Brasil
Cultura e ciência se unem na 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
Até 26 de outubro, a ciência e a cultura estarão conectadas em todo o País, durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que contará com a participação de diversas instituições, além das unidades vinculadas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O principal evento do Brasil para popularização da ciência reúne especialistas, comunidade científica, instituições de ensino, secretarias estaduais e municipais e associações da sociedade civil, que preparam experiências e atividades interativas para mostrar a produção científica brasileira ao público em geral.
Com o tema Planeta Água: a Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território, a mostra tem a finalidade de integrar os conhecimentos científicos à cultura do País, envolver a participação dos brasileiros e contribuir com novas formas de preservação do planeta. De acordo com a Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), a proposta é também apresentar esse conhecimento por meio de atividades culturais, usando a diversidade artística do País. Em Brasília (DF), haverá shows, peças de teatros, exposições imersivas e interativas, laboratórios, oficinas e feiras, que unirão a ciência e a cultura a atividades dinâmicas.
Durante a semana, a comunidade brasiliense terá acesso gratuito a diversas experiências dentro dos espaços da 22ª SCNT. Ao longo da programação, ocorrerá apresentações do Teatro Científico, que combina arte e ciência para divulgar o aprendizado científico de forma acessível e interessante.
Na quinta-feira (23), das 19h às 23h, terá o lançamento da 4ª temporada da série documental Euceano (Globoplay), projeto audiovisual brasileiro produzido com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Década do Oceano (ONU) (2021-2030). A série busca reconectar a humanidade com os mares, levando ações de preservação e proteção para o ambiente marítimo. Em seguida, a população poderá desfrutar de uma roda de samba. Tudo isso será dentro do Espaço de Arte, Ciência e Tecnologia – SesiLab.
No penúltimo dia do evento, no sábado (25), os visitantes, em especial as crianças, poderão aproveitar o show da Turma da Mônica no auditório Planalto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, previsto para começar às 16h e terminar às 18h. Os ingressos estão disponíveis gratuitamente pelo Sympla.
A SNCT é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, sob a coordenação da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab).
Serviço
Evento: 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT)
Data: de 21 a 26 de outubro de 2025
Local no Distrito Federal: Esplanada dos Ministérios, Brasília (DF)
Leia também
22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa dia 21; veja a programação
Brasil
Região Sul fecha ciclo regional do Hackathon SUS, iniciativa do Ministério da Saúde que busca soluções inovadoras para a oncologia
O Hackathon SUS – Desafio Tecnológico chegou à última etapa regional nos dias 6 e 7 de outubro, com seletiva realizada em Curitiba (PR). O encontro reuniu startups da Região Sul que apresentaram tecnologias criadas para ajudar a enfrentar desafios relacionados ao câncer e melhorar o atendimento aos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação busca estimular o desenvolvimento de soluções que possam contribuir para prevenir, identificar a doença mais cedo e melhorar o tratamento, ampliando as possibilidades de cuidado na rede pública.
Promovido pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), o Hackathon SUS busca estimular o empreendedorismo nacional, aproximar startups, profissionais de saúde, pesquisadores, setor produtivo e instituições públicas de todo o país. A proposta também é conectar quem desenvolve novas tecnologias às necessidades de quem está na ponta do atendimento, contribuindo para que as soluções possam responder aos problemas reais da saúde pública.
“O Hackathon tem sido construído de forma muito colaborativa e participativa, e acreditamos que é assim que a inovação deve acontecer: em conjunto e a muitas mãos. Uma solução só é realmente útil quando funciona na realidade de quem a utiliza e consegue transformar a vida de quem precisa dela”, afirmou a coordenadora-geral de Dispositivos Médicos da SCTIE, Fotini Santos Toscas.
Mais do que uma competição entre empresas, o encontro em Curitiba colocou lado a lado quem desenvolve tecnologia e quem conhece de perto os serviços de saúde. Durante a programação, as equipes apresentaram seus projetos a especialistas, participaram de atividades de mentoria e acompanharam a palestra sobre o panorama do ciclo regulatório de dispositivos médicos.
