vez que o esgotamento reduz a capacidade de busca por redes de apoio e rompe com a autonomia necessária para os enfrentamentos, inclusive de agressões”, acrescenta.
“Portanto, discutir a escala 6×1 nesta comissão é reconhecer que o tempo é um recurso político e que a sua distribuição desigual, imposta por jornadas laborais desumanas, constitui uma forma de violência que precisa ser combatida por meio de políticas públicas e reformas legislativas”, defende a deputada.
Da Redação – MB
Fonte: Câmara dos Deputados
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