Brasil
Curso gratuito sobre estratégias de detecção precoce do câncer está com inscrições abertas até 15 de outubro
Estão abertas as inscrições para o curso Estratégias de Detecção Precoce do Câncer e sua Aplicação na Atenção Primária à Saúde, destinado a profissionais de nível superior que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). A formação é oferecida em parceria entre o Ministério da Saúde e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Haoc), por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi-SUS).
O curso será 100% online, com carga horária de 70 horas e certificação, e ocorrerá entre 18 de novembro de 2025 e 19 de maio de 2026. As inscrições vão até 15 de outubro, às 16h (horário de Brasília). São disponibilizadas 1.200 vagas, e a participação é gratuita.
Objetivo
O principal objetivo da formação é aprimorar as competências técnicas dos profissionais para fortalecer as ações de detecção precoce dos cânceres rastreáveis na Atenção Primária à Saúde (APS). O curso irá contribuir para qualificar a atuação em rastreamento, diagnóstico precoce, referência, contrareferência e monitoramento de casos suspeitos.
Poderão se inscrever profissionais de nível superior vinculados ao SUS, com prioridade para aqueles que trabalham na APS — como nas equipes de Saúde da Família, de Atenção Primária, de Saúde Bucal e equipes multiprofissionais (eMulti).
Conteúdo programático
A proposta curricular foi estruturada com base em evidências e reúne módulos que contemplam temas centrais para a detecção precoce no contexto da APS:
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O câncer, integralidade do cuidado e o papel da APS;
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Quem são e onde estão as pessoas que adoecem e morrem por câncer no Brasil;
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Controle do câncer: desafios e estratégias para a APS;
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Conceitos e recomendações da detecção precoce;
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Recomendações específicas: mama, colo do útero, colorretal, boca, pulmão e pele;
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Práticas profissionais essenciais para detecção precoce;
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Comunicação, ação educativa e decisão compartilhada;
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Organização da detecção precoce: cadastro, sistemas de informação e monitoramento;
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Organização do rastreamento e do diagnóstico precoce;
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Encaminhamento seguro e articulação com a Rede de Atenção à Saúde (RAS);
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E as linhas de cuidado do câncer e a integração entre níveis de atenção.
A seleção desses temas está alinhada às diretrizes técnicas nacionais e às evidências científicas que embasam as políticas de prevenção e controle do câncer no Brasil.
Impacto esperado
A detecção precoce do câncer é um elemento estratégico para reduzir a mortalidade, melhorar o prognóstico dos pacientes e otimizar o uso de recursos no SUS. Integrar essa tarefa à prática da APS fortalece o cuidado integral e a resolutividade do sistema. Com a formação de profissionais, o Ministério da Saúde espera aperfeiçoar a identificação de sinais e sintomas suspeitos em comunidades atendidas; promover melhor articulação entre atenção primária e níveis especializados; aumentar a adesão a fluxos seguros de encaminhamento; fortalecer o monitoramento de indicadores e o uso de sistemas de informação; e apoiar a tomada de decisão com base em evidências, evitando exames desnecessários e promovendo a prevenção quaternária.
Sobre a iniciativa
O curso faz parte do projeto Detecta APS – Qualificação da detecção precoce do câncer nas equipes da Atenção Primária, desenvolvido em parceria entre o Ministério da Saúde e o HAOC no âmbito do Proadi-SUS.
Ao capacitar profissionais que atuam no dia a dia da saúde pública, especialmente na APS, o projeto contribui para que o SUS seja mais proativo, eficiente e resolutivo no enfrentamento do câncer em suas fases iniciais.