Da ideia ao cuidado com pacientes
Na Região Sul, as equipes apresentaram tecnologias voltadas ao enfrentamento do câncer, com propostas para identificar a doença, apoiar a tomada de decisão dos profissionais de saúde e aprimorar procedimentos. Para selecionar as três startups finalistas foram considerados, entre outros aspectos, a maturidade das tecnologias e o potencial de aplicação no SUS, com o objetivo de contribuir para um atendimento mais rápido, preciso e seguro.
A startup “Hyla Biotech”, dirigida pelo pesquisador Leonardo Foti, desenvolveu um sensor capaz de identificar, em uma amostra comum de sangue, sinais que podem indicar a presença de um tumor de mama. O resultado fica pronto em cerca de quatro horas. O exame não substitui a mamografia nem a biópsia, mas pode funcionar como um alerta para antecipar a investigação e facilitar o acesso ao diagnóstico.
“O câncer de mama é uma das principais causas de morte dessa doença entre as mulheres. O que mais pesa é o diagnóstico chegar tarde. Queremos mudar esse quadro com uma ferramenta que antecipe o alerta disponibilizando um exame a quem hoje está longe do mamógrafo”, explicou Leonardo.
O professor Alexandre Rieger coordena uma equipe na “ConnectBio Soluções Biotecnológicas” que adaptou para a saúde uma tecnologia molecular originalmente desenvolvida para aplicações no agronegócio. A proposta foi criar um teste rápido, feito com uma amostra coletada da parte interna da bochecha do paciente, para identificar características genéticas que podem estar associadas ao risco de toxicidade do medicamento quimioterápico conhecido como 5-FU ou fluoruracila. O teste rápido (swab bucal) faz a extração de DNA, transfere-se uma pequena quantidade para um tubo com reagentes, em seguida o material é colocado em um dispositivo que mostra linhas de marcação indicando as informações genéticas do paciente.
“O resultado final sai em aproximadamente 40 a 45 minutos, sem equipamento laboratorial complexo. A intenção é fornecer informação de apoio às equipes de saúde, mas não substitui a avaliação clínica”, relatou Alexandre.
Outro finalista foi o cirurgião oncológico Rafael Seitenfus que formou uma equipe multidisciplinar composta por 12 profissionais na startup “PIPAC Brasil”. O time criou a ferramenta chamada “CarciNoChat” desenvolvida para ajudar os centros oncológicos especializados a avaliar metástases que se espalham pelo revestimento interno do abdômen, condição conhecida como carcinomatose peritoneal. Durante a videolaparoscopia o sistema registra as imagens, um programa de computador identifica as lesões e analisa a resposta do paciente ao tratamento.
“Estamos transformando um desafio da oncologia em uma solução pensada para a realidade brasileira e com potencial de beneficiar pacientes em diferentes regiões do país. Para nossa equipe, ir para a etapa nacional é uma oportunidade de mostrar como ciência e tecnologia podem contribuir para um cuidado oncológico mais preciso”, afirmou Rafael.
Hackathon SUS Nacional
A etapa Sul encerrou o circuito regional e abriu caminho para a fase nacional do Hackathon SUS. Agora, as propostas selecionadas nas diferentes regiões do país seguem para a próxima etapa, que reunirá as equipes em torno de um objetivo comum: transformar conhecimento e tecnologia em respostas que possam contribuir para os desafios do SUS e melhorar o cuidado com a população. A fase final está prevista para o dia 04 de dezembro quando as equipes classificadas voltarão a apresentar seus projetos.
O Hackathon SUS conta com uma rede de parceiros, entre eles, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que contribuem para aproximar inovação, conhecimento e as necessidades do sistema público de saúde.
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Esportes7 dias agoSantos vence o São Paulo no Morumbis e emenda quinta vitória seguida
-
Paraná7 dias agoMPPR celebra termo de ajustamento de conduta para organizar acolhimento de crianças e adolescentes em Joaquim Távora, Guapirama e Quatiguá
-
Política Nacional5 dias agoPiauí elege Marcelo Castro e Júlio César para o Senado
-
Agro5 dias agoChuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
-
Educação4 dias agoPodMEC debate neurociência e educação
-
Política Nacional5 dias agoFlávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno das eleições para presidente
-
Esportes6 dias agoBrasil vence a Índia por 4 a 0, mas atuação segue abaixo do esperado
-
Política Nacional5 dias agoTSE destaca normalidade no 1º turno e redução das denúncias de desinformação
