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Cuidar de quem protege: Senasp lança curso de autocuidado para profissionais da segurança pública

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Brasília, 28/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), lançou, nesta quinta-feira (28), o curso Autocuidado e Bem-Estar, voltado aos profissionais de segurança pública de todo o País. A formação gratuita será ofertada na modalidade de ensino a distância (EaD), com carga de 10 horas-aula, na plataforma da Rede EaD-Senasp.

A iniciativa integra o Projeto Escuta Susp, voltado à promoção da saúde mental, à valorização profissional e ao atendimento psicossocial dos agentes. O objetivo é ampliar o debate sobre autocuidado, qualidade de vida e prevenção ao adoecimento entre os integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

A capacitação foi desenvolvida pela Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), em parceria com a Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP). O conteúdo contempla as áreas temáticas de Valorização Profissional e Saúde do Trabalhador e Cultura, Cotidiano e Prática Reflexiva, previstas na Matriz Curricular Nacional para ações formativas da segurança pública.

Dados do 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, referentes a 2025, e do Boletim IPPES 2024 apontam aumento nos registros de transtornos mentais, tentativas de suicídio e mortes autoprovocadas entre integrantes das forças de segurança pública. O cenário reforça a necessidade de políticas permanentes de acolhimento, prevenção e promoção da saúde biopsicossocial da categoria.

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Segundo a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, a formação representa um avanço na consolidação de uma cultura institucional voltada ao cuidado com os profissionais da área. “A proposta busca incentivar práticas de equilíbrio emocional, hábitos saudáveis e o desenvolvimento de estratégias de autocuidado no cotidiano profissional e pessoal desses trabalhadores”, afirma.

A ação foi construída a partir dos desafios enfrentados diariamente pelos agentes, que convivem com situações de elevada pressão psicológica, violência e riscos inerentes às atividades policiais, impactando os índices de adoecimento mental entre os integrantes das forças de segurança pública no Brasil.

Estrutura do curso

A capacitação será dividida em três módulos temáticos, organizados de forma progressiva:

Módulo 1 – Por que falar de autocuidado e segurança pública?
* Aspectos fundamentais da atividade profissional;
* Saúde na segurança pública;
* Conceitos e pilares do autocuidado e bem-estar.

Módulo 2 – Estratégias de autocuidado: caminhos para o equilíbrio e bem-estar
* Empoderamento e autoeficácia;
* Hábitos saudáveis;
* Regulação emocional.

Módulo 3 – Promovendo o autocuidado e bem-estar
* Significado e prazer;
* Emoções positivas;
* Relacionamentos saudáveis;
* Metas para qualidade de vida.

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A metodologia será aplicada no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Rede EaD-Senasp e contará com apostilas digitais, vídeos temáticos, exercícios interativos, reflexões práticas e conteúdos complementares.

Para aprovação, os participantes deverão alcançar desempenho mínimo de 70 pontos. A avaliação será composta por atividades ao final de cada módulo e um teste final, que, juntos, corresponderão a 70% da nota. Cada atividade avaliativa poderá ser realizada em até três tentativas.

As inscrições podem ser feitas pelo site.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério da Saúde reforça cuidado em saúde mental com habilitação de cerca de 800 novos serviços em três anos

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O Marco da Reforma Psiquiátrica brasileira, a Lei nº 10.216/2001, completa 25 anos em 2026. Responsável por redirecionar o modelo assistencial em saúde mental no país, a legislação consolidou a proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais. O novo modelo substituiu de forma progressiva os antigos hospitais psiquiátricos e as internações de longa permanência por uma rede de cuidado territorial e comunitária.

Dentro dessa estratégia, o Ministério da Saúde habilitou, desde 2023, 798 novos dispositivos assistenciais de saúde mental em todo o Brasil, entre eles leitos especializados, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades de Acolhimento. Além disso, de forma inédita, a rede pública passou a ofertar teleatendimento com psicólogos e psiquiatras.

A ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reforça o compromisso do Governo do Brasil com o cuidado em saúde mental, orientado pelos princípios da cidadania, dos direitos humanos e do cuidado em liberdade, com foco no acompanhamento contínuo e na reinserção social das pessoas atendidas.

Em 2026, já foram viabilizados 159 novos serviços previstos em portarias, que representam, juntos, um investimento federal mensal de cerca de R$ 2,3 milhões. Entre eles, destacam-se:

  • 55 leitos de saúde mental em hospitais gerais, aumentando a capacidade de resposta da atenção hospitalar no SUS;
  • 45 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), fundamentais para a reinserção social de pessoas egressas de longas internações psiquiátricas;
  • 42 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem acolhimento para pessoas com sofrimento psíquico grave e persistente;
  • 12 Equipes de Atenção Psicossocial voltadas à desinstitucionalização (EAP-Desinst), com atuação no cuidado contínuo e na articulação intersetorial;
  • 5 Unidades de Acolhimento Adulto (UAA), destinadas à oferta de suporte residencial transitório e cuidado em liberdade.
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“Essas habilitações representam um avanço concreto na consolidação da política de saúde mental no Brasil. Estamos fortalecendo a capacidade dos territórios de responder, de forma qualificada, articulada e humanizada, às demandas das pessoas com transtornos mentais, reafirmando o compromisso com o cuidado em liberdade e com a superação de práticas manicomiais”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati Dias.

Teleatendimento reforça rede de assistência

Para expandir ainda mais o acesso ao cuidado, o SUS passou a ofertar, pela primeira vez, o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado ao atendimento de casos relacionados a jogos e apostas. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês integra as ações do Governo do Brasil para o enfrentamento desse problema de saúde pública.

Outra iniciativa voltada à proteção da saúde mental é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada pelo Governo do Brasil em dezembro de 2025. Até o momento, mais de 574 mil pessoas já recorreram à ferramenta, desenvolvida pelo Ministério da Fazenda, que permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil por meio de uma única solicitação vinculada ao CPF.

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Do total de usuários cadastrados, 207 mil (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão. Para direcionar a busca por assistência no SUS, a plataforma reúne orientações e links com informações de onde encontrar atendimento especializado.

Mais estrutura e investimento para a saúde mental

A capacidade de atendimento em saúde mental no SUS alcançou 52 mil usuários em 2025, um crescimento de 6% em relação aos 49 mil pacientes registrados em 2022. Como resultado da expansão da rede, os investimentos também aumentaram. O orçamento passou de R$ 1,7 milhão, em 2022, para R$ 2,9 milhões em 2025, o que representa 70% a mais de em recursos.

Durante esta gestão, o avanço também contempla as equipes especializadas que atuam na rede pública de saúde mental. Entre 2024 e 2025, o número de profissionais passou de 11,8 mil para 12,4 mil, incluindo psicólogos e psiquiatras. Com reforço da equipe, o SUS garante mais capacidade de acolhimento, acompanhamento contínuo e atendimento multiprofissional para os pacientes.

 Julianna Valença
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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