Serviço
Curso Estratégias de Detecção Precoce do Câncer e sua Aplicação na Atenção Primária à Saúde
- Período de inscrição: até 15 de outubro, às 16h (horário de Brasília)
- Modalidade: 100% EaD (online)
- Duração: 18 de novembro de 2025 a 19 de maio de 2026
- Carga horária: 70 horas
- Vagas: 1.200
- Investimento: gratuito
- e-mail de contato: [email protected]
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Ministério da Saúde mobiliza sociedade na elaboração de propostas para a Agenda 2030 da ONU
O Ministério da Saúde realiza, neste mês de maio, em parceria com movimentos sociais e instituições, Conferências Livres, uma das etapas preparatórias para a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que ocorrerá entre os dias 29 de junho e 2 de julho, em Brasília. Nos encontros, serão elaboradas propostas que vão contribuir com as recomendações do Brasil para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um compromisso firmado pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece um plano de ação estruturado em 18 ODS para enfrentar os desafios globais.
As Conferências Livres organizadas pelo Ministério da Saúde e parceiros focados no ODS 3 – Saúde e Bem-Estar são direcionados a estratégias públicas, com destaque para dois grupos sociais: o Grupo da Terra e o Grupo Periferia, Favelas e Comunidades Urbanas, além de movimentos sociais históricos:
- 14 de maio (9h às 17h) – Conferência Livre com o Grupo da Terra, em formato virtual com inscrições abertas até 12 de maio mediante preenchimento do formulário.
- 20 de maio (9h às 17h) – Conferência Livre voltada às Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas, em formato virtual, com inscrições abertas até 17 de maio mediante preenchimento do formulário de inscrição.
Podem participar gestores públicos, organizações da sociedade civil, representantes de movimentos sociais, coletivos periféricos, universidades, estudantes, usuários e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e demais interessados na Agenda 2030. A mobilização conta com a parceria de instituições como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), o Mapa dos Movimentos Sociais, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Frente pela Vida.
Os debates nas Conferências Livres serão orientados por seis eixos estruturantes dos ODS, fundamentais para orientar os debates, ações e propostas: democracia e instituições fortes; sustentabilidade ambiental; promoção da inclusão social e combate às desigualdades; inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável; governança participativa; colaboração multissetorial; e financiamento da Agenda 2030.
Para o diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) do Ministério da Saúde, André Bonifácio de Carvalho, a participação social é indispensável à construção de políticas públicas. “Os marcos dos ODS, construídos coletivamente com a sociedade, vêm sendo progressivamente incorporados às estratégias nacionais de desenvolvimento do país, nas quais estamos obtendo grandes resultados. Nesse contexto, a realização da 1ª Conferência Nacional é estratégica para o fortalecimento da mobilização social, da governança e da construção participativa de propostas para o país”, afirmou.
Próximas etapas
A etapa das Conferências Livres ocorre em todo o Brasil, organizada por diversas instituições envolvidas com a pauta dos ODS. Como resultado, todas as conferências poderão elaborar de uma a seis propostas, alinhadas aos eixos estruturantes e eleger um delegado para cada 60 participantes, que representará sua região na Etapa Nacional e participará diretamente da elaboração das propostas do Brasil para a Agenda 2030.
As conferências constituem uma etapa preparatória central para a Conferência Nacional dos ODS, caracterizando-se como espaços abertos, plurais e descentralizados de mobilização social e de promoção do debate público sobre os ODS. Seus principais objetivos incluem: ampliar a participação social na Agenda 2030; sensibilizar diferentes segmentos sociais; identificar propostas a partir dos territórios; fortalecer a articulação entre governo, sociedade civil e instituições para a elaboração das propostas.
Objetivos da Agenda 2030
A Agenda 2030 está estruturada em 17 ODS e 169 metas, além disso, em 2023 o Brasil propôs à ONU a criação do ODS 18 – Promoção à Igualdade Étnico Racial. Entre os objetivos específicos dos ODS no Brasil estão: mobilizar diferentes segmentos sociais e institucionais para o engajamento com os ODS; avaliar a implementação da Agenda 2030 nos territórios brasileiros; identificar propostas e boas práticas já em curso no país; fortalecer a articulação entre governo, sociedade civil e setor privado; promover a institucionalização da Agenda 2030 nas políticas públicas; difundir experiências exitosas e estimular estratégias para o futuro do desenvolvimento sustentável no Brasil.
Jaciara França
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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