Brasil
MCTI e Cidades assinam protocolo de intenções para ações em bioeconomia e desenvolvimento sustentável do Norte e Nordeste
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o das Cidades assinaram, nesta quarta-feira (12), protocolo de intenções para a Iniciativa Fortalecimento da Bioeconomia e Desenvolvimento Regional Sustentável: Rede Norte-Nordeste de Biogás e Biometano. A ação ocorreu na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA).
“Estamos muito felizes com esse que é um programa que vai aproveitar os resíduos orgânicos para virar biometano e, portanto, contribuir para a segurança energética, sustentabilidade e economia”, comemora a ministra do MCTI, Luciana Santos.
Com o objetivo de incentivar a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico, o empreendedorismo e a inovação nas regiões da Amazônia Legal e do semiárido voltados para a promoção do desenvolvimento inclusivo e sustentável, a iniciativa deverá ser desenvolvida com investimento do MCTI, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
“A questão dos resíduos sólidos é um dos temas que nós precisamos de fato enfrentar. E são iniciativas como esta que nós começamos a dar os primeiros passos. Sem estudar o problema e encontrar uma solução, nós vamos estar apenas empurrando um problema que é urgente”, afirmou o ministro Jader Filho.
A iniciativa se alinha com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial nas áreas de expansão do acesso à energia renovável produzida a partir do biogás e biometano; soluções energéticas limpas e sustentáveis; redução da pobreza energética; economia criativa e circular; e cidades sustentáveis.
Poderão colaborar com a iniciativa instituições públicas, privadas e organismos internacionais que atuem em temáticas relacionadas e que tenham parceria com os participantes, como o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás).
Brasil
Fórum de Doenças Negligenciadas debate participação social e políticas públicas
O 2º Fórum de Doenças Negligenciadas reuniu, neste sábado (15) em Brasília, representantes de instituições públicas, movimentos sociais, entidades da área da saúde e pessoas afetadas por doenças infecciosas e negligenciadas. O encontro integrou a programação de pré-evento do MEDTROP 2026, congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), e discutiu a participação social na formulação e no acompanhamento de políticas públicas referentes a doenças negligenciadas ou determinadas socialmente (que afetam principalmente pessoas em maior vulnerabilidade social), como tuberculose, malária, doença de Chagas etc.
A programação abordou os espaços de participação social, a atuação de lideranças e movimentos organizados e os caminhos para transformar demandas coletivas em propostas e encaminhamentos institucionais. Com o tema “Nada sobre nós sem nós: como lideranças transformam demandas sociais em políticas públicas”, uma das mesas discutiu a participação das pessoas afetadas por doenças negligenciadas na definição de prioridades e na construção de respostas institucionais.
Durante a mesa, Draurio Barreira, coordenador-executivo do programa Brasil Saudável e diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde, destacou que existem ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento para diferentes doenças, mas que persistem desigualdades no acesso aos serviços e tecnologias de saúde.
“Não adianta ter tecnologia, diagnóstico e tratamento se eles não chegam a quem precisa. Temos ferramentas para avançar na eliminação dessas doenças, mas ainda precisamos superar as desigualdades para que elas cheguem a todas as pessoas”, afirmou.
Articulação
Gustavo Homero, médico infectologista e presidente da SBMT, ressaltou a importância da aproximação entre os diferentes segmentos envolvidos na resposta aos problemas de saúde. “São nesses espaços que garantimos a participação efetiva da sociedade nas decisões que afetam a comunidade e ajudamos a melhorar a saúde pública”, pontuou.
Draurio Barreira também destacou a importância da participação social na identificação de barreiras e na construção de respostas para as doenças negligenciadas.
“Temos conhecimento, temos tecnologias e temos uma sociedade civil organizada e participativa. O desafio é fazer com que esses recursos cheguem a todas as pessoas. A participação social é fundamental para identificar as barreiras e ajudar a construir caminhos para superá-las”, concluiu.
O evento contou com representantes da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Ministério da Saúde, do Programa Brasil Saudável, do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Comitê Técnico Interinstitucional Uma Só Saúde, do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas e do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN).
O Fórum antecedeu a programação principal do MEDTROP 2026, que acontece de 16 a 19 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunindo um público de cerca de 4000 pessoas.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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